Não sabes o que é um Golden Shower, Bolsonaro? O Trump ou o Frota explicam-te

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Jair Bolsonaro, o fascista que chegou ao Planalto nos ombros do fundamentalismo evangelista e do conservadorismo mais puritano, fanático e hipócrita que existe por aqueles lados, decidiu brindar os seus milhões de fãs e seguidores com um video onde podemos ver um folião, em plena loucura do Carnaval brasileiro, a enfiar um dedo no rabiote, a que se seguiu o agora famoso golden shower. E parece que a coisa não caiu muito bem entre os seus mui devotos apoiantes, que não ficaram nada satisfeitos com a publicação, que consideraram obscena e um atentado às suas crianças, que pelos vistos já nascem com contas nas redes sociais. [Read more…]

Alessandra Strutzel, a merda que resulta do politicamente incorrecto

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Este monstro cruel e hediondo, que dá pelo nome de Alessandra Strutzel, está longe de ser um caso isolado. A blogger brasileira é até bastante representativa daquilo que é parte muito significativa do eleitorado de Jair Bolsonaro, repleto de defensores da violência indiscriminada, que sonham com o regresso da tortura e com fuzilamentos à moda antiga, que querem ser livres para espancar homossexuais, e quem diz homossexuais diz a própria mulher, ou outra mulher qualquer, e que desejam armas, muitas armas na rua. Gente que celebra o torturador Ustra ou a morte de Marielle Franco. É deste tipo de “gente” que estamos a falar. [Read more…]

Aposentados (se conseguirem) e empobrecidos

Aposentado chora, em evento do dia do trabalhador, realizado em São Paulo, 1995.

O evento foi organizado pelo sindicato dos bancários em manifestação contra o texto da reforma da previdência elaborado pelo governo FHC.

A imagem virou símbolo do drama terrível de muitos trabalhadores aposentados que contribuíram a vida toda, e ao se aposentarem, não recebem o mínimo nem para os remédios.

A história se repete com a proposta de Jair Bolsonaro (que se aposentou aos 33) enviada ao congresso.

Fontes Iconografia Historica e Sindicato dos Bancários de São Paulo

Damares Alves: num país normal estaria internada num manicómio. No Brasil é ministra

Este vídeo, bem como os relatos que se seguem, foram notícia no jornal O Globo, do maior grupo de imprensa brasileiro, que, importa referir, é insuspeito de servir a agenda ideológica da esquerda brasileira. Atacou Goulart na década de 60, fez fretes ao regime militar e nunca foi minimamente simpática com os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Posto isto, o jornal brasileiro elaborou uma lista das polémicas envolvendo a ministra da da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves, só no primeiro mês no cargo. A lista é rica em casos bizarros, o que não admira, quando a sua protagonista é pastora de uma daquelas seitas estranhas que encenam curas para enganar palermas a quem extorquem dinheiro.

Os casos acumulam-se, sendo que a história da aparição de Jesus num pé de goiaba será talvez um dos mais insólitos e reveladores da sua total desonestidade e/ou falta de sanidade mental. Acrescente-se a isto a oposição ao ensino da Teoria da Evolução nas escolas, bem como os falsos graus académicos, que ostenta, e que justifica como resultantes do ensino bíblico, e ficamos com uma ideia da fraude que é Damares Alves. À beira desta farsante, os cursos de Relvas e Sócrates parecem ganhar outro valor.

Contudo, esta palestra onde Damares afirma que os holandeses masturbam os bebés a partir dos sete meses, parece inacreditável. Parece retirado de uma comédia passada num manicómio. Se um clérigo radical europeu proferisse uma barbaridade destas em público, tenho sérias dúvidas que fosse sequer considerado para um cargo ministerial. Seria, certamente, o prato do dia para humoristas, mas governante, quero acreditar, nunca seria. Damares Alves, contudo, é uma das estrelas do pelotão de fuzilamento que Bolsonaro trouxe consigo para o Planalto. Num país normal estaria num manicómio. No Brasil é ministra.

A fealdade das feministas

O mundo tem tanto de perigoso como de cómico ou é cómico por ser perigoso ou é o perigo que pode ser cómico.

Em 2015, ainda na qualidade de pastora, Damares Alves, actual ministra brasileira dos Direitos Humanos , da Família e da Mulher, explicou que as feministas não gostam de homens e que isso se deve a serem feias e, portanto, incapazes de atrair membros do sexo oposto. Na plateia, dezenas ou centenas de mulheres lindas aplaudiam.

Dou por mim, muitas vezes, a irritar-me com alguns exageros das feministas, mas sinto-me, ainda, obrigado a perceber que o mundo está muito atrasado no que se refere aos direitos das mulheres, bastando lembrar que, na Europa, a luta das sufragistas, por exemplo, foi há coisa de um século, ou seja, ainda ontem.

A piada machista de que as mulheres que defendem os seus direitos são uns coirões que ficaram para tias, no entanto, será uma das opiniões menos relevantes da antiga pastora. Preocupante será a ideia de que a igreja evangélica perdeu espaço nas escolas, acrescentando que não deveria ter permitido que a ciência ficasse entregue aos cientistas e muitas outras que a globalização vai espalhando.

O ministério terá afirmado que as opiniões da pastora não servirão de base à actuação da ministra, numa cisão interior eventualmente brutal. Uma pessoa, contudo, pergunta-se: não terão sido as ideias da pastora a causa para ser convidada para ministra?

Com Bolsonaro, ambiente e minorias são para exterminar

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Na passada Quinta-feira, um grupo de madeireiros armados invadiu uma reserva indígena no Brasil, com o objectivo de a ocupar e extrair madeira. Ao arrepio da lei. Agora, o confronto entre indígenas e madeireiros poderá estar iminente. Sorte a dos madeireiros, têm Bolsonaro do seu lado. Porque com Bolsonaro, o novo ayatollah dos pés de goiaba, ambiente e minorias são para exterminar.

O discurso do embaixador Ernesto Araújo

O embaixador Ernesto Araújo tomou posse como Ministro de Estado e das Relações Exteriores do Brasil. O seu discurso inaugural é um documento que merece atenção por vários motivos, sendo que alguns desses motivos não são óbvios. Um deles é o facto deste discurso remeter para o berço civilizacional e filosófico do Ocidente, qualquer coisa com vinte e cinco séculos. Ao contrário do que possa parecer, o Brasil não anda propriamente a brincar ao Whatsapp e às Fake News, sendo um erro clamoroso, a avaliar pela amostra, subestimar a qualidade dos escolhidos de Bolsonaro. Por cá não temos nada parecido.

Da subserviência ao Brasil

Ao arrepio da tradição, Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na tomada de posse de Jair Bolsonaro, o que já é mau sinal, independentemente de quem chegou à presidência do Brasil. Sinal de subserviência, que é uma maneira de encolher um país.

As declarações do presidente português confirmaram o provincianismo de um país que vive de joelhos: ao falar com o repórter, abrasileirou a pronúncia; diante do desprestígio que foi o pouco tempo de audiência com Bolsonaro, inventou a história de que os irmãos precisam de pouco tempo para comunicar; não perdeu a oportunidade para falar da importância do Brasil nessa central de maus negócios que é a CPLP.

Já Eça fazia referência ao provincianismo de um país que importava tudo, até vocabulário, de França. Mais recentemente, vamos engolindo neoliberalismos vários porque vêm de Bruxelas e palavreado economês em inglês americano, cheio de timings e de feedbacks. O Brasil, eterna potencial potência, é o deslumbramento de políticos sempre ansiosos por transformar Portugal na rémora do tubarão, porque os negócios e as empresas e as oportunidades, num desfile de inanidades que afectam inclusivamente o supremo magistrado da nação, com representantes prontos a vender até a ortografia, em nome de uma falsa união que é só parolice.

Note-se que a cultura de muitos portugueses, incluindo este vosso criado, é devedora de muito Brasil, da literatura à música, passando pela televisão e pelo cinema, mas não se confunda admiração com genuflexão. O problema, nesta e em muitas histórias com políticos portugueses, é que a vergonha não é alheia.

No Meu Bule Não

Famílias de sem-terra que produzem café orgânico, são ameaçadas por latifundiários no Brasil

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Brasil do caos e ódio mundial

Nas duas primeiras semanas após a eleição o presidente eleito Jair Bolsonaro já causou varias reações negativas. As mais recentes são; declarar que vai acabar com o Ministério do Trabalho, escolher uma defensora dos agrotóxicos para a Agricultura, prometer cobrar mensalidades nas universidades federais, exterminar as secretarias de Cultura e o Esporte, e não podemos esquecer da defesa ao aumento do judiciário que incidirá bilhões nos cofres públicos e das declarações de sua equipe como do “economista” Guedes que versou sobre a “pouca” importância do Mercosul para o Brasil.

O topo da lista das declarações infelizes proferidas por um homem na posição de represente de uma nação foi a desastrosa sobre Jerusalém que acabou colocado o Brasil na lista de desafetos do mundo árabe.

Vale lembrar que há no Brasil muitos árabes e parcerias comerciais.

Cada palavra proferida pelo próximo presidente é uma calamidade. Obviamente não há atos sem consequências então elas já surgiriam em manifestações e editoriais mundo a fora e outras estão a caminho. Não adiantará culpar o PT.

Torturar mulheres e obrigar os filhos a ver

Fotografia: momumento Tortura Nunca Mais, Recife

Se há algo de que não podemos acusar Bolsonaro, é de ter ocultado a sua verdadeira agenda. Podemos acusá-lo de não aprofundar as suas ideias, até porque o seu discurso tende a limitar-se a pouco mais do que insultar opositores, alimentar uma cultura de ódio e atacar o estado democrático de direito, sem que se lhe conheça uma ideia para o país que não seja privatizar a torto e a direito, perseguir minorias e armar a população. Mas não podemos acusá-lo de nos ter tentado enganar. Quem votou Bolsonaro, sabia perfeitamente no que se estava a meter. Se não sabia, foi porque não quis.

Bolsonaro, por muitas fake news que circulem no Whatsapp, é muito fácil de definir: autoritário, machista, racista, homofóbico, violento, fundamentalista religioso, desonesto e manipulador. E quem vota Bolsonaro sabe em quem está a votar. Sabe no que está a votar.

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Espera lá! E a direita não tem culpa?

Durante milhares de anos, poucos homens exploraram muitos sem que os explorados tivessem verdadeiramente à sua disposição instrumentos mentais, morais ou intelectuais que lhes permitissem perceber que estavam a ser escravizados, que a exploração era uma realidade. Pelo meio, claro, houve revoltas, houve Espártaco, houve jacqueries, houve Galileu e muitos outros que chegaram a mártires, mas foi preciso esperar por tempos mais recentes para que alguns filósofos, independentemente da sua condição burguesa, dessem aos explorados meios para, finalmente, pensar sobre a sua condição. Foi então que os oprimidos começaram a estrebuchar, a incomodar, a exigir, para espanto das classes altas, que, invariavelmente, reagiram com brutalidade, até que, em muitos casos, foram obrigadas, para sobreviver, a aceitar a democracia, sendo que, ainda assim, nunca deixaram nem deixarão de a minar.

O poder, ao longo de milhares de anos, encontrou sempre maneiras de se legitimar, legitimando a opressão que exercia, com a ajuda, entre outras, da religião. No caso da nossa Europa, basta lembrar que o rei era ungido (o mesmo que se disse, por exemplo, do Bolsonaro e já fora dito acerca de Salazar), o que lhe dava direito, na prática, a algo semelhante à impunidade. O equilíbrio de poderes era um equilíbrio entre poderosos (reis, papas, duques e outros) e não entre patrões e servos. [Read more…]

O estalinista, totalitário, e o fascista dentro do armário

Passei pela Geringonça e trouxe emprestada mais esta bela composição do Luís Vargas, que tendo já um mês de vida continua actual, porque vem precisamente a propósito de um dos grandes flagelos que o nosso país enfrenta, que é a sua estalinização e a instauração em curso de um regime totalitário, que teve início em Novembro de 2015.

Felizmente, e ao contrário daquilo que pretendem alguns messias do fundamentalismo evangélico-militar, este poderoso rolo compressor será sujeito a sufrágio dentro de um ano, altura em que as forças democráticas portuguesas, ou o que resta delas, terão a oportunidade de apear os perigosos comunistas que se apoderaram da nação. [Read more…]

Sobre o silêncio selectivo

Se há tema que leva a direita a ser mais determinada do que um cão a não largar o osso, é a situação na Venezuela e em Cuba. Trata-se de uma obsessão, comprovada pelo que se escreve sobre esses regimes e pelo constante chapar à cara da esquerda dos problemas nesses países. A tónica habitual pretende difundir este spin: “Portugueses, fujam da esquerda e, se não perceberem porquê, vejam o que se passa na Venezuela e em Cuba”.

Sem inocência alguma, essa mesma direita fica completamente muda com as décadas de governação de direita no México e os enormes problemas que trouxe ao país. Um caso típico de duplo-pensar, agora com o caso do Brasil a juntar-se ao cardápio. [Read more…]

Brasil: a Santa Inquisição do séc. XXI terá início dentro de momentos

Na sua primeira aparição pública após a confirmação dos resultados, Bolsonaro montou um circo evangélico, que muito terá agradado aos fundamentalistas religiosos que o financiaram. O Brasil é um Estado laico? A ver vamos. A julgar pelo início auspicioso, quem sabe se amanhã não muda o nome para República Evangélica do Brasil? O homem parece ter queda para exorcismos e instrumentos medievais de tortura.

Crónicas do Rochedo XXVIII -Boa Sorte, Brasil.

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Não falei nada sobre as eleições brasileiras ao longo de todos estes meses. Porquê? Não conheço a realidade brasileira para me atrever a tal. Fiquei a saber, com enorme espanto, que em Portugal existem dezenas e dezenas de especialistas em política interna do Brasil, da realidade social brasileira. Nunca me passou pela cabeça ver tanto comentador(a) a lavrar sentenças, e definitivas, sobre o Brasil. O problema é que estou desconfiado que, do Brasil, conhecem apenas os enredos das inúmeras novelas brasileiras que as nossas televisões transmitem. Pode ser que esteja equivocado.

Porém, estas eleições permitiram ficar a conhecer alguns pormenores: que no Brasil foram assassinadas mais de 60 mil pessoas no último ano. Que a justiça brasileira colocou na cadeia inúmeros políticos e empresários brasileiros que foram condenados por corrupção (e não com pena suspensa). Nos últimos dias, com a aproximação do dia das eleições, fiquei a saber que em Portugal existe um estranho sentimento racista. O racismo que leva algumas “personalidades” da vida pública portuguesa a afirmar que os brasileiros que votaram no candidato Bolsonaro devem ser recambiados para a sua terra pois Portugal é uma democracia. Fiquei a saber que o Brasil, pelos vistos, não é uma democracia. É preciso ter lata.

O país que está perante o processo Marquês, o escândalo BES, sem esquecer o BPN e o BPP, a escandaleira que são as rendas vitalícias da EDP ou as famigeradas PPP, que deixa morrer o seu povo em incêndios florestais fruto de descoordenação e de um sistema de emergência que não funciona em emergências mas que custou e custa uma fortuna. O país cujos principais responsáveis políticos fecharam os olhos aos desmandos do ditador angolano Eduardo dos Santos e sua família, que patrocinou a entrada de uma ditadura na CPLP. A sério? A sério que conseguem criticar o Brasil sem se rir?

Os brasileiros fizeram a sua escolha. Em democracia. Os brasileiros que vivem em Portugal fizeram o mesmo. Em liberdade. A nós, que não somos brasileiros, resta-nos desejar boa sorte. E recordar que são muito bem vindos a Portugal. Aproveitando para lhes dizer que é profunda a vergonha que tenho por aquelas reacções de alguns, poucos, portugueses anteriormente referidas.

Boa sorte.

Democracia a votos…

Quando os chamados partidos do sistema não dão respostas aos problemas e aspirações das pessoas, estas acabam nos braços da demagogia e do populismo. Jair Bolsonaro, apesar dos anos que já leva em eleições, é um fenómeno político recente, que está a aproveitar o desgaste dos principais partidos por se terem deixado cair nas teias da corrupção. Também a falta de resposta ao flagelo da criminalidade, preocupam os cidadãos que clamam por segurança. [Read more…]

Já compraste vaselina, Brasil?

Capa do Inimigo Público desta semana.

Holocausto brasileiro

Helena Ferro de Gouveia

Este é livro fundamental para entender o Brasil e um dos capítulos mais tenebrosos da sua história: a barbárie praticada até quase ao final do século XX em Barbacena, Minas Gerais.

No hospício conhecido como Colônia morreram mais de 60 mil pessoas, a maioria internadas compulsivamente, 70 por cento sem qualquer problema de saúde mental: eram meninas grávidas violadas pelos patrões, homossexuais, prostitutas, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes de casar, pessoas incomodadas.

Quando chegavam ao hospício rapavam-lhe a cabeça, despiam-nos, eram rebaptizados pelos funcionários. Dormiam sobre erva e feno, eram torturados, abusados sexualmente, bebiam água do esgoto e comiam ratos. Pelo menos 30 bebés foram retirados às mães. Entre 1969 e 1980 1853 corpos foram vendidos às faculdades de medicina. Morrer dava lucro. Chegavam a morrer 16 pessoas por dia.

Está tudo documentado solidamente, as fotografias são atrozes e os relatos dos sobreviventes contidos no livro de Daniela Arbex um dedo apontado aos que os abandonaram e à indiferença.

Quando se fala em fascismo, apatia social, obscurantismo, passa-se também por aqui.
Isto foi ontem.

Aguarda-se pela insurgência

Quem andou em teorias explicar que Bolsonaro está onde está por causa de Lula e do PT tem agora uma boa oportunidade de mostrar que não estava a tecer estas teses apenas porque havia corrupção na esquerda política do Brasil.

Michel Temer indiciado pela polícia por corrupção e lavagem de dinheiro

De resto, não há novidade alguma na notícia. Quando a direita brasileira deu o golpe que culminou com a exoneração de Dilma, já eram públicos os casos de corrupção envolvendo Temer e seus correlegionários.

A questão mesmo é porque se excita tanto a insurgência nacional com a Venezuela e com Lula, fazendo ao mesmo tempo uma tábua rasa sobre o México e Temer, por exemplo. Nós sabemos. É mesmo uma questão de preconceito, para tentar ilustrar uma teoria. Que se lixe a coerência.

Melhor candidato para mulheres

O Brasil registra um quadro absurdo de violência à mulher. Dentre os agressores a imensa maioria são homens armados.

Observando o histórico de tratamento dado às mulheres de ambos candidatos eu pergunto então: quem será o candidato que promoverá a redução dessa violência à mulher?

Ps: na Foto Haddad e Ana Estela Haddad completando 30 ano de casados e renovando os votos e Bolsonaro xingando Maria do Rosário.

Fernando Haddad e Estela Haddad renovando os votos após 30 anos de casamento.

Trecho de vídeo em que Jair Bolsonaro xinga Maria do Rosário.

Ignorância, ódio e instrumentalização do medo: Bolsonaro, o Messias da violência

A Vice arriscou-se pelos covis do fascismo que alimentam a ascensão do próximo ditador da América Latina.

O elogio da tortura e a exaltação da violência, o fundamentalismo religioso acéfalo (passo a redundância), a cultura da ignorância e da desinformação e o ódio contra minorias e instituições democráticas atravessam os 25 minutos deste curto, mas esclarecedor documentário. [Read more…]

E daquela vez em que Bolsonaro afirmou que Hugo Chávez era uma esperança para a América Latina?

Alguns bolsonazis sentir-se-ão tentados a afirmar que a imagem em cima é uma montagem, um pérfido exemplo das mais odiosas fake news à la Trump. Outros sentir-se-ão deprimidos, já que o único argumento que lhes resta é o “Então e a Venezuela?”. Mas Bolsonaro, não vai muito tempo, achava que Chávez era uma esperança para a América Latina e gostava que a filosofia chavista chegasse ao Brasil. Definia-o como “ímpar” e queria ir à Venezuela conhecê-lo. E isto tem que doer aos milhões de fanáticos fascistas que o seguem como uma divindade messiânica.

O Bolsonazi é tão, mas tão mau

que a própria extrema-direita não o suporta.

Cristãos Violentos

Eu já li a Bíblia inteira muitas vezes. Tudo que aprendi sobre Jesus foi lendo sobre ele.

Em uma das passagens sobre Jesus, um dos seguidores (Pedro) pega uma espada e fere um homem que estava lá para pegá-lo.

A violência foi relatada nos quatro Evangelhos (João 18:10-11, Mateus 26:51; Marcos 14:47 e Lucas 22:49-51)

Os detalhes são vários pontos de vista mas em todos Jesus cura o homem ferido. No livro de Mateus a versão que mais admirei:

52 – “Então Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que tomam a espada, morrerão à espada”.

Hoje nas eleições brasileiras vejo “cristãos” fazendo o símbolo da arma como símbolo de intenção de voto e decretando a morte alheia. Respiro fundo e penso naquele Jesus.

Bolsominions sadomasoquistas

A esmagadora maioria dos imigrantes brasileiros em Portugal votou no candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro.

A esmagadora maioria dos imigrantes brasileiros em Portugal, sujeitos a décadas de violentos insultos, preconceito e estereotipação, votou num tipo que se refere a migrantes de países pobres como “escória do mundo”.

Será que eles compreendem que, caso Portugal caísse no erro de eleger um troglodita como Bolsonaro, o risco de serem quase todos perseguidos e/ou corridos daqui disparava de forma vertiginosa?

Ou será que a propaganda do fascista lhes esvaziou o cérebro?

Em todo o caso, seria boa ideia espreitarem as simpáticas mensagens que o PNR lhes vai dedicando. Assim, já ficam a perceber com o que contam e no que votaram.

Fazer mossa sem aleijar

Por enquanto, rimo-nos dos outros. Um dia estaremos nós no vídeo. Entretanto, rir vai fazendo mossa no facho, sem o aleijar, no entanto.

Trump e Bolsonaro: as provas vivas de que o capitalismo selvagem detesta a democracia

Imagem via Blog de Pablo Reis

A eleição de Trump, o anti-herói que alguns palermas ainda acreditam não representar os mais imorais interesses económicos, foi apresentado ao mundo como aquele que vinha para romper com o establishment e acabar com os poderes ocultos que nos conduziam para uma ditadura globalista. Não só não o fez como não há stock de Gout de Diamants que resista ao clima de celebração em que vivem os piratas de Wall Street, desde que o anormal foi eleito.

Com Bolsonaro sucede exactamente a mesma coisa. Aldrabado que está grande parte do povo, com uma campanha milionária totalmente focada nas redes sociais e na desinformação, largos milhões de ingénuos (ou imbecis) acreditam que Bolsonaro não representa a elite abastada do país. E a elite abastada do país já esfrega as mãos com o que aí vem. Porque a supressão de direitos e liberdades é sempre boa para o negócio, até porque pagar salários justos e dar condições aos trabalhadores é sempre uma maçada e o helicóptero não se mantém sozinho. Que o diga a bolsa de São Paulo, em contraciclo com o resto do mundo.

Fazer regressar a poesia ao Brasil

Rui Correia

Escutava com muita atenção hoje na tsf um homem a perorar contra a esquerda do Brasil. Dizia que foi a esquerda quem levou o país à ruína. Falou de corrupção.

Não foi, não.

O que fez e faz com que tantos países adiram agora aos extremismos ultranacionalistas de direita (SVP na Suiça, o PPD dinamarquês, o Finns da Finlândia, Norbert Hofer na Áustria, Geert Wilders na Holanda, Le Pen, Mateusz Morawiecki na Polónia, Orban na Hungria, Trump, Bolsonaro…) não é, nunca foi, a corrupção.

Foi algo muito mais potente do que a corrupção.

O que põe o Brasil nas mãos de um alucinado é a aflição de não haver esperança num futuro melhor. A poesia como espécie em extinção.

Sempre existiu uma forma simples de esmagar o ultranacionalismo como impostura vigarista e barata que sempre foi e é.

A solução esteve sempre em saber escutar com atenção aqueles que agora chamamos “descontentes”, eufemismo horrível.

A única forma de parar com os “descontentes”, é perceber o que põe “descontentes” os “descontentes”. E o que os põe “descontentes” é – será sempre – o mesmo de sempre. [Read more…]

Boa sorte, Brasil!

 
Hoje, Alexandre Frota, que protagonizou vários filmes de pornografia gay, foi eleito deputado federal pelo PSL, o partido do mesmo Bolsonaro que anda há anos a demonizar os homossexuais. Do mesmo Bolsonaro que prefere ver o filho gay morto.
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