5 milhões de doses de Ritalina

O Bloco de Esquerda apresentou hoje um Projecto de Resolução no sentido de tentar combater o consumo excessivo de Ritalina (Metilfenidato) pelas crianças e jovens portugueses.

Segundo as estatísticas oficiais, o consumo desta substância situa-se nas 5 milhões de doses por ano, um número assustador, tendo em conta a idade das crianças e os efeitos adversos do Metilfenidato, um químico extremamente potente com acção sobre o sistema nervoso central.

O TDAH (Transtorno do Défice de Atenção e Hiperactividade) vem descrito no DSM-V (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais), a “bíblia” do diagnóstico em Psiquiatria, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria e seguido por psiquiatras de todo o mundo, incluindo Portugal. Este “transtorno” é descrito imediatamente a seguir ao TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), com o qual comunga muitos sintomas, assim como a própria terapêutica farmacológica.

Um aspecto extremamente preocupante da actual abordagem clínica à TDAH (Hiperactividade), é a crescente tendência para a sua captura farmacológica, havendo já múltiplos casos em que, a somar ao potente Metilfenidato, se estão a administrar a crianças Anti-Psicóticos de segunda geração, como a Risperidona, usada normalmente no tratamento da esquizofrenia. Este assunto afigura-se da mais alta gravidade e urgência, uma vez que não só está em causa a saúde de milhares de crianças como, por essa via, o futuro do próprio país. Uma palavra de apreço para o Bloco de Esquerda, que soube identificar a premência do problema e está a agir em conformidade.

Jornal Expresso compara crianças não vacinadas com Rottweilers

Ler para crer.

Pensamento profundo

Com que legitimidade é que as pessoas põem no mundo crianças?

Perguntar não ofende

A disrupção cognitiva do CEO da América:

O direito à imagem

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Existem já decisões de tribunais superiores impedindo ou limitando a publicação no Facebook de fotografias de cidadãos menores de idade.
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Quando Deus é o mercado e a inspiração é o dinheiro

Santana Castilho

Carl Levin Milton, advogado e ex-senador pelo Michigan, foi curto e grosso sobre o Goldman Sachs, quando o identificou como “um ninho financeiro de cobras, repleto de ganância, conflitos de interesses e delitos”. O Libération foi fino quando opinou que Durão Barroso fez um simples manguito à Europa.
Eu parafraseio ambos para acrescentar que tudo converge. Se há talento que Durão Barroso sempre teve foi para aproveitar as oportunidades e fazer manguitos à ética e à moral. Foi assim quando desertou do Governo; foi assim quando cooperou com o crime do Iraque; é assim, agora, quando regressa aonde sempre esteve, isto é, para junto dos que promovem fortunas obscenas e calcam os mais fracos. A sua ignóbil conduta faz-me pensar nos valores que a educação instila nos jovens.
A educação é pautada pela doutrina da sociedade de consumo. Os alunos são orientados para os desejos que a orgia da publicidade fomenta. Paulatinamente, muitos professores foram-se transformando em peões de um sistema sem humanidade. Paulatinamente, aceitaram desincentivar os seus alunos de questionar e discutir causas e razões.
Teoricamente livres, usamos a nossa liberdade para permitirmos que nos condicionem. Tudo é mercadoria, educação inclusa. Preferimos estar sujeitos a mecanismos de controlo social a criar mecanismos de oposição ao sistema e de desenvolvimento de outro tipo de desejos: o desejo de visitar a vida, de cooperar com os outros.
Os sistemas de educação deixam as nossas crianças sem tempo para serem crianças. Porque lhes definimos rotinas e obrigações segundo um modelo de adestramento que ignora funções vitais de crescimento. O ritmo de vida das crianças é brutalmente acelerado segundo o figurino errado de vida que a sociedade utilitarista projecta para elas. Queremos que elas cresçam depressa. [Read more…]

Colégios: arrancar braços e pernas

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Por que não se fala disto na campanha?

“Dois milhões [de portugueses] vivem em risco de pobreza. Quase 500 mil são crianças.”

“A dignidade dos portugueses não foi beliscada” (III)

Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome“.

Sopa dos pobres

Deveria ter escrito isto ontem, mas não fui capaz. Deveria ter entrado naquele parque de estacionamento e oferecido a minha ajuda, mas não fui capaz. Deveria ajudar mais quem de mim, de todos nós necessita, mas nem sempre sou capaz. É mais fácil, muito mais fácil, encostar-me no meu canto, ficar com as minhas filhas e com o meu marido e não sair à noite para conviver com a infelicidade alheia.
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Do amor do governo pelas criancinhas

A partir dos 6 anos, pagam a taxa total de emissão do Cartão de Cidadão. Poderiam ter desconto ou até isenção? Claro, mas seria habituá-las mal.

A dieta mediterrânica faz bem à saúde

dieta mediterrânica
Os números falam por si.

Eu quero o meu PAI!

Sabemos todos que nada acontece por acaso e quase sempre, o que parece, não é!

Mas o que interessa isso perante a vontade expressa deste puto em continuar ao lado do Santo Padre?

Gosto da boa onda que Papa Francisco trouxe ao mundo!

A austeridade viola os direitos das crianças

Perda do abono de família, carências alimentares, restrições no acesso à saúde, à educação e à protecção social. A UNICEF enumera, no relatório de 2013, os efeitos dramáticos deste governo na vida das nossas crianças.

O que é que a Igreja percebe de crianças?

Sim, há aqueles padres que gostam muito de criancinhas e assim. Mas tirando isso, o que é percebem do assunto?

Co-adopção: Verdades que doem

co-adopção
Por muito que custe à Maria Teixeira Alves, a quem nunca entregaria as milhas filhas para adopção – antes a mil casais de homossexuais do que a gente deste calibre.

Vamos todos entregar crianças a casais homossexuais

Tenho 2 filhas bebés, lindas. Espero que não venham a ficar órfãs enquanto são pequeninas. Se por algum azar ficassem, família e amigos seriam os primeiros a chegar-se à frente.
Mas de uma coisa tenho a certeza. Se não houvesse ninguém disponível e a solução fosse a adopção por estranhos (a institucionalização nunca), preferia mil vezes que fossem entregues a um casal homossexual (masculino ou feminino) do que à Maria Teresa Alves e ao seu marido.
No fundo, compreendo os medos da senhora, inculcada que tem sido dos fantasmas da homossexualidade pelo beatério de que certamente faz parte. Da mesma forma que compreendo a posição de Luis Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascenção. A ele, interessa-lhe ter um exército de institucionalizados. No fundo, é o seu ganha-pão.
No meio disto tudo, uma palavra para a maturidade democrática revelada pelo Parlamento e pela sociedade portuguesa em geral, que não dá um pataco por toda esta polémica. As suas maiores preocupações são outras e o facto de casais de homossexuais poderem vir a co-adoptar não é certamente uma delas.

Maturidade política, finalmente.

Num dos jantares com bloggers enquanto candidato, Pedro Passos Coelho falou sobre a questão da adopção por casais do mesmo sexo. Já não tenho a certeza se a pergunta foi feita pela Ana Matos Pires se por outro blogger. Tenho ideia que terá sido a AMP. Na altura, PPC, para surpresa geral, em vez de fugir à pergunta como é natural nos políticos nestas alturas e neste tipo de questões, deu a sua opinião (julgo que a mesma apareceu, na altura, na revista Sábado) que foi algo do género: “entendo que neste tipo de questões deve existir liberdade de voto dentro dos partidos” e mostrou não ser contra se cumpridos todo um conjunto de medidas de defesa dos interesses da criança. Não me esqueço da polémica que deu uma das suas frases: “a questão não é se o casal é do mesmo ou de diferente sexo, a questão deve ser sempre o superior interesse da criança, por isso, em tese, não me oponho”. Quando os deputados forem votar esta matéria, independentemente da decisão que tomarem, espero que a blogosfera de esquerda e defensora da proposta do PS, se recorde destas palavras de PPC.

 

Hoje, na AR, os deputados vão votar duas propostas nesta matéria. Uma do PS e outra do BE. Aos deputados do PSD foi dada liberdade de voto. A forma como esta matéria está a ser discutida com tranquilidade, sem dramas e sem se entrar numa discussão estilo “Porto-Benfica”, é um enorme sinal de maturidade. E um exemplo tendo em conta o passado recente em matérias ditas “fracturantes”. Ainda bem!

 

Hoje, como ontem, faço minhas as suas palavras: salvaguardado o superior interesse da criança e tendo presente que é sempre melhor adoptar uma criança e lhe dar a oportunidade de ter uma família do que o contrário, não me oponho.

Pequenas maravilhas de seis ou sete anos

Por volta dos seis ou sete anos, os rapazes são uma divertidíssima combinação de inocência e perversidade. Falam de beijos na boca, mamas e pipis, e soltam gargalhadas recém-desdentadas à conta da sua própria audácia em falar dessas coisas, para logo em seguida discutirem entre eles a natureza da Fada dos Dentes e os poderes do Homem-Aranha.

Valorizam a camaradagem entre rapazes e tratam-se pelos apelidos – o Silva, o Fonseca, o Campos – e olham para as raparigas com desconfiança e impaciência. Desprezam as brincadeiras em que elas tentam inclui-los – pais e mães, comidinhas, etc – e reduzem-nas a um invariável adjectivo: chatas.  Mas são chatas com um inegável mistério, uma fonte de atracção – a diferença – que eles suspeitam vagamente que poderá vir a ser importante.

Estes rapazes são criaturas de riso fácil: qualquer frase que inclua cocó, xixi, ranho, pilinha ou diarreia arrancará gargalhadas certas. Navegam pela internet, aceleram pelo botão scroll do rato como se tivessem nascido com ele na ponta dos dedos, mas espreitam para baixo da cama para ver se não está lá o lobisomem, tal como os seus avós poderiam ter feito. [Read more…]

Da série ai aguenta, aguenta (18)

Matar a fome na escola

Isto é a América?

91814Tortura, violações. Não tem importância, eram crianças pobres.

Da série ai aguenta, aguenta (12)

Escolas alimentam cada vez mais crianças nas férias

É a fome senhores

[youtube http://youtu.be/4HGp0CNHMiI]

Pobres crianças – reportagem de Patrícia Lucas para o programa Linha da Frente da RTP.

Uma reportagem de choque, para ir ao focinho dos que insistem em que a crise não arrasta consigo a fome e a miséria e pensam que as pessoas são números. Inclui mais um momento Jonet:

Eu penso que é mais correcto falar-se em carências alimentares, porque há que relativizar até a situação que se passa nos países mais desenvolvidos e o que se passa nos países subdesenvolvidos, como África. E, portanto, temos que relativizar e falarem carências alimentares

Citação roubada ao artigo 58

Da série ai aguenta, aguenta (5)

Casal com bebé não tem comida

Dividir o Prato do Dia

prato do diaNuno Vaz, Portugal, 2012

Crianças doentes de fome

Nos hospitais, por causa da crise, vindas da esfomeada “instituição familiar”, Helena Matos.

Brincar na rua

Brincar na rua é importante para lidar com o risco” afirma Rui Matos, coordenador do Centro de Investigação em Motricidade Humana do I. Politécnico de Leiria. Disse ainda: “o que vemos atualmente em muitas brincadeiras, é as crianças, mais do que a brincar com os brinquedos, a ver os brinquedos brincar, ou seja, temos muitos brinquedos eletrónicos que brincam por si só, movem-se e deslocam-se, em vez de ser alguém a empurrá-los ou a interagir mais diretamente com eles”,”Parece-me que as crianças são mais passivas, menos ativas, e isso tem consequências, e já se está a notar aos mais variados níveis, como a obesidade infantil”, acrescentou.

Mais um estudo que não acrescenta nada de novo e as soluções apresentadas são óbvias, embora muitos pais não as ponham em prática…

Uma portuguesa (que) faz toda a diferença

Neste tempo de crise, de desemprego, de notícias tristes e geradoras de medo e ansiedade, é necessário alimentar a alma (já sei Amadeu…) com notícias como esta:

Isabel Fernandes, 24 anos, Famalicão, Licenciada em Psicologia e no desemprego, recebeu ontem o prémio europeu na categoria de Melhor Voluntário, atribuído pela Active Citizens of Europe.

Isabel não necessita de prémios, “porque esses tenho-os sempre no terreno, nos sorrisos e abraços que recebo ao final do dia”, no terreno. Esteve um ano em Moçambique em trabalho comunitário de ajuda a 900 pessoas. Procurou “combater a pobreza extrema de crianças entre os dois e os 18 anos”.

Disse ao PÚBLICO: “Se todos dessem um pouco, às vezes um euro por dia, quase o valor de um café, já faria toda a diferença (…) todas as doações chegam àquelas crianças e vemos os resultados.”

“Morre lentamente, quem não troca o certo pelo incerto, em busca de um sonho” (Pablo Neruda), escreveu Isabel no blogue da Ataca (ONG).

Parabéns!

Um país a papas

Ainda não estamos totalmente a «pão e água», mas para lá caminhamos…

Lê-se hoje no Público: ” Uma refeição que custa 23 cêntimos ganha outro significado quando o orçamento familiar está em derrapagem. Por isso, a Nestlé já sabia que as vendas da sua histórica marca Nestum iriam crescer com a crise. Contudo, o gigante alimentar não contava com uma subida tão expressiva (…) mais 7% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. (…)Não são só as crianças entre os três e os 10 anos que estão a comer mais Nestum. Também os mais velhos, acima dos 60, substituem o jantar ou o almoço por um prato de papa que “custa menos do que um café e é nutricionalmente equilibrado.”

Nestum ao pequeno-almoço, Nestum ao almoço e Nestum ao jantar.

«- O que nos diz a isto sr. PM?»

«- Há sempre as variantes Nestum Figos, Nestum Mel, Nestum Flocos de Cereais, Nestum Maça Canela…».

Tirem dali as criancinhas

Não é que seja novidade, miúdos que prometem ir a Fátima se passarem de ano é estupidamente mais vulgar do que se pode imaginar, mas esta imagem passa os limites; não é uma longa e extenuante caminhada a pé, é uma violência física exercida sobre um corpo em crescimento. A fotografia provêm do Público online, e pergunta-se onde pára a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e o próprio Ministério Público.

Que 100 anos atrás, ali mesmo, em Fátima, uma criança chamada Lúcia Santos tenha sido sequestrada para o resto da vida, compreende-se à luz da mentalidade da época. Que isto hoje suceda, não.