Da inutilidade da COP27 (e de todas as outras COPs)

A COP é uma inutilidade. Pelo menos no que ao combate às alterações climáticas diz respeito. Até no exemplo é miserável. Jactos privados, comitivas de dezenas para levar um chefe de Estado a discursar dez minutos, em desfiles intermináveis de SUVs, para não falar nos batalhões de lobistas das empresas energéticas, que aumentam todos os anos. Devem-se fazer excelentes negócios naqueles corredores. Excepto para o planeta, claro. Não se pode ter tudo.

Comments

  1. Rui Curado Silva says:

    O dióxido de carbono emitido agora demora cerca de 200 anos a desaparecer da atmosfera. A curva não vai estabilizar, nem entrar em trajetória descendente neste século, é preciso ter essa noção.

    • João Mendes says:

      De acordo. Não obstante, as COPs são fogo de artifício sem resultados práticos. Penso que aqui estaremos de acordo. Para nossa tristeza.

    • Joana Quelhas says:

      A população não quer saber do planeta.
      A populaça hoje em dia até já pode ter um carro para ir “à terra” e levar os filhos à escola.
      Imaginem hoje em dia a populaça até já anda de avião e viaja para onde lhe dá na real gana.
      Onde é que o planeta vai parar ?
      Precisamos de uma ditadura para que a populaça obedeça aos bem-intencionados governantes e aos pirralhos que estão com a cabecinha lavadinha de fresco pelo sistema de ensino progressista.
      Precisamos de um governo mundial que defina quem pode andar de avião , barco e ter carro e qual a temperatura da casa de cada um no inverno e no verão.
      Sem isso não conseguiremos salvar o planeta. Como cereja no topo do bolo acabava-se com o capitalismo, não era adorável ?

      Joana Quelhas

      • POIS! says:

        Pois é! E diz a Qwelllhhass (*):

        “Imaginem hoje em dia a populaça até já anda de avião e viaja para onde lhe dá na real gana”.

        Imaginamos pois! Imaginamos toda a “populaça” da Índia e da China metida em aviões para vir visitar a Qwellhass (*) e agradecer-lhe a sua cruzada liberalesca.

        Seria magnífico! Durante um mês, ninguém via o sol! Era mais ou menos o que acontece lá no Ártico com os noruegueses ou os esquimós. Os turistas, em vez de trabalhar para o bronze, caçavam focas.

        E teríamos de esvaziar as autoestradas para aterrarem aviões, mas tudo bem! Temos muitas!

        Muita divertido, não, ó Qwelhasss(*)?

        PS. Continua-se a seguir o sábio ensinamento do Alencar (seja lá ele quem for…), que é lema de Vosselência: não mencionar o…Qwelllhhass!

      • Paulo Marques says:

        E, no entanto, os fenómenos imprevisíveis aumentam, bem como o seu custo, e qualquer dia os seguros deixam de cobrir.

  2. Paulo Marques says:

    Serve para dizer que se faz muito, também, e que se está muito preocupado.

  3. Aproveitem o calor enquanto ele existe. Produzir calor é muito mais caro do que produzir frio.

    • Joana Quelhas says:

      Sim, uma pergunta muito simples para os “cientistas” do clima:
      “o aumento de 1,5 ºC porque é que é necessariamente mau” ?
      O desenvolvimento humano sempre floresceu em períodos quentes, e sempre regrediu em períodos frios. Mas agora os Oráculos , perdão os “cientistas” descobriram que a temperatura actual é a temperatura ideal… enfim… a ciência das certezas caídas do céu aos trambolhões.

      Joana Quelhas

      • POIS! says:

        Pois citando a Qwelllhasss (*)…

        “O desenvolvimento humano sempre floresceu em períodos quentes, e sempre regrediu em períodos frios”

        Pelo que Vosselência deve experimentar meter-se dentro da fornalha lá da Siderurgia ou, pelo menos, num caldeirão de água a ferver.

        Vai ver que floresce!

        (*) Continua-se a seguir o sábio ensinamento do Alencar (seja lá ele quem for…), que é lema de Vosselência: não mencionar o…Qwelllhhass!

      • Paulo Marques says:

        Não é de ideal nem deixa de ser, é uma alteração brusca que afecta o caudal dos rios e a fertilidade dos solos de forma demasiado rápida para adaptação, para começar. Depois mata pessoas e animais, facilita a propagação de doenças, e leva a migrações das pessoas que você não gosta para fugir a isso tudo.
        Depois tem variadíssimo impacto no uso das infra-estruturas, sejam ruas e metros alegados, ou o completo colapso de redes eléctricas. O estado que pague, e os pobres que morram, não é?

        • Paulo Marques says:

          Ah, e há zonas na própria Europa e nos próprios Estados Unidos que se aproximam da inabitabilidade sem ar condicionado 24h por dia; mas voltamos sempre aos pobres que se fodam, não é?

          • Joana Quelhas says:

            A mansões do Hussein Barack Obama e dos Clinton são dois desses lugares.

            Joana Quelhas

        • POIS! says:

          Pois é, ó Qwellllasss…(1)

          Mas, felizmente são só esses dois. Os outros ricalhaços já usam métodos muito mais ecológicos. Desde “colaboradores latinos” a bufar 24 horas por dia (olhe, o Trump tem lá uma data de cubanos), a bandos de borboletas amestradas a voar ao mesmo tempo. Isto para arrefecer.

          Para aquecer, o Musk, inspirado na Bíblia (2), instalou uma manada mista de vacas e burros na cave e faz subir o ar quente através de um aspirador movido a óleo de excrementos de porquinho-da-índia.

          Só os Obama e os Clinton é que…francamente!

          (1) Continua-se a seguir o sábio ensinamento do Alencar (seja lá ele quem for…), que é lema de Vosselência: não mencionar o…Vosselência!

          (2) É um livro muito giro, mas pouco conhecido por cá. Por lá é Best-seller. Vende-se na Amazon e tudo!

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