Depois das greves dos Estivadores, dos Motoristas e dos Enfermeiros, chegou a vez de ilegalizar a greve dos Professores?

Todas as greves são passíveis de serem criticadas, umas são mais justas que outras, umas mais claras e outras mais confusas, umas acertadas e outras erradas seja do ponto de vista político seja sindical, mas nenhuma deve ser criticada por razões que se prendem com sua suposta ilegalidade. A greve é um direito inalienável que tem vindo a ser sistematicamente posto em causa, sobretudo quando as greves se metem no caminho do governo.

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    nenhuma [greve] deve ser criticada por razões que se prendem com sua suposta ilegalidade~

    Ora essa! Se algo é ilegal, ou supostamente ilegal, então esse algo pode ser criticado.
    É preciso ver que há uma lei da greve e, se essa lei for desobedecida, então há uma ilegalidade, e essa ilegalidade pode e deve ser criticada.

    • Paulo Marques says:

      Porquê ficar por aí? Se é ilegal protestar, então critique-se todos os protestos!
      A moral não define a legalidade, até porque não é única, e muito menos o contrário. Ou então, afinal, as ditaduras só fazem cumprir a lei.

  2. estevesayres says:

    O Capitalismo, o Costa, o Marcelo, os Sem-Abrigo, a Miséria, a Revolução e a Justiça

    A pobreza, a fome e a miséria agravam-se no país, tal como os casos de pessoas sem-abrigo, sobretudo em Lisboa e Porto. Eis o capitalismo no seu esplendor. Eis a máquina que agrava as desigualdades de forma gritante.
    “Ele (patrão) dava pão para a gente comer e a gente trabalhava 8 horas nessa colheita de uva”, conta Tânia Melo, imigrante brasileira. A proposta de ganhar 80 euros por dia passou a 300 euros por mês, para depois passar a nada. Eis a escravatura.
    Não lhes restou senão vir embora. “Tinha 50 euros no meu cartão. Os bilhetes de comboio para Lisboa eram a 19 euros cada um”, recorda Márcio André, companheiro de Tânia. Chegaram a Santa Apolónia com pouco mais de 10 euros no bolso. Nada lhes restou senão a rua.
    Em Portugal, há, pelo menos, 9000 pessoas que não tem casa, das quais cerca de 4000 estão em situação de não terem sequer um tecto. O que significa que, de 2020 para 2021, mais 800 pessoas chegaram à rua.
    Atrás de cartões, dentro de tendas ou carros, há quem esteja a chegar às ruas pela primeira vez e em idades cada vez mais baixas.
    Notam-se já os efeitos da inflação, pois têm aparecido cada vez mais famílias que, não estando em situação de sem-abrigo, pedem ajuda para comer. O número de refeições distribuídas aumentou para o triplo desde a pandemia e tem vindo a agravar-se este ano.
    A situação não se resolve com caridadezinhas. Só a grande revolução que derrubará o Costa, o Marcelo e todo o capitalismo permitirá impor a igualdade e a justiça.

    22Nov2022 A. P. R

  3. JgMenos says:

    Lembram-se da greve de zelo?
    Essa pelo menos era divertidíssimo espetáculo de artes performativas!

    Para isto ser a sério, falta na lei:
    – Toda a greve tem por duração mínima meio período/ dia de trabalho.
    – Toda a organização afectada pela greve tem o direito de cessar toda ou parte da sua actividade pelo período da greve, sem remuneração. Para tal todo o trabalhador que entenda exercer o seu direito à greve, deverá comunicá-lo com 48 horas de antecedência.

    Veríamos a solidariedade dos trabalhadores e os números de adesão em todo o seu esplendor!

    PS: agora vão os maquinistas, depois os electricista, depois os picas….kaput

    • Paulo Marques says:

      Portanto, além do que existe, a greve deve ter ainda mais força? Menos baseado.

  4. francis says:

    Quando da greve dos motoristas, poucos cidadãos estiveram solidarios com quem tentava lutar contra a escravidão/exploração instituida. Pelo contrario, muitos se indignaram contra a greve porque lhes faltava o combustivel para o pópó. ( Até ouvi na radio uma professora – grevista militante e sistematica – indignada porque não tinha combustivel para ir de férias. Portanto, agora, pessoalmente quero lá saber se ilegalizam a greve dos professores. Força governo, mão de ferro neles. ( sim, sou motorista de pesados)

    • Paulo Marques says:

      Trabalhadores do mundo, separai-vos!, porque alguém disse qualquer coisa no Twitter do século passado.
      Partilho a indignação específica, mas não da solução de mais do mesmo caminho para a derrota.

  5. Anonimo says:

    A dos motoristas não era uma boa greve. Para já, não foi somente à sexta. Depois, acabava com a gasolina nos carros, e isso é mau. Para todos. E por fim, era um sindicato orgânico, e esses são danosos.
    Mas o Governo é patriótico e de esquerda, portanto respeita os direitos da classe operária, mesmo sendo burguesa.

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