O PS a ser PS
24/01/2023 by João L. Maio
Filed Under: política nacional, sociedade Tagged With: com primos, compadrio, Iniciativa Liberal, nepotismo, Partido Socialista
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Os neonazis vão estar em festa na Maia. Não vai haver polícias para nos bater.
Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
Tudo vale para os chulos do socialismo comparar cargos que valem umas sandes com cargos que valem milhoes de euros, tudo vale para os xuxas.
Todo borrado, tu!
Uma coisa são cargos públicos, pagos pelo dinheiro dos contribuintes, outra coisa são cargos num partido, cargos esses que não são (em geral) remunerados e partido esse ao qual ninguém é obrigado a pertencer nem é obrigado a votar nele.
Claro, se a IL estivesse no poder, estes familiares viraram pizza!
E mais, nem sequer têm influência nenhuma se porventura alguns fossem eleitos, porque eles próprios estão, na realidade, a competir entre uns com os outros por sucesso no mercado tachista! Cenário que só teria benefícios em copiar no executivo, claro.
Ou isso, ou… A realidade de que são pessoas conhecidas que se organizam para alguma coisa e as quais se conhece as competências para nomear, e o problema é as eleições não servirem para distinguir, a bem da seriedade, quem o faz por bem ou por mal.
O melhor é limitarmo-nos às rendas onde isto é normal, claro.
Pois, ‘tá bem… abelha! Zzzzzzz.
O partido do autor deste post tem duas familiares próximas como deputadas.
(Afora, eventualmente, outros familiares próximos em cargos, partidários ou pagos pelo erário público, menos visíveis.)
Ah okay, então está bem.
Se duas tem duas irmãs em cargos, DUAS, então não se fala mais dos DOZE em VINTE E CINCO cargos.
Sendo assim, eu é que peço desculpa por este post!
Confesso que é sempre engraçado ver o contorcionismo das pessoas quando lhes calha a fava.
Não.
A mim não me preocupa nada o Bloco de Esquerda ter duas deputadas irmãs. Ambas foram eleitas pelo povo, e esse povo tem o direito de eleger quem bem lhe apeteça. Se o povo quer eleger irmãs, pois seja.
Mas, da mesma forma, a maioria das pessoas que ocupam cargos da Iniciativa Liberal foram eleitas, ou bem pelo povo, ou bem pelos militantes da Iniciativa Liberal. Esse povo e esses militantes têm o direito de eleger quem bem lhes apeteça, ponto final.
Muito diferentes são cargos de nomeação. Por exemplo, o Bloco de Esquerda e a Iniciativa Liberal têm assessores parlamentares, funcionários, etc. Se essa gente forma redes de familiares, aí a coisa fia mais fino.
“O povo” não é a mesma coisa que “os militantes”. “O povo” não tem poder de decisão nos órgãos internos dos aparelhos partidários.
A pessoa que fala neste post é Inês Rosete, uma das fundadoras da Iniciativa Liberal.
Mas eu acho que ela não tem razão. Para já, porque os cargos a que ela se refere não são, provavelmente pagos pelo erário público. E depois, porque se trata, provavelmente, de cargos para os quais as pessoas foram livremente e diretamente eleitas, e os eleitores devem ter o direito de eleger as pessoas que quiserem, incluindo pessoas que são familiares entre si.
Dr. Lavouras, pare com a tentativa de spin, por favor.
Não está aqui em causa serem pagos pelo erário público!
Está em causa a meritoctacia da treta que vocês defendem! Ou vai-me dizer que no fabuloso mercado livre e após a vossa fantástica forma de encontrar as pessoas com mais méritos pessoais e profissionais que todos os outros, por coincidência, metade são familiares?!?!?
É já agora, fica a pergunta:
Para que cargos iriam estas pessoas se amanhã a IL fosse governo?
Pense bem antes de responder que esta é das difíceis..
12 pessoas, 25 cargos, um dos coitados tem 3 trabalhos.