
Apesar de isto não ser nada mais que algo não essencial no enorme leque de problemas que enfrentamos por estes tempos, acho que é altura de chamar os “bois pelos nomes” mesmo numa questão apenas acessória. Até porque não deixa de ser simbólica e demonstrativa de outras questões bem mais relevantes.
A defesa histérica e “politicamente correcta” de situações como a que resultou da eleição da “Miss Portugal” (concurso cujas razões para ainda subsistir, me escapam em absoluto), além de ser mais uma trafulhice onde se lê “esquerda” por “tudo que é sítio”, é, provavelmente, um dos maiores insultos que se podem fazer às Mulheres (àquelas que realmente o são).
Neste estado de evolução científica (médica, biológica, etc.) é completamente impossível fazer uma alteração completa de sexo. Uma alteração a 100%. Repito, impossível. Podem correr, podem saltar, mas não há volta a dar ao que atrás constatei. Um Homem que faça operações, tratamentos, registos civis, etc. para se transformar em Mulher, vai ficar, implacavelmente, a meio caminho. Numa espécie de limbo em que já não é Homem e, inegavelmente, ainda não é Mulher.
Tentar defender o indefensável e argumentar a favor do que é absurdo, é, tão só, insultar as Mulheres. Ser Mulher não é apenas ter os órgãos genitais femininos. Ser Mulher não é só ter um sistema endócrino alterado por hormonas artificialmente induzidas. Ser Mulher não é apenas ter aptidão para “copycat” comportalmente o sexo Feminino.
Ser Mulher é muito, mas mesmo muito mais que isso. Nem falo sequer da vertente reprodutiva apesar dessa capacidade ser mais inegavelmente relevante mesmo (ou principalmente) quando algum acaso médico a impede.
Mesmo quando é menos (um “menos” que de maneira nenhuma é pejorativo até porque são infinitas as competências em que as Mulheres são “mais”) como, por exemplo, na generalidade das aptidões fisico-desportivas, permitir que nessas situações se aldrabem as condições de participação, é tão só “cuspir” na antológica capacidade de superação, de sofrimento e de luta que as Mulheres quase palpavelmente sempre demonstraram e que tantas vezes salvou o Mundo. Que adianta à Mulher ter uma avassaladora capacidade de ultrapassar os seus próprios limites e, principalmente, os limites que lhe querem impôr se há um trafulha que se intromete e corrompe determinantemente os critérios de avaliação.
Mulher é um ser completo, tão ou mais nobre que o Homem cuja definição não poderá nunca ser feita por oposição a ele. Não poderá nunca ser abreviada ao facto de não ser Homem. Ser Mulher é muito mais que isso. Muito mais que essa perspectiva redutora que nos querem impingir onde quase só basta recusar ser Homem. Isso sim, é “machismo” (daquele mau e retrógrado). A Mulher (e isso é uma certeza) não se define por defeito. Mulher não se define por oposição ou comparação com o Homem. Mulher define-se por si mesma. Mulher define-se pela imensidade infinita do que é. Nunca pelo que não é.
Até podemos por insuficiência intelectual não conseguir compreender exaustiva e totalmente o que é ser Mulher. Principalmente porque a complexidade feminina tem tanto de intangibilidade, de grandiosidade, de imensurabilidade que só nos resta aceitar não ter ainda a clarividência suficiente para compreender em absoluto o que é ser Mulher. Mas mesmo nestes “arrabaldes” da percepção, não será difícil perceber e registar que para se ser Mulher, não basta:
– dizer que se não é Homem;
– parecer Mulher;
– imitar a Mulher;
– ingerir ou injectar químicos de Mulher;
– retalhar o corpo para lhe dar a forma da Mulher;
– e acima de tudo, mentir e afirmar histericamente que é Mulher, que quer ser tratado como Mulher e que se chama Mulher.
A ti que achas que é assim tão “fácil” ou tão “simples” ser Mulher e que achas que já o és ou que estás a caminho de o ser, deixa-me dizer-te:
Não estás nem estarás sequer perto disso.
Na certeza que a tua condição, apesar de tudo, apesar da desonestidade que tentas perpetrar, merece a compreensão e a aceitação a que a nossa empatia nos obriga. Respeitaremos o que és, mas, por favor, atina, mede-te, não nos tentes enganar e acima de tudo respeita quem mais que ninguém, merece ser respeitado: a Mulher.






Certo dia, num jantar de amigos, já com uns copos no bucho, um amigo, no bom estilo marialva, virou-se para a turba de comensais ao qual se juntava, e em tom de pregão, clamou:
– Neste Mundo só devia haver mulheres boas. Bonitas e todas elas esculturais!
Perante o espanto dos outros convivas, que ainda não tinha gerido a sua frase, retorquiu:
– É que assim também me tocava uma!
O Mundo está cheio de homens e mulheres que todos os dias, sem excepção, procuram sair de casa para o trabalho ou qualquer evento ao qual se associem, com uma nova imagem, tantas vezes renovada, que não a genuína. Mais favorecida e bela, escondendo algumas deficiências anatómicas, respaldados numa indumentária arrojada, na maquilhagem, no corte de cabelo, numa nova prótese dentária, numa cirurgia plástica. Hoje toda gente quer ser bonita, mesmo não o sendo. Nada como fazer das tripas coração e fazer um investimento pessoal nas artes mágicas da estética, procurando melhorar a sua própria auto-estima.
Os concursos de beleza feminina, nomeadamente estes concursos de miss qualquer coisa, desde a praia de Verão à mulher “mais bonita do Universo, passam-me ao lado. Enquadra-se para mim e para a maioria dos seres racionais, indiferentes a estas futilidades, numa espécie de reality show, no melhor estilo Big brother, que só serve para uns poucos ganharem uns milhões à custa de um certo narcisismo de outros, quando não da miséria alheia.
Neste caso estou-me marimbando se a mulher é mesmo fêmea, no sentido carnal, ou é uma espécie adaptada. Isto porque supostamente nasceu sem saber para que lado se inclinavam as suas tendências hormonais. Se o Ele que se sente Ela, achou por bem transfigurar-se, que seja feliz. Qual o mal? Se isso lhe traz paz de espírito e melhora a relação consigo próprio, sem prejudicar terceiros, por que não?
Nos anos 90 do século passado, a transgénero brasileira Roberta Close destronou dos ecrãs televisivos e de muitas passarelas, mulheres famosas cheias de feminidade. Trabalhou como modelo para marcas de alta costura e perfumaria de renome. Foi escaparate de muita revista, incluindo a Playboy, famosa magazine erótica para entretenimento masculino.
Perante isto só posso constar que este não assunto tem provocado uma certa excitação a muito intelectual, não porque seja assim tão absurdo, mesmo podendo parecê-lo, mas muito mais porque veio com trinta anos de atraso.
Fala em sexo, para discutir género com sexo misturado a meio, preenchido com lugares comuns de coisa nenhuma com perlimpimpim de achismo científico que não demonstra o que afirma.
Tem azar, também há não há preto e branco; na verdade, o que o vai mesmo incomodar, é que eles nem sequer existem.
Vai estudar, pá. Começa pela definição de respeito, que crianças com 5 anos são capazes de mais.
E, como sempre, um olho no fasço, outro no liberal.
Isso dizia-se no meu Alto Douro acerca do burro e do cigano, mas neste caso os burros somos nós a sequer ler repugnante escriba liberocas
Pois claro!
Mais um candente problema nacional, internacional, mundial, sistema solarial, galaxial e mesmo universal que não passou incólume às afiadas teclas do postador.
Fica claro que o lado certo da história (o do Capuchinho Vermelho) e o da História (o do Condestável), desta vez, é o das mulheres originais, impolutas, não retalhadas e bem embrulhadas, para que possam ser apresentadas á nossa melhor Sociedade.
Deixa fazer, deixa passar.
O prazer de ler esboço de um manifesto contra uma causa que, sem querer, se transforma num panfleto a favor. A minha frase favorita: “Ser Mulher não é apenas ter os órgãos genitais femininos.” – completamente de acordo consigo!
Ser Mulher não é apenas ter os órgãos genitais femininos.
Eu diria exatamente o oposto: ser mulher é só ter os órgãos genitais femininos. Nada mais (nem menos) se exige de uma mulher.
Portanto, uma transexual que não tem órgãos genitais femininos não é mulher, diga ela o que disser. Pelo contrário, uma pessoa com órgãos sexuais femininos que faça escalada, conduza motos de corrida ou jogue râguebi, é uma mulher.
Mas todos ou um em específico? Inclui os cirúrgicos, incluindo os que muito raramente são necessários à nascença? Também cabem indivíduos com cromossomas XY ou com maior produção de testosterona?
E para que é que isto serve?
Cá para mim, o que chateia mesmo o Carlos é que esta enganava-o.
What ?
“Ser Mulher é muito, mas mesmo muito mais que isso.”
É o quê, ao certo? Fazer a lida da casa, ser emotiva, gritar quando uma aranha passa pelo chão da cozinha?
Isso parece conversa de woke… esses sim é que afirmam que há certas características (ainda não percebi quais) que definem desde pequenine se ume criance é rapaz ou rapariga. Depois de anos a defender que rapazes que brincam com bonecas ou raparigas que brincam com GI Joe não deixam de o ser, regredimos para o estado inicial.
Isso parece conversa de woke…
A mim parece-me conversa de papa. A Igreja é que passa a vida a falar da essência transcendente e sublime da Mulher, única, maravilhosa e irrepetível, ao mesmo tempo que não permite que mulheres reais acedam ao sacerdócio…
Balio
” falar da essência transcendente e sublime da Mulher, única, maravilhosa e irrepetível,”
Quando a SMI esta a falar assim, fala de um ente mitológico que nada tem a ver com a fêmea de um animal mamífero que habita o planeta Terra, há uns milhões de anos e que se chama homem.
A SMI fala da mulher legítima de um carpinteiro que teve um filho de um Espirito Santo, ficando neste processo todo uma mulher virgem.
Ah, mas só curiosamente só descobriram isso, 200 anos depois.
Perante isto tudo a fraude da aparição de Fátima, até parece uma coisa trivial
Muito imaginativa, a SMI
Fique descansado, não há nenhuma nenhuma caraterística biológica que define desde pequenino se alguém é do género feminino porque é uma construção social constantemente em mudança.
Uma construção social constantemente em mudança “?????
O. Óbvio, se nasceu com uma rata ou com um pirilau ?
Constantemente em mudança está esta geração de merda,
Isso é o sexo. O que é um homem ou mulher genérico enquanto género é inventado. Houve e há culturas com dois géneros.
Não percebo a vontade de manter o desejo de suicídio dos jovens que rejeitam os estereótipos, deve ser o tal de feminismo centrista.
O que define género ? Que deve ser fluido, pela conversa. Usar calças ou saias? Dar abraços ou sopapos ao filho? Montar armários do ikea ou fazer souflee de chocolate?
Que conversa !
E ficam admirados porque as pessoas normais não aceitem que um homem ganhe corridas de mulheres ou aberração das aberrações, um concurso de beleza destinado a mulheres