O machista sociopata e a galdéria de Schrödinger

O argumento dos machistas sociopatas que defendem o rapaz no caso da agressão sexual no autocarro é interessante. Vejamos:
– Por um lado, a rapariga é devassa e estava a pedi-las, pois alegadamente terá passado a noite em festa, bêbeda e drogada.
– Por outro lado, apesar de estar alegadamente bêbeda e drogada, aquilo não é agressão sexual, pois ela consentiu tudo.

O machista sociopata encontra, assim, a galdéria de Schrödinger, quando a rapariga está totalmente grogue e, simultâneamente, está consciente e permite o acto.
Estamos no século XXI e ainda há pessoas que defendem que é legítimo praticar actos sexuais com pessoas inconscientes.
Parem um momento para pensar nisto.

Uma Página Numa Rede Social

António de Oliveira Portas

Lides domésticas, procriação e uma salva de “pelmas” para as mulheres a preto e branco. Amém.

Ó Rodrigo, anda comigo ver os…

O verdadeiro macho reduz uma sova colectiva a uns tabefes, “um rapaz que fica 13 minutos a levar estalos e murros de 5 meninas diferentes” não passa de uma mariquice para o forcado Rodrigo Moita de Deus.

Irmão, filho, neto e por aí fora de figueirenses, gajo que assistiu a um jogo do Leirosa (meninas são as claques dos grandes ao pé da assistência fêmea no campo mais temido pelos árbitros da A. F. Coimbra), embora tenha perdido a monumental coça que todo um posto da GNR já ali levou, deixo um desafio, e não renegando a minha outra ascendência, macha, alfacinha e ribatejana:

– Ó Rodrigo vai lá, a Buarcos, à Quinta do Paço, à Cova ou à Gala, à Leirosa ou à Costa, mas Tavarede também pode ser, mete-te nas Alhadas, vai lá chamar-lhes meninas, de caras e frente a frente.

Podes levar outro herói, uma coisa que assina NILTON, suponho que é uma abreviatura e se arma em justiceiro de facebook, sempre são dois.

Eu vou contigo, só para ver como ficam os teus colhões.

Ainda bem que a Igreja Católica já ordena mulheres para o sacerdócio

Papa Francisco critica sociedade machista, que não dá espaço às mulheres.

O lugar da mulher é ao fogão

Não há mulheres na política chinesa porque o seu lugar é ao fogão“. Este título chama a atenção a qualquer mulher.

“Quanto mais se sobe na hierarquia política chinesa, mais a  presença das mulheres se torna rara. No Comité Central do partido apenas 6% dos membros são mulheres; no Bureau político, um órgão de 25 elementos, há apenas uma mulher; o Comité Permanente (o mais poderoso na hierarquia) nunca integrou uma mulher.”

Mas Mao Tsetung disse que elas são “metade do céu”!!!!!

O nosso lugar já não é ao fogão. Nunca foi. Embora eu escreva muitos posts com o computador sobre o micro-ondas!!

 

Mulher a crescer, machismo a tremer. A filiação da criança

nova forma de machismo organizado ao extremo...

(reedição)

…para a mulher que amo e me ama… ainda que não estejamos sempre quites…

1. Introdução em forma de fandango.

A temática é imensa. O debate com a minha equipa nunca mais acaba. Porém, encurralo as ideias para começar apenas com a do título. O meu título é uma hipótese. Uma hipótese depreendida da experiência da minha pesquisa, como é habitual. Pesquisa que analisa crianças, necessária para os adultos entenderem o seu contexto. Adultos a mudarem vertiginosamente nos últimos tempos. Na década de Setenta do Século XX, o objecto da nossa investigação (minha e equipa) foi um grupo de mil mulheres casadas, residindo nas suas casas. As casas serviam para cuidar dos pequenos e alimentá-los. Lares dominados pelos homens, maridos ou não, pais das crianças ou não, mas lares dominados contra o prazer das mulheres. Ainda me lembro da mulher que falava do  orgulho que sentia pelo seu lar e pelo seu homem ser capaz de lhe dizer o que fazer. E a raiva que sentia, ao mesmo tempo, porque tudo o que ela fazia, não era da sua

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a doçura de uma mulher

O parvo sonho de todo homem

para Rita Conde, amiga impagável, que me salvou o texto…

Não é simples escrever sobre a doçura de uma mulher, depois de ter escrito que as mulheres não gostam de nós. Sobretudo, pelos comentários que o meu ensaio recebeu, a maior parte de mulheres. Também não é simples por me parecer sentir nos meus ouvidos: caramba, este tipo parece gostar das melhores fêmeas. E não simples, porque no país machista em que vivemos, todo o homem com desejo libidinoso, gostaria de beijar esse corpo que escolhi entre várias imagens de mulheres belas. Mulheres que não falam, só se exibem e mostram as suas intimidades levemente escondidas por um pano, em frente de uma paisagem maravilhosa.

Se os meus sentimentos forem orientados pela libido que Freud tão bem estuda e analisa nos seus textos, por mim sempre citados como uma bíblia, o de 1906, Três ensaios sobre a sexualidade e o de 1923, O Ego e o Id, que aqui pode ser lido. Por os ter já comentado diversas vezes em anteriores ensaios, gostaria, apenas, de dizer, como Freud, que não é o sentimento libidinal o que orienta as nossas emoções. Não é a coxa nua da mulher da imagem, a que acorda os nossos sentimentos. Os nossos sentimentos são orientados pela companhia da mulher que acabamos por sentir ser a nossa companheira nas aventuras da vida. [Read more…]

o pecado de masculinizar a mulher

a mulher pensada por vários homens

Grande surpresa a minha! Os meus colegas ensaístas tinham reservado um dia especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Solicitaram-me que não escrevesse a 8 de Março porque a escrita, nesse dia, era apenas para senhoras. No entanto, tornei a ver o texto escrito a 7 de Março, reproduzido no dia proibido.

No entanto, muitas mulheres escreveram nesse dia, as do nosso grupo e outras convidadas. E vários de nós, homens, que tínhamos escrito, no dia prévio, sobre a mulher. A frase desse dia, o slogan ou estandarte por falar assim, é retirada de uma Canção dos Beattle You can work it out. Por outras palavras, podes fazer crescer ou podes conseguir. A intenção do slogan desse dia, que nem devia existir, porque somos todos iguais, é humilhar a mulher ao dizer que ela também pode crescer, também pode trabalhar, também tem forças para conseguir ser um outro ser como os homens. O mais irónico é a palavra blog, um caderno de rascunhos, de ideias novas de apontamentos para não esquecer. Mas a palavra blog numa frase como esta, refere a capacidade adquirida pelo sexo feminino de ser capaz de desenvolver as suas qualidades como os outros fazem. Aliás, a frase foi colocada por um grupo de homens que deu licença às mulheres para, nesse dia especial, poderem demonstrar que eram pessoas de poder, como os homens pensam que são. Salientem-se ainda, que o sítio em que a frase foi escrita, é denominado blog e é gerido ou administrado por homens. Há uma ou duas mulheres que, timidamente, acompanham essa gestão, excepto duas de apelido semelhante, mas que são convidadas a participar na escrita desde outro blog.

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O que António Pedro Vasconcelos diz que sabe sobre as mulheres

A revista de domingo do Público inclui todas as semanas um texto que parte, ao que se explica, de uma conversa, com a jornalista Ana Sousa Dias, e que pretende dar resposta à questão “O que eu sei sobre os homens/ as mulheres”.

Nesta última semana, o convidado era o cineasta António Pedro Vasconcelos (APV) e o excerto da conversa colocado em destaque dizia:

“Não estou a ver uma mulher a ler Montaigne, um dos meus autores de cabeceira”.

Ora, esta afirmação, só por si, já me pareceu motivo mais que suficiente para ler o que APV diz que sabe sobre as mulheres. O taxativo, ainda que circunstancial, “não estou a ver” deixa pouca margem para que alguma criatura do sexo feminino mais afoita se abalance a qualquer um dos volumes dos “Ensaios”.

Seria esta afirmação reveladora de um profundo conhecimento das mulheres ou de um despudorado machismo? Já não era possível voltar a página e ignorar o que o APV sabe sobre as mulheres. [Read more…]