
Já aqui falei sobre a violência policial que pudemos assistir nas imediações do Estádio de Alvalade no dia do clássico entre o Sporting e o FC Porto. Deixei aqui testemunhos de vítimas que relatam o terror que se viveu e acesso a links nos quais podem ver a brutalidade policial.
Ontem, recebi esta notícia. Além de ser uma mentira, é uma forma cobarde de sacudir a água do capote. A polícia que causou feridos e que mandou pessoas para o hospital, pessoas essas que estavam a celebrar, inclusive mulheres e crianças, como se pode ver pela imagem, passa ainda como elemento importante para acabar com confrontos. A mesma polícia que mete uma criança desesperada à procura do pai num cenário de guerra. Tudo por causa de confrontos que não existiram.
Como é que me vou sentir seguro nas imediações dos estádios, com os meus a comer, a beber, a cantar… Se corro o risco de ser agredido pela polícia sem ninguém me defender?
O que me choca mais é ver esta absoluta falta de consideração com os adeptos em comparação com aqueles que são “parte do espetáculo”. Na mesma notícia, lemos que o processo disciplinar que envolveu Hugo Viana e Sérgio Conceição já foi arquivado. São bastante rápidos para arquivar os processos dos senhores do futebol, mas para defender os adeptos que suportam este desporto, não só demoram como ainda mentem.
Até quando é que vamos aceitar que os adeptos sejam assim tratados? Fazer a festa de forma livre é crime? Espero que não seja tarde demais quando percebermos que isto não é luta dos azuis, dos verdes, dos vermelhos ou dos amarelos, mas sim de todos aqueles que são a base do desporto-rei.






O postador não está a ver bem a coisa. A atuação da PSP está ancorada num desígnio patriótico.
Isto faz parte de uma estratégia. A Polícia está, nos estádios, a preparar-se para grandes eventualidades.
É para quando for necessário impor a agenda da Impetuosa Liberalesca.
Alguns polícias até já estão a pensar em fazer um estágiozito na Argentina.
Para aperfeiçoamento.
Obviamente, sou contra; mas não deixa de ter piada ver pessoas a descobrir a ponta do que é a bosta da bófia que outros tem que levar todos os dias.