Os açorianos foram chamados a decidir a nova composição do parlamento regional e, mais deputado, menos deputado, ficou “tudo como dantes, quartel-general em Abrantes”.
A AD, que congrega PSD, CDS e PPM, consegue 26 deputados. Em 2020, PSD tinha conseguido 21, CDS 3 e PPM 2. Ou seja: 26 deputados.
O PS perde 2 deputados, o BE perde 1, a IL mantém o deputado que tinha e o CH consegue mais 3.
Contas feitas, as alterações na aritmética parlamentar são insignificantes.
E, sobretudo, não mudam o essencial: sem maioria, José Manuel Bolieiro deve encontrar uma solução para garantir a governabilidade da região autónoma dos Açores.
Espero que essa solução não passe por acordos com a extrema-direita.
E que o PS esteja à altura dos tempos que vivemos e se abstenha de chumbar os orçamentos da AD.
Porque quando a escolha é entre a democracia e o retrocesso iliberal, conservadores, liberais, social-democratas e socialistas estão na mesma trincheira. E devem saber entender-se para a preservar.
Foi assim que se derrubou a extrema-direita na Polónia.
É assim que se impede a extrema-direita de chegar ao poder em França.
E talvez seja essa a solução para impedir o regresso da marioneta de Putin à Casa Branca.
Acima de tudo, é essencial preservar a democracia.
Porque sem democracia, as diferenças ideológicas não contam.
São todas suprimidas.
É este o “valor mais alto que se alevanta”.
Democracia.






Ah, sim, é preciso preservar a democracia liberal, não vá a oposição provocar uma guerra, fazer mais um bombardeamentos, mandar a polícia bater em protestantes, destruir as protecções laborais e sociais, vender os país e as leis ao capital, limitar a transição que custa dinheiro e depende do “outro lado”, aplicar censura em universidades, entidades públicas, e meios de comunicação, desproteger os imigrantes, criar muros, aumentar a xenofobia contra imigrantes, fazer acordos com ditadores e golpistas, ou, sei lá, apoiar um genocídio (ou dois, Nagorno-Karabakh também conta). Deus nos valha os defensores do liberalismo citados que nos protegem de tais coisas! Viva o paraíso!
Mas o João Mendes acredita que o Chega quer suprimir a democracia? Logo agora que está a ter tanto sucesso com ela?
Eu não creio.
Pois pois!
E basta pôr os olhos no Adolfo Alemão, no Descendente da Putin Russo e no Orbaneso Húngaro.
Oh para o que lhes deu o sucesso democrático! Limpinho!
Os liberais sempre abriram caminho ao fascismo. Infelizmente há vários exemplos na historia do mundo
Claro que não; uma vez que, quando conveninente, a democracia liberal consegue ser definida com pôr uma cruzinha de vez em quando desde que se convença a “civilização” de que quem se restringe e agride são inimigos comuns que impedem o capital amer… global.
Do que gostei muito, mas muito…
Foi da distinta liberalata do Calhau a tecer loas à “vitória” da Impetuosa Liberalesca (acompanhado de uma senhora não identificada, talvez um membro das Liberalescas Anónimas).
Segundo ele, manteve o deputado (o óbvio…) e subiu imenso em número de votos.
Tá bem, tá! Manhoso como é 25 horas por dia, “esqueceu-se” de referir que, nas últimas eleições, só concorreu em 2 círculos e agora foi a votos na Região toda…
Quem se deu ao trabalho de comparar a votação da IL nesses dois círculos com a de ontem, chega à conclusão que o aumento de votos foi na ordem dos 6, correspondendo a uma percentagem menor que a de 2020 (ia confirmar o número certo, mas o site do Governo Regional está de ressaca).
Daí que a “onda liberalesca” que supostamente terá varrido os Açores não lhe tenha valido, e o peixe-espada de que se gabou não terá passado de uma mera pequenina xaputa que lhe caiu no anzol por engano…
Corrijo: as Liberalescas Anónimas que ladeavam o Calhau, afinal, eram duas.
Aposto até que eram uma “Banking Account Manager” e uma “Tecnologial Network Marketeer”. Não consigo confirmar porque as profissões dos dirigentes liberalescos desapareceram da página oficial. Foi pena, aprendia-se lá muito…
Aposto até que eram uma “Banking Account Manager” e uma “Tecnologial Network Marketeer”.
A senhora à direita de Rui Rocha era Angélique da Teresa, vice-presidente da IL e futura candidata às eleições por Lisboa (terceiro lugar na lista, salvo erro). Trabalha no setor do imobiliário para empresas (escritórios, etc). Nada tem a ver com bancos nem com tecnológicas, creio eu.
A senhora à esquerda, não faço ideia quem seja, nunca a vi.
Então está tudo esclarecido.
A da direita deve ser uma “Real Estate Consultant for the Filthy Rich and Other Golden Millionaires”.
A da esquerda estava lá para equilibrar. Não fosse o Calhau tombar para aquele lado e sofrer danos irremediáveis. Deve ser então uma “Senior Geological Fall Supporter”.
“esqueceu-se” de referir que, nas últimas eleições, [a Iniciativa Liberal ] só concorreu em 2 círculos e agora foi a votos na Região toda
Mas isso, só por si, já traduz um crescimento do partido, porque, se conseguiu apresentar candidatos às sete ilhas menos populosas do arquipélago, isso significa que nessas sete ilhas já tem militantes suficientes, em quantidade e, sobretudo, em qualidade.
Agora não lhe posso responder cabalmente porque não há acesso aos resultados.
Aliás, depois do súbito arrebatamento pelos resultados da IL o Calhau mudou de agulha para “a derrota da esquerda”, para a qual, ele não contribuiu com nada. A esquerda (que, globalmente, até subiu de votação…), se foi derrotada, foi pela Irmandade do Quarto Pastorinho.
Foi isso que, pelos vistos, fez o Calhau rejubilar!
Confere!
Já estão disponíveis e…
Confirmo que nas ilhas de S. Miguel e terceira a IL teve mais seis votos que nas eleições de 2020, com uma percentagem bastante inferior.
E nas restantes ilhas só teve votação significativa (acima da sua média na região) em duas: Santa Maria e São Jorge. Foi daí que vieram a maioria dos 462 votos que a IL teve a mais.
Se projetássemos os votos obtidos nos círculos maiores no resto da Região, seria expectável que a IL tivesse automaticamente mais 533 votos. Só teve mais 462.
Poucochinho, poucochinho, poucochinho…Daí o Calhau ter derivado o discurso para a tal “derrota da esquerda”, festejando, assim, a subida da Irmandade do Pastorinho…
Confere!
Eu concordo que o resultado da Iniciativa Liberal nas eleições de ontem foi poucochinho.
Ainda assim, penso que, se a IL já conseguiu “meter o pé na porta” em mais duas ilhas (Santa Maria e São Jorge), isso é bom.
Temos que ver que o ambiente dos Açores, genericamente muito conservador, muito pobre, e muito subsidio-dependente, é particularmente agreste para a IL.
Fico sem saber como espera a IL ter sucesso em Portugal, então.
Pois é. Aquilo é muito agreste para a IL.
Porque se se aplicasse o que a IL preconiza a vida por lá não seria muito viável, pelo que a malta teria de emigrar. Concebe a vida no Corvo sem apoio do Estado? Como?
O melhor, até, era trazer os açorianos para o Continente e vender as ilhas a milionários. Não faltariam candidatos e seria muito mais rentável.
O Hayek aprovaria de imediato. Tanto servo insular é um desperdício. Se duvidam. peçam ao Milei para mandar o cão defunto perguntar ao tipo, lá no outro mundo. E pode ser até que mande mais uns contributos para o programa da IL e umas dicas ao Calhau.
Mais uma grande vitória do Presidente Rui Rio na Região Autónoma dos Açores (RAA).
Pois…
“Vitória do Rio”? Então por lá aquilo não é mais Mar?
Aliás, até se diz por aí que a água que o Montesdenegro mete todos os dias, por lá, nem se nota.
Daí a “vitória” do Bolieiro.
“Porque quando a escolha é entre a democracia e o retrocesso iliberal, conservadores, liberais, social-democratas e socialistas estão na mesma trincheira.”
Claro… Que o diga o Sr. Costa, o tal da “geringonça”.