Era uma vez um primeiro-ministro muito fraquinho a que chamavam socialista e que ficou muito aborrecido por ter conseguido uma maioria absoluta, quando estava desejoso de ir para a Europa, essa região distante de Portugal, não em quilómetros mas em euros.
Era uma vez um presidente da República que vivia obcecado com a popularidade, tão carregado de opiniões, que se tornou incontinente, desejoso de estar dos dois lados da política, comentador-político ou político-comentador. Este mesmo presidente da República tinha sido constitucionalista e declarou, apesar disso, que a demissão do primeiro-ministro implicaria a queda do governo, com base num argumento próprio de um comentador e impróprio de um constitucionalista.
Era uma vez uma investigação inconsistente que deu ao primeiro-ministro a oportunidade de se demitir em direcção à Europa, demissão aproveitada pelo presidente que deu ouvidos ao comentador e ignorou completamente o constitucionalista, que uma pessoa não é obrigada a ouvir as vozes todas que tem dentro de si.
Pelo meio, um antigo ministro, que já tinha procurado emprego como comentador, voltou muito depressa à política para ser primeiro-ministro e acabou na oposição e um antigo chefe parlamentar que estava na oposição chegou a primeiro-ministro.
No ano em que o 25 de Abril comemora cinquenta anos, cinquenta amantes do 24 de Abril chafurdam na Assembleia da República.
Continuemos à escuta.






Só vai melhorar com a legislação europeia que permite estender as escutas a jornalistas com software daquela coisa a que chamam democracia no médio oriente.
Mas era suposto gostarem do primeiro ministro fraquinho, obedeceu ao paizinho e à mãezinha até em deixar ao novo governo muito competente a capacidade de criar novas rendas a empresas que não competem nem querem competir. Mal agradecidos.
A 1ª república herdou do século precedente (ver a ‘Pátria’ de Guerra Junqueiro) e exerceu com redobrado vigor o descrédito, o abandalhamento da acção política, o culto de tudo reduzir a esterco na acção política.
A 2ª república passou 48 anos a demonstrar que nada disso era norma e que havia valores a sustentar.
Verdade se diga que em todos esses períodos, ainda que com credibilidade varável, sempre a Pátria figurou, como invocação redentora.
A 3ª República vem agora demonstrando que é retomada a presunção e exaltação de tudo que é mesquinho e vil, e invocar a Pátria e seus valores aparece com despropósito suspeito de ressuscitar um passado que sempre se tem por desprezíval.
Pois cá está!
Mais um monumental argumento da autoria de JgMenos, desta vez para uma série que irá, certamente, acabar na “Netflix”!
Pena é que o segundo episódio seja como um comboio: chato e comprido.
Bem que tentaram apimentar a coisa com aquelas cenas do Oliveira da Cerejeira a cortejar uma francesa, em cujas memórias se pode ler “Mon dictateur préféré est un idiot ennuyeux. Ni baise ni sort d’en haut”.
Então aquela do Oliveira da Cerejeira a chorar agarrado ao vestido que ela cá deixou é de ir às lágrimas! É sempre comovente ver um tipo ir às lágrimas agarrado a uma embalagem por sentir falta do conteúdo!
Resta a cena de ciúmes do Cerejeira quando soube daquilo do broche do Oliveira(1).
(1) Refiro-me à peça de joalharia que o Oliveira da Cerejeira ofereceu à Garnizer! Estavam a pensar em quê?
A Sr.ª Procuradora-Geral, Lucília Gago, deve ser demitida, e o Sr.º Presidente da República, Marcelo Sousa, tem de se demitir, provocaram uma grave crise política no País que está a trazer graves consequências a Portugal e aos Portugueses, para isto (caso se venha a confirmar):
– Montenegro diz que Costa tem condições para liderar Conselho Europeu
https://www.rtp.pt/noticias/politica/montenegro-diz-que-costa-tem-condicoes-para-liderar-conselho-europeu_v1578990
Esta crise política criada intencionalmente deixa o País, a economia e a sociedade, parados e em estagnação, cenário que se vai manter até Outubro com o Governo e os Partidos na Assembleia da República (AR) em campanha eleitoral para o Orçamento do Estado a tentar iludir os Portugueses ingénuos ou mais distraídos com promessas e quem dá mais.
O Presidente Rui Rio tem toda a razão.
Parados é coisa que não ficam, a ADEGA continuará a aumentar o privilégio de meia dúzia a ver se investem.