Diário másculo e viril
O almirante Gouveia e Melo, ainda e vergonhosamente candidato a Presidente da República, insinuou que os portugueses não têm um gene especial, como se houvesse alguma coisa portuguesa que não fosse especial também geneticamente.
Como este diário não serve para propagar propaganda enganosa, aqui deixo alguns ensinamentos, mesmo sabendo que o nosso André irá ganhar as eleições presidenciais com 600 % dos votos expressos.
O português, como toda a gente sabe, descende directamente dos lusitanos, um povo que vivia para os lados de Folgosinho e comia com frequência no restaurante Albertino, para descansar das cargas de porrada que dava aos romanos, às duas e três vezes por semana nos Montes Hermínios.
Alguns esquerdalhos apaneleirados tentam convencer-nos de que passaram por aqui demasiados povos para que tenhamos genes bem definidos. É não saber o que é um lusitano. Um lusitano não andava metido com malucas de outras raças, um lusitano só tinha relações com lusitanas, que não tinham nada de malucas, eram umas senhoras. É verdade que passaram por aqui gajas de outras raças, sempre desejosas da potência lendária dos lusitanos, mas o lusitano sempre foi forte, ciente da necessidade de manter a pureza da raça, um lusitano não se mistura, não desperdiça a sua semente.
A fama da potência dos lusitanos era tão grande que as visigodas vinham a correr da Visigódia, as vikings, cheias de frio, vinham a remar da Escandinávia e as pretas atravessavam a nado o Mediterrâneo sempre com a ideia na lendária verga lusitana.
Estrabão, o grande Estrabão, conta-nos que Viriato permanecia impassível, continuando a jogar a sua lerpa, mesmo quando mulheres de povos vizinhos se arrojavam a seus pés, rogando o favor da sua imensa e já lusitana sexualidade. Ele eram túrdulas, oretanas, celtiberas, esgrouviadas de desejo, mas Viriato não cedia sequer às cónias, vizinhas do sul mais ardente, ali mesmo ao lado.
Os romanos, como todos os monhés, também vieram por aí fora para violar as nossas mulheres e desrespeitar os nossos valores, entre os quais já se contavam, como nos diz Tito Lívio, o bacalhau na brasa com batatas a murro. Não tiveram sorte nenhuma – sempre que um romano vinha para violar uma das nossas mulheres, havia sempre um lusitano que se antecipava, porque para violar as nossas mulheres estamos cá nós e os nossos genes.
O gene lusitano manteve-se inalterado, mesmo quando os bárbaros entraram por aqui dentro, os mouros vieram a gritar por Alá, os cruzados também cá estiveram, enfim, muito imigra, muito estrangeiro. O lusitano, no entanto, para evitar problemas, fechava-se em casa e não havia misturas.
É verdade que os lusitanos andaram pelo mundo inteiro e, às vezes, precisaram de se aliviar, mas, pelo menos, não trouxeram para dentro a porcaria que fizeram lá fora. Como não havia por lá lusitanas, foi preciso ceder e marcharam algumas índias, uns bonobos e outros animais, como acontece no episódio da Ilha dos Amores.






‘Passados dez anos, o imigrante é tão português como nós. Ou nós temos um gene português especial? ‘
Frase mais estúpida!
Basta ver a cambada de esquerdalhos que nascidos e criados negam a Pátria e a sua História ao primeiro apelo de um qualquer internacionalismo ou revisionismo dito progressista.
É o gene esquerdalho, querido menos! Gene? É um vírus que se infiltra e altera o genoma, esquerdalhando completamente o lusitano, que começa a ver defeitos na pátria. Ouvi dizer que há um Centro de Recuperação em Santa Comba.
Há sim!
É o famoso Centro Termal Vinícola Oliveira da Cerejeira, que já alimentou os genes de um milhão de portugueses.
É, aliás, daí a origem daquele famoso fado amaliário “Vou Dar de Beber ao Gene”.
Já que estão sempre a dizer que o wokismo é o controlo da linguagem, a ideia que a História não está sujeito a qualquer revisionismo e que é algo estático e que deve ser louvada e não negada, seja lá o que isso signifique, é a coisa mais wokista da História.
Engraçado que para alguns o wokismo só funciona se for “do outro lado”.
Portanto, também são para expulsar ou é mesmo para abater?
Reduzir cultura e experiência colectiva a códigos genéticos é o sonho progressista de um qualquer ‘admirável mundo novo’ de alphas, betas e gamas em que os esquerdalhos que se presumem intelectuais sempre se imaginam alphas.
E vão vivendo o sonho debitando imbecilidades e tratando de negar o tempo outro que não o que vêem condicionado pelas suas ladaínhas.
Pois tem Vosselência, pelo Menos, resmas de toneladas de carradas de toda a razão!
Interrogamo-nos até sobre se o Nabais não será o novo Hitler do Quinto Império (em versão progressista e ficçãocientificista).
É perfeitamente normal ver, algures em qualquer parte do mundo, um gajo de olhos em bico, ou preto e pensar….deve ser português, tem pinta disso.
Pois claro!
E a Irmandade do Quarto Pastorinho até teve o cuidado de, simbolicamente, colocar o Mathathá e o Bombito em turnos na montra lá da sede, para que todos vissem que a portugalidade não é lavada com OMO.
Claro, Mathathá sentado à escrivaninha a escrever o seu tratado “O Narcisismo Incurável e Predador Que Vai Afundar o País: Estudo de Caso Aqui à Mão” (1) e o Bombito a mandar tuítes de pescada a gajos e gajas da Irmandade e arredores.
Ultimamente só se lá tem visto o Bombito. Não sei o que se terá passado, mas tem sido o único intelectual de serviço à montra.
(1) Que o Venturoso Quarto Pastorinho leu sofregamente, rindo a bandeiras despregadas, até ter sido avisado pela Virgem Matias de que o personagem principal era ele.