O primeiro presidente catalão da história

Se Manuel Valls for eleito será o primeiro presidente catalão da história e o primeiro presidente espanhol desde 1939, desde o fim da República Espanhola.

Valls nasceu em Barcelona e naturalizou-se francês em 1982.

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Foto tweeter Manuel Valls

Viva o Presidente de 50% de 50% dos Portugueses!

 

  • Não votei em Marcelo embora confesso que o novo Presidente me é uma figura simpática. Sinceramente, acho difícil alguém detestar Marcelo. Não é uma pessoa que provoque esse tipo de sentimentos fortes, como o ódio ou, por oposição, o amor fanático. Não é sequer um Cavaco Silva. As pessoas não discutem (não discutiriam) durante décadas por causa de Marcelo como o fazem com Soares ou Cavaco.
  • Consola-me que Marcelo ficará na história mais como uma figura da chamada opinião pública do que como Presidente. A não ser que declare guerra à Espanha ou assim. Esperemos que não porque eu gostava de ir a Barcelona ainda este ano.

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A longa noite cavaquista

14101158833082Cavaco Silva entrou para a política, pelo menos, em 1980, tendo sido Ministro das Finanças de Sá Carneiro durante um ano.

Se fizermos de conta que só se está na política quando se ocupa determinados cargos, Cavaco Silva, nos últimos trinta e seis (36) anos, esteve, então, na política, cerca de vinte e dois anos, incluindo a já referida passagem pelo Ministério das Finanças, uns meses como líder do PSD na oposição em 1985, dez anos como primeiro-ministro (1985-1995) e outros dez anos como Presidente da República (2006-2016).

Se em vez de fazer de conta, formos sérios, a verdade é que, desde 1980, com mais ou menos poder, mais ou menos exposição, Cavaco Silva esteve sempre na política. Os momentos em que se afastou corresponderam a escolhas estratégicas, como quando deixou de ser primeiro-ministro para preparar a primeira candidatura à Presidência ou quando soube esperar dez anos, depois de perder com Jorge Sampaio, até conseguir o seu objectivo, tendo regressado, entretanto, ao Banco de Portugal e à docência universitária, duas formas de poder, porque, no mínimo, conferem prestígio e são, ainda, tribunas privilegiadas. [Read more…]

São João da Madeira vai a votos. Más notícias para Marcelo.

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O município mais pequeno do país em termos de área,  São João da Madeira, vai a votos no dia 24 de Janeiro de 2016.  O presidente da câmara, Ricardo Figueiredo, revelando-se incapaz de respeitar o mandato que os eleitores lhe emprestaram, anunciou a renúncia de todos os elementos da lista do PSD. É mais um daqueles políticos que não só precisa da ditadura de uma maioria, como ainda aproveitou o momento de indefinição governativa para mostrar serviço ao partido, ao procurar dar substância à tese de ser impossível governar sem maioria.

Essencialmente, um caso que era menor até ontem, quando Marcelo Rebelo de Sousa o usou para justificar a não participação de Passos Coelho e de Paulo Portas na sua campanha eleitoral. Disse o comentador, agora candidato, que seria para não se misturem os planos autárquico e presidencial. Para evitar, se seguirmos essa mesma lógica, o que o  comentador Marcelo Rebelo de Sousa fizera meses antes ao tranquilizar os depositantes do BES quanto à estabilidade do banco.

É uma justificação válida ou trata-se de mais um facto político inventado pelo catavento mediático,  como lhe chamara Pedro Passos Coelho num congresso do PSD? Não ter os líderes dos partidos que o apoiam na sua campanha é uma má notícia para Marcelo ou um suspiro de alívio?
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“Vou ser um Presidente imperativo”, diz Marcelo à SIC

Peço desculpa, enganei-me: “Vou ser um Presidente hiperativo“, diz Marcelo à SIC.

Cavaco Silva e a bomba atómica escondida

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Nos últimos dias muita tinta tem corrido sobre a declaração do Presidente da República aquando da indigitação de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro. Uma intervenção polémica que foi elogiada por alguns, mas criticada por outros, mesmo no plano internacional.

Após a sua indigitação Pedro Passos Coelho apresentou, num curto espaço de tempo, o governo que deverá ser empossado pelo Presidente da República na próxima sexta-feira. É um governo com 16 ministros, composto sobretudo com a “ prata da casa “, com a promoção de secretários de estado a ministros e com dois independentes completamente desconhecidos.

Tenho ouvido e lido que este é um governo de recurso atendendo a que cairá após a reprovação do programa de governo na Assembleia da República.

Eu, porém, tenho outra opinião que ainda não vi equacionada. Eu acredito que este governo se manterá em funções até às próximas eleições eleições presidênciais.

E isto pode acontecer por duas ordens de razões. A primeira, que tem sido comentada por muitos analistas, é que o governo se manterá em gestão por decisão do actual Presidente da República. A segunda, que ainda não vi adiantada por nenhum comentador político, é por via da “ bomba atómica “ que Cavaco Silva tem escondida. E esta “ bomba atómica “ passa pela simples demissão do actual Presidente da República após o “ chumbo “ do programa do governo da coligação no Parlamento.

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O marau

Ganhar 10.000 por mês para fazer na tv a sua própria campanha eleitoral e a da direita, rezar pela bipolarização – a bem ou a mal, se necessário – do país, queimar em lume brando adversários políticos, promover a proliferação de candidatos – da esquerda e da direita – à presidência da República para que o seu nome vá inchando, é obra só ao alcance de um marau espertalhão. Tem impacto popular? Tem. Como os programas da tarde, os anúncios de calcitrim, as telenovelas, a música pimba (não estou a fazer juízos de valor, estou a comparar estatísticas). Marcelo, repimpado e bem pago, vai fazendo pela vida. Cada vez mais rasteiro, é verdade, cada vez mais demagogo, é verdade, mas fazendo o seu caminho – movido a combustível caro – para Belém com a diligência de uma formiguinha e a elevação moral de uma minhoca.

Tolhidos

Por SANTANA CASTILHO

A campanha eleitoral para a presidência da República foi pouco esclarecedora e lamentavelmente decepcionante. Não foi nobre o processo pelo qual os mascarados do costume trouxeram a escrutínio passagens menos edificantes dos negócios de Cavaco Silva. Mas foi deprimente a forma como o candidato, presidente presente e presidente futuro, lhes respondeu. Sem decoro, o ministro do malhanço, que não deixou de ser da Defesa, atiçado pelo animal feroz, que continua primeiro-ministro, zurziu sem elegância o candidato que ainda era presidente da República e chefe máximo das forças armadas.
O eleito respondeu-lhe, enviesado e rancoroso, num discurso que devia ser de vitória e acabou em perda, particularmente quando apelou para que os jornalistas denunciassem as fontes das notícias que o incomodaram.
O mesmo Cavaco que se desagradou com o comportamento lamentável do Diário de Notícias, aquando das escutas de Belém, exortou agora ao mesmíssimo remexer na lama que então manchou a honra e a ética do jornalismo sério. Tão clara e indiscutível como a vitória que as eleições lhe conferiram foi a sua queda do pedestal onde os indefectíveis o colocaram. [Read more…]

Portugal, esse país latino-americano

cartão do cidadão

Muito gritaram os socialistas – e bem – quando Manuel Ferreira Leite falou em suspender a democracia por seis meses. Mas onde estão agora essas vozes quando esta foi de facto suspensa por um dia para alguns milhares de portugueses?

Depois dos casos de justiça que se arrastam para darem depois em nada, dos grandes empresários que nada arriscam fora do papá estatal, dos ajustes directos milionários e do omnipresente Estado presente na sociedade e na economia, só nos faltam eleições suspeitas para o chavismo cá chegar.

Adenda

Ora aí está uma das vozes que clamou por causa da “suspensão da democracia” e agora vem com um discurso cauteloso. Transformar “problemas técnicos, num problema político”? Desde quando milhares de pessoas não terem podido votar não é um problema político?!

Portugal, esse país latino-americano

Portugal, esse país latino-americano Post movido para este local: http://aventar.eu/wp-content/uploads/2011/01/image213.png2011/01/27/portugal-esse-pas-latino-americano

Mudança: candidatos a presidência por apenas um mandato

Vamos no quarto presidente da república desde o 25 de Abril e o padrão começa a ficar claro. Um primeiro mandato contido, com o último ano a servir de campanha eleitoral, e um segundo mandato mais interventivo, sem o peso de tentar a re-eleição.

Querendo-se um presidente da república descomprometido, torna-se obrigatório que apenas lhe seja permitido um mandato. De outra forma continuaremos a assistir a este padrão comportamental, com o mal que tal tem feito a nós cidadãos. Por exemplo, teria esta miserável lei eleitoral sido promulgada se Cavaco não estive com o olho na reeleição?

Defendo por isso que cada pessoa apenas se possa candidatar a um mandato consecutivo, ao contrário dos dois que agora pode tentar. Nem que o mandato tenha que ser aumentado para 6 anos. Falta de voluntários para o cargo não será problema, como ainda no passado domingo se viu. Ganha a transparência e ganhamos nós.

Vamos descobrir do que é capaz Cavaco Silva

Estavam à espera que viesse aqui comentar as presidenciais? Claro que não. Nem estavam à espera, nem eu as vou comentar. O que tinha a dizer, já disse no chat do Aventar na noite eleitoral.

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Vim aqui hoje apenas dizer que a melhor frase de todas as análises das presidenciais foi escrita pelo Pedro Rolo Duarte. É esta:

A reeleição de Cavaco vai trazer-nos a revelação: vamos finalmente saber quem é este homem. E do que é capaz.

O espantoso, no mau sentido, discurso de vitória de Cavaco, cheio de azedume, com laivos de rancor, deve ter servido para levantar o pano. E não vale a pena ir mais longe.

O presidente de vinte e tal por cento dos portugueses

queijo suíçoCom mais de 50% de abstenção, Cavaco conseguiu metade dos votos. O que significa que o presidente de todos os portugueses foi eleito com dois milhões e tal de votos. Cerca de 25% dos eleitores e de 22% dos portugueses. Uma fatia apenas do queijo eleitoral.

Isto numa eleição onde os votos em branco não contaram, já que, caso contrário, Cavaco ficaria aquém dos 50% e haveria segunda volta. Cavaco é pois um Alegre’2006 em dobro, apesar de mais magriço. Já Alegre’2011 passou de um milhão para 800 mil votos, o que representa uma nítida quebra no valor bolsista. Ai, os mercados…

Falta agora saber da apetência do reconduzido presidente para o bombas atómicas e cogumelos nucleares. Por bolo-rei já sabemos que é considerável mas há que mudar a dieta. Um fondue de queijo em molho de parlamento dissolvido far-lhe-á o gosto? Vamos ver o que diz a ASAE, já que estamos perante um prato com validade de alguns anos…

Resultados das Eleições Presidenciais – primeiras previsões

O Aventar divulga em primeira mão as primeiras previsões:
Cavaco Silva – 52 a 58%
Manuel Alegre – 18 a 21%
Fernando Nobre – 14 a 16%
Francisco Lopes – 5 a 8%
José Manuel Coelho – 2 a 4%
Defensor Moura – 1 a 2%

Abstenção

abstenção

 

O Pedro disserta aqui no Aventar sobre as razões da abstenção. Concordo e acrescento que a insistência em não se discutir o que vai a votos não convida a que a atitude seja diferente.

Apesar de tudo isto, os temerários que ainda assim se deslocam à assembleia de voto puderam presenciar nesta eleição ao choque do país real com o país virtual dos simplexes. Com as mudanças do local de voto trazidas, por exemplo, com o cartão do cidadão, muitos eleitores ficaram impedidos de votar, seja por não saberem o número de eleitor, seja por não saberem a que local de voto se dirigirem.

O presidente da CNE não sabia que se poderia obter o número de eleitor com um SMS. Ou que o site do recenseamento eleitoral poderia dar dar esta informação. Poderia! Pois estes serviços deixaram de funcionar logo que o nível de utilização subiu, colocando a nu o amadorismo da sua implementação. Valham-nos alguns serviços menos usados ainda funcionam.

No país de Sócrates, os simplexes funcionam. O problema é que a votação não ocorre no Second Life, onde pelo menos uma acção de campanha decorreu, mas sim num local físico. Onde as pessoas têm problemas reais que os perfeitos mundos virtuais não resolvem.

As razões da abstenção

Para uns são os mortos, para outros o frio, para outros o desinteresse.

Tudo isso contará um pouco, mas a verdade é que a tendência para o aumento da abstenção resulta de um divórcio, de uma má relação, de uma falta de confiança, de um descrer.

Independentemente dos poderes do PR (as outras eleições enfermam do mesmo) os portugueses não crêem que o ato de votar valha a pena, não acreditam que traduza a manifestação da sua vontade, que mude a situação. Por outras palavras: não se sentem representados e vêem o voto como inútil.

Outros, muitos, sentem-se ultrajados. Entendem que mereciam melhor, que o país mereceria outra coisa. Mereceria melhores cidadãos? Claro, mas sobretudo melhores políticos, mais ética, menos vileza. Políticos mais responsáveis, menos mentirosos, menos imediatistas, menos vendidos.

A abstenção resulta principalmente da descrença absoluta nesta classe política medíocre, sem grandeza nem clarividência, incapaz de cativar o cidadão para a coisa pública, para o interesse colectivo (a que outros chamam nacional). O cidadão, aliás, não acredita sequer que a dita classe esteja, ela própria, cativada pela coisa pública ou pelo interesse colectivo ( ou nacional). Daí ao divórcio vai um passo.

E o passo foi dado numa campanha sem chama, sem ideias, sem rasgos, sem algo ou alguém em que crer. No entanto, hoje à noite, a classe política que nos desmotiva será perguntada sobre as razões da abstenção. As respostas serão os mortos, o frio, o cartão de eleitor e outras menoridades e malabarismos.

Ora, a abstenção deve-se, precisamente, a esse tipo de respostas.

Saiba como obter o nº de eleitor pela net

Muitos leitores têm ocorrido ao Aventar por terem dificuldades em saber o seu número de eleitor e qual a sua mesa de voto.

Além das dicas que damos aqui

http://www.aventar.eu/2011/01/23/como-obter-o-numero-de-eleitor-e-saber-em-que-freguesia-esta-recenseado/

e aqui

http://www.aventar.eu/2011/01/23/perdeu-o-cartao-de-eleitor-nao-sabe-o-seu-numero-de-recenseamento-vote-na-mesma/

Recebemos ainda outra de um leitor, a quem, naturalmente, agradecemos:

Mariko K. Yoshida diz:

Gente, também estava a desesperar com isso. Mas descobri uma maneira.
Vão através do site móvel, utilizando os telemóveis.

http://movel.portaldocidadao.pt

Funciona em qualquer internet, eu fiz com o meu velhinho sistema wap e demorei 5 segundos a ter o resultado. Digam isto a toda a gente que tiver problemas em descobrir o número de eleitor.

Ah, podem ir através da net normal também. Vai lá dar à mesma. Descobri isso agora.

Em dia de reflexão sobre as presidenciais, reflecti e cheguei a uma conclusão sobre o melhor candidato

 

 

 

 

 

Pronto.

Faça aqui a sua declaração de voto: diga porque é que devemos votar ou não votar num candidato

Por causa destes leitores a quem agradeço, ocorreu-me abrir um espaço para que o leitor faça a sua declaração de voto.

Tenha uma palavra a dizer, não se iniba. Diga-a e faça um comentário a afirmá-la.

Porque é que devemos votar (ou não votar) num determinado candidato?

ADENDA: Se pretender fazer a sua declaração para as eleições legislativas de 2011 pode fazê-lo numa página actualizada para o efeito clicando aqui.

A quem serve a abstenção?

É fácil prever uma subida da abstenção nas eleições presidenciais. Os motivos são vários e óbvios, começando pelo desencanto com a situação do país e com a classe política, acabando nestes candidatos e nesta paupérrima marcha sem ideias nem propostas de futuro a que erradamente se chama campanha eleitoral.

Os meus colegas do Aventar -blogue pluralista, importa repetir – foram aqui deixando a sua opinião e análise.

Nem sempre é possível prever quem ganha com a abstenção numas dadas eleições. É frequente o candidato ou partido mais bem posicionado temer uma elevada abstenção, receando que o eleitorado se desmobilize ao dar por certa a vitória. Nesse cenário os adversários dão, sem o dizerem expressamente, a abstenção por bem vinda.

Mas também acontece o contrário: o candidato ou partido menos bem colocado recear que a interiorização da derrota leve à desistência do ato de votar, confirmando não só os temores como, também, erodindo a base de apoio e os equilíbrios representativos que em função dela se estabelecem, até nas presidenciais (Alegre deve o apoio do PS ao resultado que obteve nas eleições anteriores, por exemplo).

Nestas eleições, para ser claro, penso que a abstenção [Read more…]

Frustração

É verdade que tenho estado suspeitosamente calada durante toda a campanha eleitoral. Não há razão para preocupações. A falta de tempo e um certo cansaço em relação à blogosfera provocaram isso. Agora, finalmente, estou de volta. Espero eu.

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Vamos lá suspender a democracia

image Cavaco insiste na estratégia do medo por haver uma segunda volta.

Esta quinta-feira, num almoço com apoiantes em Felgueiras (Porto), Cavaco alertou para as consequências de uma segunda volta, que seria “desviar as atenções do essencial”. E “o “essencial” é que iria causar “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros. Com as consequências para as “famílias, empresas e famílias”. [Público]

O homem dos formalismos, tão cioso das suas competências formais que lhe permitiu repetidas vezes justificar silêncios injustificáveis, vem agora com mais uma laracha na linha da suspensão da democracia. Estarei enganado ou houve umas décadas em que isso já foi feito e com os resultados conhecidos?

Os candicaricaturados

Seis candidatos, seis retratos sem lápis, uma campanha presidencial em caricaturas.

 

candidatos presidenciais - Cavaco Silva candidatos presidenciais - Francisco Lopes candidatos presidenciais - Fernando Nobre
Cavaco Silva   Francisco Lopes Fernando Nobre

    

candidatos presidenciais - Defensor Moura candidatos presidenciais - Manuel Alegre candidatos presidenciais - José Manuel Coelho candidatos presidenciais - Duelo de candidatos
Defensor Moura Manuel Alegre José Manuel Coelho Cavaco vs. Alegre

 

Texto e revisão por João José Cardoso

As Sondagens, Mesmo as Estapafúrdias, Dizem que nos Ficamos pela Primeira Volta

O sonho dos candidatos, a segunda volta

O sonho de qualquer dos cinco candidatos à Presidência da República Portuguesa, é forçar Cavaco Silva, o sexto candidato, a uma segunda volta nestas eleições presidenciais. Deixá-los sonhar, coitados, já que as sondagens e estudos de opinião, mesmo que nos digam que são estapafúrdias, nos vão dizendo que a vantagem do candidato Cavaco é tão grande que está quase garantida a vitória na primeira.
Para que nos serviria então uma segunda volta? Só mesmo para gastar mais dinheiro e energias e, caso fosse outra a escolha dos Portugueses, nessa segunda volta, serviria também para que muitos sapos fossem engolidos e o Presidente que nos coubesse em sorte (?), mais não fosse que o Presidente de uns quantos poucos Portugueses e a décima sétima escolha de muitos outros. [Read more…]

Duelo de candidatos

duelo dos candidatos alegre e cavaco

Não Merecemos Melhor do que Isto!


Não merecemos mais que isto. Seis candidatos que nos mostram o nível do nosso País.
Nos seis, encontramos de tudo, desde o que se poliu subindo na vida e de quem toda a gente fala e toda a gente ouve, o que deveria ter nascido já polido mas que infelizmente ficou baço e cada vez mais fala para ninguém, os que pela formação deveriam ser-se polido mas descambam de vez em quando e pouca gente lhes liga, o que polido ou não está numa situação em que tem de debitar a cassete e só os teimosos o ouvem, e o que não será nem quererá ser ou mostrar-se polido.
Destes seis, cinco têm uma coisa em comum, o desejo de derrotar o sexto. E para isso, tudo fazem, descendo ao nível mais baixo das relações entre as pessoas, mostrando não o que valem, mas tentando demonstrar o que vale ou não vale o outro.
O reflexo e a imagem do que nós somos. [Read more…]

Vai votar ou vai deixar outros decidirem por si?

Vai a campanha eleitoral a meio, ou muito provavelmente a um quarto, já que cheira-me a segunda volta, e o que sabemos sobre o que tenciona fazer o próximo presidente? E quanto do anterior mandato já foi escrutinado?

Muito se tem falado de espingardas e de venda de acções mas quando, daqui a uns meses, não mais for possível esconder a ruína das contas públicas, o que vai o presidente fazer? Soubemos que o governo vendeu à China, na semana passada, títulos da dívida soberana, sem que tenha sido tornado público a taxa de juro do empréstimo nem que outras condições foram negociadas. O que pensam os futuros presidentes de uma plausível venda de soberania? Preocupá-los-á mais uma temporária incursão do FMI ou compromissos não publicitados que tenham sido estabelecidos com outras nações?

Estas e outras questões laterais, como insistir em iniciativas de carácter legislativo numa eleição presidencial, têm saltado das campanhas eleitorais para as parangonas. E no entanto, surpreendem-se os candidatos com a abstenção que se prepara para, novamente, ganhar as eleições. O que será uma pena, pois não votar é delegar nos outros a pouca voz que cada português ainda tem na condução deste país. Contrariamente às outras eleições onde o eleitor não tem voto na matéria quanto à escolha dos deputados, dos ministros e dos autarcas, nas respectivas eleições, a eleição presidencial é a única verdadeiramente democrática. Onde o eleitor elege de facto quem se apresenta a votos, em vez de votar em listas de pessoas escolhidas pelos partidos.

Não votar na próxima eleição é renunciar à democracia, somando poder à partidocracia. Mesmo quem não se reveja em nenhum dos actuais candidatos, continuará a ter duas outras, o voto nulo e o voto em branco. É por esta razão que no próximo domingo não deixarei de exercer o meu direito de voto.

Candidatos presidenciais 2011 – Defensor Moura

candidatos presidenciais - defensor moura

Esta é sexta e última parte destas caricaturas sobre os candidatos presidenciais 2011.

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Fernando Nobre, um Homem Bom, um Candidato Sofrível

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre teria a voz e a dicção de Alegre, a altura (em centímetros) de Cavaco, a compleição física de Francisco Lopes, o à-vontade de José Manuel Coelho e a experiência polítiqueira de Defensor Moura.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre não titubearia, não gaguejaria, não falaria para dentro e projetaria a sua voz de modo audível e convincente.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre seria, no terreno, um bom candidato e ganharia as eleições.

Porque Fernando Nobre é o melhor homem entre todos os candidatos e o único com um currículo verdadeiramente ao serviço dos outros, sendo que os “seus outros”  são os mais desfavorecidos, os mais desprotegidos, os mais atingidos, os menos apoiados. Os outros de Fernando Nobre são as vítimas da política e dos maus políticos, as vítimas da economia e da corrupção, do desvio das riquezas, das guerras fraticidas, das catástrofes naturais, da sede, da fome, da ganância e da falta de ética. [Read more…]

Eis que descubro que Cavaco Silva andou à pancada e acha que é agricultor

Estou deslumbrado. E tudo em pouco mais de 24 horas.

Até ontem a pré-campanha eleitoral estava a ser uma perfeita chatice, feita de frases e ideias banais, em redor de questíunculas bancárias do BPN e do BPI, em jeito de rodriguinhos de jogadores da bola pouco habilidosos mas muito convencidos. Estava a ver que nada de novo iria surgir do sexteto, com excepção do assertivo Coelho, da Madeira.

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De repende, fez-se luz. Tudo mudou. Comecei a aprender. E sempre graças ao mesmo candidato. Num dia descubro que Cavaco Silva "era tão normal, que até andava à pancada com os outros miúdos". Numa penada, duas descobertas. Primeiro que é preciso andar ao estouro com outros putos para se ser normal. Depois que o pequeno Cavaco era rapaz para esfregar os nós dos dedos na cara de outros petizes. Vá lá, também deve ter despachado um ou outro pontapé.

Poucas horas depois, novo momento extraordinário.

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