Fim à ocupação. Justiça para Shireen.

Fotografias: MAYO

Algumas centenas de pessoas juntaram-se ontem no Rossio, em Lisboa, para condenar a ocupação de Israel na Palestina.

Os manifestantes lembraram também a ‘Nakba’, palavra árabe para ‘Catástrofe’, agora que passam 74 anos da criação do Estado de Israel, pondo assim em concretização o projecto sionista. Mais de 700.000 palestinianos foram forçados a deixar as suas casas e o seu país e a refugiarem-se, outros mantêm-se nos colonatos ilegais que Israel ergueu nos territórios palestinianos, onde sofrem atrocidades diárias. Hoje, estima-se que existam cerca de 7 milhões de refugiados palestinianos, uns alojados em campos de concentração, outros espalhados pelo mundo.

Na semana passada as forças armadas israelitas assassinaram a jornalista palestino-americana da Aljazeera, Shireen Abu Akleh, com um tiro na cabeça.

A manifestação contou com a presença de representantes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português, associações e vários activistas da causa palestiniana, assim como a comunidade palestiniana em Lisboa.

#freepalestine

🇵🇸

Lisboa, 2022

Desumanidade premente

Enquanto os palestinianos carregavam o caixão onde se encontrava a jornalista da Aljazeera assassinada pelos militares da IDF, as mesmas forças armadas israelitas decidiram carregar sobre os palestinianos, dificultando o velório da jornalista.

O mundo caminha a passos largos para a total desumanidade, para a robotização da sociedade que nos faça tomar lados consoante nos dizem. E nós cá andamos, a gostar ou desgostar destes e daqueles, consoante tenham mais ou menos cor na pele, olhos escuros ou claros, sejam ou não europeus. Hoje, fala-se muito em “valores ocidentais”. Mas nos vinte e seis anos que tenho, vi zero de valor ocidental. Vi, isso sim, carnavais fora de tempo.

Aqui, nos territórios palestinianos ilegalmente ocupados pelo Estado de Israel, como por parte dos manda-chuva russos, não há Humanidade nenhuma. Há, apenas e só, jogo de poder, a tentativa do extermínio de uma nacionalidade. Tudo se torna mais chocante, quando semitas atacam semitas… e há quem ouse falar em anti-semitismo.

Caríssimos, anti-semitismo não é, pois os palestinianos são, também, um povo semita. Mas é apartheid. É ilegal. É crime contra a Humanidade.

Vamos agir ou ficar de braços cruzados, deixando que os sucessivos governos sionistas dos nacional-fascistas do Likud ou dos novos ultra-nacionalistas do fascista New Right (do actual Primeiro-ministro de Israel – aquele que disse em tempos, cito, “eu já matei muitos árabes e não há mal nenhum nisso”) assassinem aleatoriamente quem lhes apareça à frente?

Abaixo o apartheid. Palestina vencerá!

Fotografia: AFP.

A História Sionista

Documentário de Renan Berelovich.

Há judeus com cara, há sim senhor

É fatal: escrevo duas linhas sobre sionistas e na caixa de comentários aterra a brigada mossad. Limpinho.

Como não tomo uma parte do povo judeu pelo seu todo, fica aqui um exemplo de que nem todos os judeus evoluíram para sionistas. Norman Finkelstein é atacado por uma jovem chorando lágrimas de crocodilo, e responde-lhe a doer:

E assim fica demonstrado haver quem saiba honrar a memória dos seus pais.

vídeo legendado em castelhano, via Renato Teixeira.

Israel – como terá começado o sarilho? (Memória descritiva)

Li há tempos, num suplemento do El País, que os fundamentalistas islâmicos reclamam o Al Andalus como sua velha pátria. Todos sabemos que os Árabes ocuparam grande parte da Península durante mais de sete séculos, criando aqui uma civilização de um grande esplendor. De maneira brilhante, o aventador Frederico Mendes Paula tem falado desse período da nossa história que teimamos em ignorar.

Mas, uma coisa é cometermos o erro de rejeitar, ignorando-o, uma parte do nosso passado histórico, outra coisa é tentar reconstituí-lo. E outra coisa ainda, essa perfeitamente disparatada, seria considerar que o facto de terem ocupado este território durante quase oito séculos confere aos muçulmanos o direito de voltar como seus proprietários.

Porque antes dos Árabes, estiveram os Romanos, e antes destes os Fenícios, os Gregos, os Cartagineses e antes desses… Desgraçados de nós, para onde iríamos? Com tantos senhorios a quem pagar renda, como nos arranjaríamos? Pois, esta situação que aplicada à nossa terra logo vemos ser absurda, passou-se com os Palestinianos. Num livro muito antigo e com o qual eles nada têm a ver, está escrito que ali foi o berço de Israel. E, assim, foram desapossados das suas casas, das suas terras, das suas árvores…

Hoje, o Estado de Israel é um país da Ásia Ocidental situado na margem oriental do Mar Mediterrâneo, com uma área de 20 770 / 22 072 km². As suas fronteiras não fixadas oficialmente, situa o Líbano a Norte, a Síria e a Jordânia a Leste e o Egipto a Sudoeste. A Cisjordânia e a Faixa de Gaza, confinam também com Israel. Tem uma população de cerca de 7,5 milhões de habitantes, dos quais 5,62 milhões são judeus. Dentro do segmento árabe, predominam os muçulmanos, havendo ainda cristãos, drusos, samaritanos e outros. Gostemos ou não, é uma realidade.

O problema judaico tem origens remotas, pré-bíblicas, de que todos já ouvimos falar. Hoje queria apenas lembrar como é que a questão surgiu, no seu formato contemporâneo. O sionismo (palavra com origem em Sion, uma colina da antiga Jerusalém), eclodiu na Europa em meados do século XIX como reacção ao anti-judaísmo que nunca deixou de se verificar. Esta semana, tendo-se comemorado o »Dia do Holocausto», na quarta-feira passada, dia 27 de Janeiro, é uma boa altura para recordarmos como é que este problema se gerou. [Read more…]