O desmembrar do SNS

Portugal gasta cerca de 8,7 do PIB na saúde e o SNS abrange aproximadamente 98% da população. Em contrapartida os EUA gastam 11,7% e só 75% da população tem acesso a cuidados de saúde. A nível internacional o SNS é considerado o 11º melhor sistema de saúde pública sendo que os nossos indicadores de saúde, tais como a esperança de vida à nascença e mortalidade infantil, são melhores do que os americanos. Contudo, hoje, no fórum da TSF, debateu-se “o estado da saúde”, que é como quem diz na linguagem cifrada da comunicação social, alardear depoimentos para a propaganda justificativa do desmantelamento do SNS. Quase apostava, de alguns dos depoimentos que ouvi, serem de encomenda. No meio da “seriedade” dos mesmos, se a audição me não pregou uma grande partida – e, nesse caso, lá terei de recorrer também ao SNS – queixava-se um deles a seco e sem delongas aos microfones da TSF: “ó minha senhora, cortaram-me o pénis sem me avisarem e cegaram-me há três anos, só agora recuperei 10% da visão”. Deixando de lado o problema da visão – ver para crer, não é? – e ficando-me pelo pilar do depoimento, da próxima vez que este cavalheiro recorrer à urgência de um hospital queixando-se de uma dor de cabeça os clínicos não estarão de modas e… cortar-lhe-ão a cabeça. Terá graça ouvi-lo depois na TSF a relatar o sucedido.

Lágrimas de Cavaco

“Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas”, escreveu Miguel Pinheiro na edição da revista Sábado de 27 de Janeiro.

O procurador-geral da República entendeu haver matéria para processozinho judicial e Cavaco deu o amém. Longe de mim, portanto, vir agora questionar o milagre da multiplicação do preço das acções da famigerada SLN ou a clareza do negócio da casa da praia da Coelha azul. Ou as actuais lágrimas de crocodilo a propósito da destruição da agricultura nacional (sem subtrair ao assunto, e só a título ilustrativo, o “giracídio”, os “jipes ifadap” e a Odefruta – 6 milhões de euros, bingo! – em governos do agora mui impoluto e venerando chefe de Estado).

Afinal, no entender desta gente, o voto é como uma esponja a legitimar tudo. E o estado de direito uma carapuça para patego ver. Sobretudo agora, quando a gula de dezasseis anos sente as costas quentes de uma maioria, um governo e um lá o que quer que seja. É fartar, vilanagem!

táxi

 

 

 

Este é o Bom Governo de Portugal

          Votar no BE e no PCP é, nestas eleições cruciais para a escolha do modelo de sociedade em que queremos viver, votar no BE e no PCP é eleger o governo da direita mais radical e reaccionária destes últimos 37 anos de democracia.

          Aliás, para os dirigentes do Bloco e do PCP, que têm assegurados o seu bem-estar na vida e as suas comodidades – e os seus ordenados, e os seus ordenados! – nada melhor que a eleição de um governo de direita ultramontana, sob vestes neoliberais, para obterem o que sempre pretenderam: quanto pior, melhor. Só assim engordam politicamente.

          É este o pesadelo que deseja quando acordar na próxima segunda-feira?

 

                                                  (clique na imagem para aumentar)

Catroga está a trabalhar atrás do biombo?

Aqui ou no Brasil, espero que Eduardo Catroga ou qualquer outro guru das finanças dos sociais-democratas esteja a trabalhar nos bastidores, em colaboração com o executivo, no acompanhamento da concretização das medidas acordadas com a troika, que têm de ser postas em prática no imediato e que serão auditadas de três em três meses. Espero que o governo, por seu turno, se escuse a jogadas tácticas e que não esteja a atrasar decisões ou legislação que lhe podem causar mossa nas urnas, empurrando responsabilidades para o próximo executivo. Espero, igualmente, que os formalismos sejam neste momento postos de lado e que as declarações dos líderes sobre quem comunicou a quem alegadas alterações ao memorando da troika e sobre quem ficou sem saber dessas alterações não passem de fumo branco lançado sobre uma negociação e um acompanhamento que estão, de facto, a ser feitos por todos os partidos que serão chamados, independentemente do resultado das eleições, a cumprir aquilo com que se comprometeram. Espero que a resposta evasiva de Belém – que pode ser lida na página 17 – sobre as informações disponibilizadas pelo governo junto do Presidente da República não queira dizer que, uma vez mais, o executivo deixou na ignorância agentes políticos fundamentais no garante de um solução futura. Espero que o partido que vencer as próximas eleições saiba que no dia 6 de Junho o cronómetro não está a zero e que tem à sua frente um contra-relógio. Espero que quem ficar na oposição não use o descontentamento da aplicação necessária das medidas de austeridade para galvanização política. Espero, desta forma, que os partidos ajam de uma forma em muito diferente daquela a que nos têm habituado. Espero que se superem.

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Quando se vota no BE ou no PC, o resultado é o do “bom governo de Portugal”. Já imaginaram?

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

 

Sinceramente, dia 5 o que prefere? Votar no PC ou no BE é indirectamente votar na gente do CDS e do PSD e contribuir para finalmente concretizar o sonho da direita –  nunca conseguido em 37 anos de Democracia: “uma maioria, um governo, um presidente!”. E o problema é você ter a consciência que assim é!

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Em 1986 Álvaro Cunhal confrontou-se com a inevitabilidade da opção entre a candidatura de Freitas e a de Mário Soares. Para ultrapassar o melindre da situação convocou um Congresso Extraordinário do PC, recalcando o ódio quase ancestral que dedicava ao PS e a Mário Soares. Desse congresso saiu a deliberação de votar em Soares, traduzida na expressão “quando forem votar, tapem a cara com a mão esquerda e votem com a mão direita”. Neste momento enfrentamos um dilema em tudo semelhante. Ou votamos no PS e teremos um governo dirigido por Sócrates, ou votamos outra coisa qualquer e teremos um governo presidido por Passos Coelho concretizando o sonho da direita de “uma maioria, um governo, um presidente”. A decisão acaba por ser simples.

O que (não) quero ouvir dia 5 de Junho

Não faço apostas sobre vencedores ou sound bites discursivos, mas sei o que (não) quero ouvir da boca do vencedor das eleições na noite de 5 de Junho de 2011. Não quero um discurso virado para o passado, de dedo apontado, mas palavras maturadas por uma longa reflexão sobre o caminho que nos trouxe até aqui. Não quero a responsabilização, mas a responsabilidade de quem sabe que o Estado serviu mal e se tem servido enquanto as assimetrias crescem. Não quero o discurso milagreiro – anos de políticas erradas não se solucionam a 5 de Junho, numa noite, nem provavelmente num mandato eleitoral. Não quero a apologia do fácil, o discurso da ilusão, a negação dos problemas – só uma radiografia honesta poderá evitar falsas partidas. Não quero a diabolização, a exploração do medo, mitos bafientos sobre esquerda e direita ou dicotomias ultrapassadas. Não quero unanimismo, mas promessa de diálogo e decisão firme na discórdia. Não quero um vencedor diminuído por imposições externas ou pronto a sacudir a responsabilidade dos sacrifícios para Bruxelas. Não quero um discurso vazio de prioridades ou de soluções. Não quero um discurso economicista, de números, preso ao défice, à dívida, sem rostos, sem gente, sem histórias – quando a troika nos dá as metas, cabe-nos a nós cuidar das pessoas. Não quero um discurso paternalista, que não lance desafios, que não seja exigente – o mediano não é bom, o bom não é o muito bom, o muito bom não é o excepcional. Não quero um discurso choramingas, de país incompreendido pela Europa, vítima de calculismo interno de outras nações.

Quem fizer o discurso de vitória dia 5 de Junho terá que ter a consciência de que tempos de excepção requerem palavras de excepção.

Estilo vietnamita

 

(Em Hanói)

© packardemrodagem

Atenção, há um elefante na sala

Chegámos ao fim da primeira semana de campanha. Na sala, estão José Sócrates, Passos Coelho e um elefante que se chama troika. Passos Coelho começa por acusar Sócrates de andar a esconder nomeações, que não são publicadas em Diário da República por ordem do governo. Sócrates responde a Passos que não existem nomeações de manhã, mas, à tarde, lá vai dizendo que afinal foram nomeados seis governadores civis. Passos pede mais explicações. O elefante boceja. Sócrates diz que Passos quer fazer política de casos. Passos garante que afinal o que se anda a esconder são gastos públicos. Cita relatórios. O elefante mexe-se na cadeira. Sócrates ensaia uma aula de economia: transferências entre organismos do Estado não aumentam o défice – é tirar de um lado e pôr no outro. Passos responde com a falta de transparência. Agora, são as contratações. Sócrates está indignado, chocado ou com qualquer outro estado de espírito perturbador. O elefante olha para o relógio, no respeito dos prazos democráticos, antes de entrar em cena: vai ter de estar na sala com aqueles dois pelo menos mais uma semana. No entretanto, o tema passa a ser o aborto. Passos votou sim no referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), mas considera necessário reavaliar a lei. Sócrates percebe que a intenção do líder do PSD é a de voltar atrás na lei. Sócrates está novamente indignado, chocado ou com qualquer outro estado de espírito perturbador. O elefante começa a ficar impaciente e ausenta-se, por momentos da sala, para reavaliar um novo empréstimo à Grécia e passar os olhos nas últimas do caso DSK. Na sala não há casos – daqueles que envergonham a política e que são esmiuçados pela comunicação social até ao ponto do condenável – há casosinhos. E não é com casosinhos que se esconde um elefante.

Os Erros em Política

 

Foi um erro o não se divulgar o texto final do memorando saído da reunião do Ecofin. Como foi um erro a aliança à esquerda e à direita do PS para derrubar o governo. E, o que é ainda mais curioso, aceitando todos o “tiro de partida” de Belém. É a queda do governo a originar o pedido de ajuda externa neste momento e não num momento posterior. Momento posterior em que se sabia poderem ser as condições mais vantajosas para o país. Em política todos os erros têm um preço a pagar. Dia 5 saberemos qual a repartição do seu montante.

Passos Coelho e a Democracia

 

Ao longo destes anos de Democracia têm-se conhecido os mais variados tipos de políticos e têm-se assistido aos mais variados dislates. Nem vale a pena fazer-se o rol das asneiras – dava um livro! – basta recordar, a título de exemplo divertido, o expressivo “bardamerda” do defunto almirante Pinheiro de Azevedo e o discurso de tomada de posse do Pedro Santana Lopes. Foram momentos de enorme gozo e hilariedade. Houve – e há – nesta matéria de políticos, um pouco de tudo. Uns mais fleumáticos, outros mais emotivos, até mesmo coléricos. Todavia, no meio de tantas personalidades e de tão distintas idiossincrasias, não creio ter havido – pelo mesmo que me lembre – nada de comparável ao desastrado Pedro Passos Coelho. A sucessão de erros e equívocos são contínuos e exemplares. Nunca, em tão pouco tempo, um político se desacreditou tanto. Ainda ontem, informado Francisco Louçã sobre a surpreendente posição do líder do PSD acerca da IVG, reagia este, irónico, à comunicação social: “Ai o Dr. Passos Coelho disse isso esta manhã?! Então à tarde já muda de ideias!”. E foi. À tarde já o líder do PSD amansava a posição sobre um referendo e suavizava o motivo de ter abordado o assunto, desculpando-se com o facto de uma entrevistadora lho ter perguntado. E ele, na modéstia das suas próprias palavras “que é um homem de enorme franqueza”, lhe ter confessado o que pensava. Ignorando-lhe a sinceridade o facto de estar a responder aos seráficos microfones da Rádio Renascença… e pelas razões que toda a gente percebeu. Entretanto, à noite, não fora o dia suficientemente conturbado, pegou-se-lhe outra vez a asneira à franqueza e vá de desancar no Pacheco Pereira acusando-o de “semanalmente fazer campanha contra o partido”. O que até nem é de todo mentira, só que confunde o partido com ele próprio e não era a ocasião indicada de o dizer. O que lhe vale, para já, por parte do Pacheco ofendido o epíteto de… “caluniador”. Já hoje, depois dos incidentes ocorridos num comício do PS de ontem à noite, incidentes esses que contaram com a presença de elementos ligados ao PSD como foi noticiado pela TVI, em vez de se demarcar claramente do ocorrido condenando de forma inequívoca comportamentos atentatórios da liberdade de reunião e de expressão, limitou-se ao sacudir a água do capote num simples “lamentar o sucedido”. Mais! Ainda veio implicitamente verberar o comportamento policial, tentando adoçar as provocações e o comportamento dos provocadores, travestindo-os em “manifestantes”, coitadinhos, vítimas do excesso de zelo policial. Será que Passos Coelho nunca ouviu falar em ordem democrática? Ou, tendo ouvido falar, não sabe o que esse conceito significa? Terá saltado para a história directamente do 24 de Abril? Assim não vai lá. Era o que (nos) faltava!

Pobres eleitores do centro-esquerda

Percebo o dilema de quem vota tradicionalmente no centro-esquerda. Percebo a orfandade de que padecem os eleitores face à oferta do cardápio eleitoral. Em 2009, nas últimas legislativas, a direita estava desprovida de massa muscular, não era ameaça plausível nas urnas, o governo, diziam os estudos de opinião, era assim-assim, o primeiro-ministro popular e o eleitor de esquerda viu no voto no Bloco, que cresceu sobejamente, uma travessura de percurso, um puxão de orelhas, um ralhete, talvez, para pôr as gentes do governo na ordem. Uma forma de obrigar o executivo, agora sem maioria absoluta, a uma maior humildade e a mais diálogo. A intenção até era boa, pensava-se que os danos colaterais seriam limitados. Sabemos agora, porém, que não houve personalidades que validassem grandes entendimentos e o resultado foi a constante ameaça do caos, uma negociação contínua à beira do abismo.Em 2011, o PSD tem novo líder, ganhou musculatura, mas nunca teve um discurso tão encostado à direita, diz-se, ou pelo menos sente-se epidermicamente, e é uma ameaça nas urnas. O governo já é mau, confirmam os estudos de opinião, a popularidade do primeiro-ministro caiu a pique (será que o PS já vale mais do que Sócrates, quando sempre se afirmou o contrário?), está cansado (estamos cansados?), o Bloco demitiu-se da responsabilidade de negociar a ajuda externa, uma posição que lhe custa votos, as sondagens vêm aos pares e dão empate técnico e o pobre eleitor de centro-esquerda indeciso sente-se asfixiado pela sua responsabilidade. Não votar PS já não é apenas uma travessura, é pactuar com uma vitória dos partidos da direita nas eleições. Votar PS é, sempre, votar no actual governo, premiar um défice histórico, o colapso das contas públicas e a bancarrota. A pouco mais de uma semana do acto eleitoral, percebo o dilema de quem vota tradicionalmente no centro-esquerda, percebo o desejo de alheamento, de fazer a merenda e partir para onde não haja jornais ou televisão.

passos coelho e o diácono remédios

 

Felizmente a lei sobre a IVG é pacífica na sociedade portuguesa, integrando tranquilamente o nosso património social e cultural. Até alguns sectores do catolicismo mais radical acabaram por aceitar a IVG como aceitaram os métodos anticoncepcionais. Mantêm o discurso, resguardam a aparência da ortodoxia, ficam-se por aí. Levantar o assunto da IVG da forma como o fez hoje Passos Coelho aos microfones da Rádio Renascença, é uma manifestação primária de oportunismo político sublinhando o completo desnorte em que o PSD se encontra mergulhado. Para “caçar” meia dúzia de votos! É, provavelmente, o maior erro político de toda esta campanha. Lá diria o diácono Remédios: “num habia nexexidade!”.

(publicado em mais um packard em rodagem)

no pasa nada

 

Dia estranho, o de hoje. Aparentemente não aconteceu nada. Que se estará a preparar?

De caras

 

O Braga das eleições

Há, sem dúvida, um lado muito clubístico no exercício do voto. A bipolarização, reflectida nas sondagens, em torno das eleições de 5 de Junho acentua esta evidência. Podemos não gostar do ponta de lança, ter dúvidas sobre a táctica, achar que a equipa está demasiado à defesa, ter pouca fé no derby final, assistir à derrota em casa por goleada, mas o cachecol, a bandeirola no espelho retrovisor do carro, o cartão de sócio do filho mais novo estão sempre garantidos à espera de alegrias futuras. Da mesma forma, muitos portugueses, quando questionados, consideram que a situação do país é trágica, responsabilizam o governo, têm a certeza de que o memorando da troika trará mais sacrifícios, avaliam o executivo com nota muito negativa, atacam o primeiro-ministro, consideram a liderança do PSD fraca ou inexperiente ou contraditória e, ainda assim, penalizam nas sondagens os partidos que recusaram um acordo com o FMI, BCE e União Europeia e mantêm o voto no PS ou no PSD. Os estudos de opinião confirmam que dos cerca de 70% dos eleitores que vão, de facto, às urnas mais de metade têm um partido com que simpatizam. Daí ouvirmos tantas vezes ”votei no partido X toda a vida”. O eleitor, e ainda mais num momento em que não há vencedor definido, deposita, na maior parte dos casos, o seu voto num partido ganhador. O jargão político do voto-útil é uma dura realidade para os partidos mais pequenos e uma dor de cabeça para o CDS-PP, que quer ser visto como um dos grandes. Tal como o Sporting de Braga, Portas não devia partir para a temporada a dizer que tem equipa para ganhar o campeonato. Até poderá acontecer, mas, ao assumi-lo, os comentadores desportivos depressa acusam o clube de sobranceria.

Sinais do tempo

A prova de que o país está em recessão é o facto de Catroga ainda não ter uma linha de merchandising

Ouvido no elevador

No que diz respeito ao FMI, a empregada do hotel de NYC conseguiu resistir melhor do que toda a extrema esquerda europeia

Dois homens, duas campanhas, um programa

A 5 de Junho os portugueses decidem que partido se coliga melhor com o FMI. O programa de governo será ditado de fora, a personalidade dos candidatos e uma ou outra marca ideológica marcarão as diferenças. Também isto explica o tom crispado da pré-campanha, os sms e as conversas por telefone ou pessoalmente.

O Diário do Professor Arnaldo – Começam as avaliações

Começaram hoje as avaliações do 2.º Período. Em grande.
Logo na primeira reunião, um aluno teve 6 negativas. Tinha apenas uma negativa no 1.º Período e ninguém percebe as razões de tal descida, porque os pais não aparecem na escola.
O problema é que, como tinha apenas uma negativa, o Conselho de Turma não elaborou Plano de Acompanhamento para o aluno. Este faz-se apenas quando há risco de retenção no final do ano lectivo.
E segundo a lei, quando não se faz Plano de Recuperação, o aluno já não pode reprovar. Ou seja, o miúdo já passou, nem que tenha 10 negativas no final do ano lectivo. Felizmente, não sabe…

Ode aos insubstituíveis

Jaime Gama disse: “Não há pessoas insubstituíveis no PS”. Como é óbvio, Gama falava dele próprio…

O congresso para aquecer para o próximo

Em Matosinhos há dois congressos: o do palco e o da bancada. No palco, a união em torno do líder. Na bancada, há a convicção de um novo congresso dentre de três meses – depois das eleições, portanto.

Com um beijo me trais ou a bênção ao próximo?

“Um dos mais talentosos e mais capazes políticos portugueses”. A frase foi de José Sócrates. O destinatário Francisco Assis.

Ó, Zé!

Há sempre um lado popular latente nos congresso do qual eu gosto muito. Lá fora há quem beba “finos”, cá dentro António Vitorino grita ‘Ó, Zé!’. O mesmo Zé que é há seis anos é primeiro-ministro.

Apagão em Matosinhos

Por aqui também faltou a luz, mesmo antes do almoço. Não foram accionados os sistemas de rega, mas como o congresso em Matosinhos toda a gente desconfia do Marco António Costa.

Jorge Gabriel do PS

José Sócrates tem feito o papel de apresentador do congresso. Num clima próprio de globos de ouro, apresentou Francisco Assis como cabeça de lista pelo Porto e agora acaba de lançar Ferro Rodrigues, novamente, para o estrelato do parlamento.

A partir de Matosinhos, um, dois, três

Este é o meu primeiro texto no Aventar e estou operacional a partir de Matosinhos onde sou testemunha do congresso do PS. Ao mesmo tempo que escrevo este post, a sala está ao rubro: um vídeo com as figuras mais marcantes do PS passa ao som de That’s What Friends are For de Dionne Warwick. Detalhe: apareceram, pelo menos, duas imagens e meia de Manuel Alegre.

O Diário do Professor Arnaldo – O fim das Visitas de Estudo

Hoje, o meu Coordenador de Departamento avisou-me que todas as visitas de estudo previstas para o que resta do ano lectivo foram canceladas. Não há dinheiro no Agrupamento, logo não pode haver Visitas de Estudo que, pelo menos para os alunos mais necessitados, costumam ser pagas pela tesouraria da Escola.
No fundo, é uma medida que se compreende, embora não se goste dela. Não há dinheiro, não se pode fazer nada. Há que cortar em algum lado.
Só é pena que os ditos governantes de sucesso, aqueles que destruíram o país, estejam aí todos contentes e se preparem para um novo mandato na cadeira de Belém. Para que não haja dúvidas, era a esses que me referia no meu penúltimo post.