O individualismo pseudo-libertário explicado a ingénuos

Ó António Almeida, isto é muito simples, ouçamos a besta com aquele seu olhar alucinado de psicopata, tão ridiculamente próximo do bigodinho do Adolfo:

Não, não é neo-nazismo: é pior, porque além de conspurcar a memória dos libertários que contra isto viveram (embora se aproxime de um Max Stirner, outra flor de mau cheiro) disfarça com loas à liberdade a defesa do pior que a humanidade pode ter: o individualismo, a negação da solidariedade, a aberração do direito de um humano pisar outro humano em busca da sua felicidadezinha. É o recuo do homo sapiens sapiens a uma qualquer espécie dinossaúrica, porque foi precisamente a aprendizagem da vida em sociedade que nos construiu enquanto animal racional. É o velho paganismo, agora adorando o mercado e suas patas invisíveis, desta vez disfarçado de ateu, que pisa de uma assentada o humanismo e o iluminismo.

Claro que isto é extrema-direita, a defesa do capitalismo no seu pior não está acima de coisa alguma: está abaixo de todos os valores humanos.

Ayn Rand, ou o neo-nazismo revisitado

Any Rand é a musa da extrema-direita contemporânea. Com o seu tradicional horror às artes e cultura até uma escritora de 5ª categoria serve, o que se exigem é que seja clara nos objectivos, armada em filósofa e com uma brilhante biografia.

A essência da coisa é a do costume: a afirmação do individual contra o social, algo que já tinha sido a luta de Adolfo Hitler, mas esse queimou-se. É ouvi-la:

E está certo, assumem-se ao que vêm: passar por cima de tudo e de todos para alcançar o sucessom capitalismo em estado selvaticamente puro, portanto, outra coisa não se espera de alimárias.

Que um apanhado pelo clima venha aqui vender tal peixe não me espanta: é a sua natureza, o Mein Kampf vem já a seguir.

Today is your day

AtlasShrugged “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

Ayn Rand