20 de Abril de 1974

foz-do-tejoFronteira ferroviária de Barca d’Alva, Linha do Douro. © George Woods.

Na Fronteira de Barca d’Alva

comboio-barca-de-alva-1974

Dia 20 de Abril de 1974 em Barca d’Alva, PK 200 da Linha do Douro; lado a lado, locomotivas da CP e da Renfe.
© Autor desconhecido.

O 6011

Naquele tempo (1987), os comboios do Douro eram os “seis mil”, os do Minho eram os “cinco mil”. No 6011, cujo horário de maquinista acima se apresenta, devo ter viajado uma ou outra vez, umas quantas vezes, as suficientes para saber que o mundo de agora é diferente daquele. Depois vieram os burocratas a vender-nos um futuro prêt-a-porter, grátis, em prestações sem juros e eis-nos chegado ao sopé dos piores anos das nossas vidas. A folha horária, que podia ser de meu pai, encontrei-a aqui. A página seguinte está aqui.

Todavia, o Comboio

“Conservar y rehabilitar el ramal de la línea férrea entre La Fuente de San Esteban-Barca d´Alva-Pocinho, como recurso patrimonial, motor cultural y de desarrollo socio-económico que debe ser conservado y transmitido a las generaciones futuras”

Barca d'Alva – Fregeneda

Troço internacional da Linha do Douro (construído e pago pelos portugueses) Barca d’Alva-Pocinho, contando, nos seus primeiros 17 km, com 13 pontes e 20 túneis. O troço Pocinho-Barca d’Alva-Espanha encontra-se encerrado desde 1988. Este é o caminho mais curto entre o porto de Leixões e o centro da península, poupando cerca de 200 km à viagem via Linha da Beira Alta. Para lá de ligações anteriores, no mesmo tempo em que os Beatles faziam sucesso, circulavam aqui comboios directos Porto-Madrid…

O Comboio em Barca d'Alva

Para quem se recorda ainda do que era chegar de comboio a Barca d’Alva. Eu recordo e, num tempo, vinte anos passariam sem que eu lá voltasse. Na verdade, quem nunca viajou na Linha do Douro não devia ter direito à nacionalidade…

(foto de autor desconhecido, provavelmente finais da década de 70 do outro milénio)