Isabel Stilwell e o TGV

Isabel Stilwell tem todo o direito de, porventura, ter sido má aluna a História. Tem todo o direito de não perceber que, quando Salazar nasceu, já o comboio circulava em Portugal há 33 anos e seria, portanto, impossível que Salazar e Franco tivessem cometido o erro de optarem “por uma bitola (a largura entre os carris) diferente da dos outros países europeus (nós escolhemos a larga, eles usam a estreita), numa tentativa de isolar a Península Ibérica“. Dois erros numa só frase: nem Salazar ou Franco escolheram bitola alguma nem a Europa usa a bitola “estreita”, antes a “padrão“, “internacional” ou “UIC“, como também se pode dizer: 1435 mm entre o bordo interior dos carris em alinhamento recto, por oposição à “bitola ibérica”, 1668 mm.
A Tudologia é cada vez mais uma ciência exacta…

TGV – uma anedota

Graves erros ? Não, que ideia ! Leiam este pela pena do Engº Pompeu Santos.

“…o troço Poceirão- Caia integrado na linha Lisboa – Madrid…como esta linha vai ser em bitola europeia, e do lado de Espanha as mercadorias vão continuar a circular apenas em bitola Ibérica, a RAVE é forçada a construir, ao lado da linha de alta velocidade, entre Caia e Évora, uma linha em bitola Ibérica só para mercadorias, gastando mais 250 milhões de euros.”

Em vez de uma linha vão construir duas e reparem, como a seguir a Espanha todos os países têm bitola europeia, quer dizer que as nossas mercadorias não passam de Espanha. Passar, passam, mas têm que mudar para equipamento de transporte com bitola europeia, o que é magnifico e deve acelerar imenso a chegada das mercadorias e tornar o seu transporte muito mais barato!

A gente diverte-se imenso!