O suicídio virtual do homofóbico fanfarrão

Era uma vez um homofóbico, de seu nome Emmanuel de Preval, que tinha uma empresa de distribuição de bebidas para eventos de grande dimensão. Um certo dia, a empresa de Emmanuel recebeu uma encomenda, no valor de 3.800€, para fornecer uma festa que teria lugar após um jogo de hóquei, integrado nos infames Gay Games, que decorriam em Paris.

Apercebendo-se da natureza pecadora dos seus novos clientes, o que fez Emmanuel, o homofóbico? Terá imediatamente recusado satisfazer o pedido, fazendo desta forma jus às suas convicções? Nada disso. Emmanuel aceitou o pedido, gozou com os clientes no Twitter e, alegadamente, terá entregue o montante à organização La Manif Pour Tous, uma associação homofóbica que também se dedica a outras formas de discriminação, como o racismo. [Read more…]

Feriados: o 5 de Outubro e o tratado em Zamora que não é nenhum tratado

A importância de ter um feriado na data em que Portugal se refundou, deixando o medieval tempo dos soberanos por direito hereditário derivado da imprevidência divina, nem precisa de mais explicações. A I República teve os seus defeitos mas temos com ela a virtude de bem ou mal eleger quem nos governa, após 48 anos de interregno.

Há contudo outro 5 de Outubro, para quem tem da História a visão do Estado Novo: revisionismo, mentira e efabulação. É o caso dos que julgam comemorar nessa data o aforismo fascista do “quem não sabe a data de 1143 não é bom português” e dizem comemorar o “Tratado de Zamora“. Ora vamos lá ver, o Tratado de Zamora muito simplesmente não existe e nem é provável que tenha existido.

A 4 e 5 de Outubro de 1143 teve lugar em Zamora um encontro entre Afonso Henriques, Afonso VII e o Cardeal Guido de Vico, legado do papa Inocêncio II. Após o episódio de Arcos de Valdevez (1140) e mediado por João Peculiar “os dois primos assentaram na cessação das hostilidades“.

É este um episódio determinante na fundação de Portugal? nem por isso. [Read more…]