Se ao menos este tipo e c.ia alguma vez tivessem trabalhado…

Quem trabalha sabe que não há pontes. Mete dia de férias e é preciso que a empresa ou serviço aprovem. Mas quem é que se está para se preocupar com minudências quando se pode bater nos do costume?
imagePara a sumidade em causa, o problema da produtividade está no número de horas que a plebe trabalha. Foi com esse argumento que cortou 4 feriados, quis aumentar o horário laboral e inventou o banco de horas. E é por isso que agora volta à carga.

Deve ter ouvido falar que é o que fazem em Inglaterra. Será que também lhe disseram que lá há empresas que têm um horário de 37,5 horas semanais? E que quase todos os trabalhadores do UK têm 5,6 semanas de férias pagas?

Mas se o PSD e o seus militantes estão assim tão preocupados com a perda de produtividade, que vão trabalhar nos feriados. Dêem o exemplo e desamparem a loja. Agora, gostava mesmo era de ver o PSD propor uma solução para a encrenca do Novo Banco, que não ata nem desata, apesar de lá ter o seu boy a ganhar 25 mil por mês para tratar da venda, com os resultados que conhecemos. Mas, como sabemos, o problema da competitividade não está nos impostos que pagamos a mais por causa de andarmos a salvar bancos privados, mas sim na porcaria das pontes, que afinal são dias de férias.

A força do cinismo é forte nesta aqui

cristas-feriado

É preciso ter muita lata, mesmo.

Maravilha, maravilha seria acabar com esses fins-de-semana improdutivos.

E aproveitar as 18 horas de trabalho que um dia devia ter. Isso sim.

Faz algum sentido eliminar o feriado de “Todos os Santos”?

Rui Nadinho

O dia de ” Todos os Santos”, sendo um feriado religioso, não deixa de ser acima de tudo uma evocação à nossa ancestralidade. Aqueles que num passado recente resolveram por sua alta recreação apagar o feriado de 1 de Novembro, só demonstraram uma enorme insensatez, uma falta de princípios morais e éticos confrangedora, perante o seu apetite pelo neoliberalismo.

Cemitério de São João de Areias, Dia de Todos os Santos, 2014

Cemitério de São João de Areias, Dia de Todos os Santos, 2014
Foto: Lino Dias @Farol da Nossa Terra

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A PAF continua em campanha eleitoral

“Nós precisamos é de reduzir o número de feriados, isso sim”.  [Passos Coelho, saponoticias, 22/06/2011]

Fim de feriados está decidido [CM, 16/11/2011 ]

Passos afirma que “não está nas previsões do Governo” reavaliar feriados [Público, 5/12/2014]

Os deputados da maioria PSD/CDS-PP votaram contra os seis projetos de lei que pretendiam devolver os feriados cortados pelo Governo. [IOL, 16/01/2015]

PSD e CDS apresentam projecto para avaliar reposição de quatro feriados [Observador, 16/11/2015]

Então e a produtividade? E os devaneios da oposição que assustam os mercados? A estratégia da PAF é clara: vale tudo para manter o poder, nem que seja dar o dito pelo não dito (e experiência não lhes falta).

Outro campeão da falta de vergonha na cara

Roubar feriados porque sim, para depois dar tolerâncias de ponto porque sim. Se fossem catar macacos não iam mal.

Dia de Todos os Santos em S. Bartolomeu do Mar

Anabela Laranjeira

Sou Comunista e, como alguns dos meus camaradas, não acredito na existência de nenhum Deus. Tenho, como muitos outros, uma família que não deixa de participar em várias cerimónias, missas, rezas e procissões… Normalmente vou também, em grande medida porque gosto dos sons, dos gestos e das cores, e em grande medida porque acho que não faz sentido deixar de ir, de ver as pessoas que lá encontro e que não vejo, às vezes, em mais lado nenhum. Faz-me mais bem que mal.

Este Domingo foi a visita ao cemitério, no dia de todos os Santos.
Em S. Bartolomeu do Mar (Esposende), como noutros sítios do país, o cemitério, alargado há poucos anos, numa das poucas obras que ainda se fazem nesta terra, encheu-se até ao portão.

Estavam lá os que vivem (sobrevivem) na terra, e os outros (a maioria) dos que trabalham e estudam fora. Faltaram os que já não têm dinheiro para vir ao fim de semana, os que, mesmo fora da freguesia, estão desempregados, os que só podem vir no Natal e no mês de Agosto… e os outros que já se esqueceram que nasceram noutro sítio diferente do sítio onde dormem, comem, acordam e trabalham. [Read more…]

Sorrio, Ontem Fui Roubado

Eu sei, Amigo de Esquerda, eu sei. Sou o primeiro a reconhecer que isto está pau. O trabalho é um luxo. Quem não trabalha nem emigra, nem tem subsídio de desemprego, nem tem a reforma da Manela, do Bagão, do dr. Soares, nem tem os trocos do dr. Mexia nem a sorte dos pensionistas com dois mil ou três mil euros/mês, passa mal, muito mal. Por isso pedincha, se pedincha, mendigando os trocos das magras reformas do septuagenário pai e da septuagenária mãe [regime não contributivo], que nos pagam [são vários filhos desempregados debaixo do mesmo tecto] luz, água, gás, iogurtes para os netos, refeições grátis, que nós lavamos a loiça e vamos levar o lixo aos contentores. Como não temos patrão, não temos feriado, mesmo que houvesse um. E eu ressinto-me sinceramente de não poder honrar e adorar, no Seu feriado, o Corpo Santíssimo e Gloriosíssimo do Meu Cristo, meu Deus.  Foda por foda, prefiro ser fodido por este Governo, meu Amigo de Esquerda, que ter sido fodido pelos dois que o antecederam.

Sinto-me alegre e contente com o Governo que tenho. Bem melhor comparado com os dois últimos que tive ou com o que teria se fosse dado às Esquerdas pôr e dispor sumariamente consoante o lado para onde arrota o dr. Soares, o qual não consta tenha passado necessidade. E, sim, o melhor para todos, por paradoxal que pareça, é deixá-lo andar, sossegado, ao Governo até ao fim da legislatura. Legitimidade? Vai-se a ver e nenhuma instituição a tem totalmente, nem obedece suficientemente ao clamor dos cidadãos, começando pelo Parlamento que recua legislar sobre o enriquecimento ilícito ou contra as penhoras criminosas dos Bancos do Regime sobre cidadãos inermes. [Read more…]

Sorri, hoje foste roubado

feriado
Após um dia de trabalho gratuito, uma espécie de um dia de salário para o patrão, espero que te sintas alegre e contente com o governo que tens. E que o deixes andar, sossegado, até ao fim da legislatura, independentemente de ele ter perdido qualquer legitimidade ao fazer exactamente tudo o que jurou não fazer, ao destruir a economia portuguesa, lançar dezenas milhares na absoluta miséria e centenas de milhares na miséria relativa, por enquanto.

E não te esqueças de passar pela farmácia e pedir mais um tubo de vaselina. Enquanto tiveres dinheiro para a comprar, sempre te podes sentar confortavelmente à noite, enquanto engoles os mentirosos do costume no noticiário garantindo que a produtividade hoje aumentou e  umas colheradas de sopa. Aproveita pá, enquanto tens sopa e lubrificante.

Um vídeo para Merkel

Mesmo que não se concorde, em absoluto, com o conteúdo do vídeo, tem, no mínimo, um valor documental. No dia em que Merkel visita aquilo que considera uma das suas colónias, o valor é, também, simbólico. Uma iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa, secundada e produzida pelo Rodrigo Moita de Deus, dois perigosos esquerdistas radicais.

A produtividade dos feriados e a indústria portuguesa

Francisco Beirão Belo queixa-se, sobre os feriados:

Um feriado numa terça, quarta ou quinta, que implica a paragem de uma fábrica, significa que essa mesma fabrica tem que reiniciar as maquinas e reiniciar produções duas vezes na mesma semana. Em muitos casos, esse arranque de maquinaria é quase equivalente a um turno de produção.

Eu, que não percebo nada da indústria portuguesa, fiquei a saber que, em muitos casos, as nossas fábricas ocupam a segunda-feira a arrancar a maquinaria, ocupando nisso quase um turno de produção.

Assim não vamos lá.

Afinal I Don’t Like Mondays era um um hino empresarial português. Ainda assim as minhas desculpas, há pouco pop pior do que o dos Boomtown Rats.

Foi-se

a pausa. Agora é tudo a rolar. Andava eu aqui preocupado com a existência de Deus. Está resolvido. Foi-se o Corpo. Também pensei que as respostas  às angústias da minha fé chegariam um dia. Percebi agora que esse também se foi. Coisa triste, esta de ser pobre – nem se pode morrer. Também se foi este.

Querem Obrigar-nos a Não Trabalhar!

GENTE SÉRIA E TRABALHADEIRA

Os Verdes, gente trabalhadora e virada para o bem comum, quer ajudar o povo Português a viver bem. Dessa forma, entendem estes senhores que devemos ser obrigados a não trabalhar no dia de Carnaval.

Abençoado esquerdismo, rótulo que cada vez mais é sinónimo de … (não, não digo que é feio).

Fim dos feriados religiosos pode ser adiado para 2013.

(Permitam que transcreva este texto do Carlos Esperança)

Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa diz que o processo acarreta morosidade

Enquanto o 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro desaparecem do calendário dos feriados, o fim dos feriados religiosos pode ser adiado para 2013 por este Governo, que está de joelhos perante as sotainas, desprezando a laicidade a que é obrigado e traindo o regime – a República –, cuja data emblemática é o 5 de Outubro.

A laicidade é uma conquista republicana que defende a liberdade religiosa e a paz.

Enquanto os judeus ortodoxos se agarram à Tora e à faixa de Gaza, os muçulmanos debitam o Corão e se viram para Meca e os cristãos evangélicos dos EUA ameaçam a laicidade e a teoria evolucionista, os conflitos religiosos e o terrorismo assustam a Europa.

A emancipação do Estado face à religião iniciou-se em 1648, após a guerra dos 30 anos, com a Paz da Vestfália e ampliou-se com as leis de separação dos séc. XIX e XX, sendo paradigmática a lei de 1905, em França, que instituiu a laicidade do Estado.

A libertação social e cultural do controle das instituições e símbolos religiosos foi um processo lento e traumático que se afirmou no séc. XIX e conferiu à modernidade ocidental a sua identidade. [Read more…]

Não se percebe, não!

Abolição de feriados ou corveia?

corveia (do latim corrogare, exigir, através do francês corvée) é o trabalho gratuito que no tempo do feudalismo os servos e camponeses deviam prestar ao seu senhor feudal ou ao Estado durante três ou mais dias por semana

Para já levamos com quatro dias de corveia este ano. Portugal sempre em frente, a caminho da plenitude feudal.

Quem se mete com a República um dia leva

O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro, da lista de feriados obrigatórios, anunciou hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. in Público

Não me vou repetir, não é por denunciar a mentira 100 vezes que a máquina de propaganda deixa de a transformar em verdade.

Se perdermos a independência, para quê comemorar a sua restauração?

fim da independência

Realmente, faz sentido.

Feriados: o 5 de Outubro e o tratado em Zamora que não é nenhum tratado

A importância de ter um feriado na data em que Portugal se refundou, deixando o medieval tempo dos soberanos por direito hereditário derivado da imprevidência divina, nem precisa de mais explicações. A I República teve os seus defeitos mas temos com ela a virtude de bem ou mal eleger quem nos governa, após 48 anos de interregno.

Há contudo outro 5 de Outubro, para quem tem da História a visão do Estado Novo: revisionismo, mentira e efabulação. É o caso dos que julgam comemorar nessa data o aforismo fascista do “quem não sabe a data de 1143 não é bom português” e dizem comemorar o “Tratado de Zamora“. Ora vamos lá ver, o Tratado de Zamora muito simplesmente não existe e nem é provável que tenha existido.

A 4 e 5 de Outubro de 1143 teve lugar em Zamora um encontro entre Afonso Henriques, Afonso VII e o Cardeal Guido de Vico, legado do papa Inocêncio II. Após o episódio de Arcos de Valdevez (1140) e mediado por João Peculiar “os dois primos assentaram na cessação das hostilidades“.

É este um episódio determinante na fundação de Portugal? nem por isso. [Read more…]

Feriados, vamos lá acabar com o de Abril e o de Maio

A questão dos feriados tem sido uma batalha recorrente da direita patronal com um objectivo claro, baixar os salários, e outro oculto: tirar o 25 de Abril e o 1º de Maio do calendário. Acresce a ideologia do trabalho é que induca, com ou sem vinho que instrói, a velha glorificação típica das ditaduras. Libertem-se, dizem eles.

Como é de aritmética elementar, e sendo o salário contabilizado ao ano, retirar um feriado é muito simplesmente baixar os custos do trabalho, fazendo por isso parte da cartilha dos fundamentalistas dos salários que o ex-economista Álvaro Santos Pereira tanto criticava. Trabalhas mais e recebes o mesmo é igual a receberes menos. Sim o trabalho é uma mercadoria, não é um favor, e muito menos um dever patriótico.

Já aventei sobre o assunto, a mentira de que temos mais feriados do que os outros (sobre isto ler também este artigo e os seus comentários) ou a treta de considerar as pontes como algo mais que férias repartidas.

Neste momento o governo, e nisto Passos Coelho cumpre o que prometeu, prepara-se para tentar cortar com quatro feriados e terminar com as tolerâncias de ponto, assunto que aquando da primeira estadia da troika entre nós deu origem ao episódio caricato de António Simões, patrão dos patrões, insurgindo-se contra uma tolerância oferecida aos funcionários públicos, quando fez o mesmo na sua empresa. E pego na sua argumentação atrapalhada: [Read more…]

Os feriados e a repetição das mentiras

Mais uma vez andam a plantar na comunicação social a tanga de que em Portugal há mais feriados que no resto da Europa, desta vez por via do estudo de uma página de hotéis. Pois, pois, estudos há muitos. Republico aqui uma tabela com os feriados reais (não inclui Domingo de Páscoa, nem o Carnaval, que não é feriado, mais sim um pesadelo de Cavaco Silva) e onde se pode verificar que Portugal está na média europeia. Entretanto descobri que na Alemanha os feriados mudam consoante os estados, havendo exemplos fantásticos que pela lógica desta gente a colocariam na cauda da produtividade mundial.

Mas uma mentira eternamente repetida já deve ser verdade. Preparem-se para levar com o 25 de Abril a 24. O Natal é que não será quando um homem quiser.

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A diminuição do número de feriados

Pedro Passos Coelho tem toda a razão. O número de feriados em Portugal devia diminuir. Como trabalhador, é óbvio que os feriados até são poucos. Mas analisando de forma equidistante o problema, como politólogo (só falta o convite), a verdade é que existem uns quantos feriados a mais que deviam ser simplesmente eliminados:
– Sexta-Feira Santa (feriado móvel, última sexta-feira antes do Dia de Páscoa)
– Corpo de Deus (feriado móvel, quinta-feira da segunda semana após o Pentecostes (60 dias após a Páscoa)
– Assunção de Maria (15 de Agosto, elevação de Maria em corpo e alma à eternidade para junto de Deus)
– Dia de Todos os Santos (1 de Novembro)
– Imaculada Conceição (8 de Dezembro, Padroeira de Portugal)
É que, queiram ou não queiram, Portugal é um Estado laico que deve respeitar de igual modo todas as religiões e não dar privilégios a qualquer uma delas. Não ignoro que a maior parte da população portuguesa se diz católica, mesmo que não saiba distinguir muito bem entre ser católico e ser cristão, mas exactamente por isso é que abro duas excepções, a Páscoa e o Natal, sendo que este, hoje em dia, é mais uma Festa da Família e do Consumo do que uma festa religiosa.
No meio disto tudo, o que me espanta mais é a forma como uma certa Esquerda se sobressalta sempre que este assunto vem à baila. Então não é verdade que Portugal é um país laico, camaradas?

Extra-Post: Não ignoro que Pedro Passos Coelho não tinha em mente exactamente estes feriados quando falou do assunto publicamente…

Outra vez a mentira dos feriados

Sendo certo que tolerância de ponto nem é feriado, volta a mentira de sermos o país da Europa com mais feriados.

Não é verdade: temos 12 feriados por ano, a média europeia é de 11,92.

Certo, não conto com as 3 tolerâncias de ponto habituais (Natal, Carnaval e Páscoa). Duvido muito é que sejam um exclusivo nacional.

Quanto ao que Pedro Passos Coelho hoje diz é de uma hipocrisia espantosa: sabe perfeitamente que se chegar ao governo fará o mesmo. Como sabe perfeitamente que o problema da produtividade tem outras causas: empresários analfabetos, por exemplo.

TBD: actualizar as desculpas

desculpas que já não funcionamComo se sabe, o Parlamento emana sabedoria e exemplos para a vida. Por isso, duas iluminadas deputadas do PS propuseram em 2010 eliminar quatro feriados e programar outros junto ao fim-de-semana. Quando constatei que Ricardo Rodrigues, nessa altura, declarou que essas ideias mereciam o “consenso na bancada” socialista pressenti que nos iriam fanar alguma coisa. Fomos felizmente salvos pela justiça socrática, que é reconhecidamente bem menos assertiva do que a salomónica, e foi dada a benesse de uma tarde de tolerância de ponto para a função pública. Finalmente, recomendo aos leitores do Aventar que se abstenham de seguir as notícias do resto da semana, já que se  prevê uma enorme onda de indignação por parte das deputadas Teresa Venda e Rosário Carneiro, as proponentes desse projecto de resolução sobre os feriados.

 

cartoon primeiro saído aqui

Uma branca

film strip - branca

Coisas que ocupam a agenda mediática:

Os feriados em Portugal, na UE, e as deputadas fracturantes

Ouve-se muitas vezes que temos mais feriados que os outros países europeus, mas pela primeira vez alguém tem a coragem de propor no parlamento a sua redução.

É preciso coragem para afrontar o descanso e as tradições, e até era capaz de discutir a validade de alguns feriados religiosos referentes a práticas hoje ultra-minoritárias, mas antes achei melhor ir verificar os feriados dos outros.

Ora conforme a tabela que publico no final deste texto temos12 feriados por ano, sendo a média comunitária de 11,92. Sendo as médias o que são, mas os arredondamentos o que sempre foram, estamos na média, diria eu.

Faltam, aqui as tolerâncias de ponto, exclamarão os intolerantes. Pois faltam. Mas não só elas são supostamente excepcionais, como por regra só afectam a função pública, e convinha saber se outros países não as usam, para continuarmos a comparar como deve ser.

O tal excesso de feriados que não temos seria uma causa da nossa baixa produtividade, acrescido da tendência para gerarem pontes. Ora as pontes consistem muito simplesmente na utilização de um dia de férias, numa sexta ou numa segunda-feira. Diz o bom senso que férias repartidas têm efeitos bem mais positivos no descanso dos trabalhadores que o tradicional mês de férias por inteiro. Diria mesmo que fechar o país no mês de Agosto (o que é bem visível nas grandes cidades) é uma tolice, e ainda por cima num país que pretende atrair turistas. [Read more…]