A humanidade seria solidária, se…

solidariedade

 após  o terramoto, nasce a calma, como as legislativas de 2011 

A humanidade seria solidária, é dizer, sermos uns para outros, colaboradores em reciprocidade e simpatia, dar a mão sem reticências, devolver o beijo querido, tomar conta da parceira, não criticar o que não entendemos e outras qualidades quase rituais, como diz Durkheim em 1912, se, como Mauss criticou sistematicamente no seu jornal L´Humanité e nos seus textos políticos, recentemente aparecidos na PUF, 2002, não houver troca desigual entre países, grupos, castas, classes sociais, como demarcou Karl Marx e Friedrich Engels no seu texto de Paris de 1848: O manifesto comunista. Palavra que em francês é communitaire ou comunitária. Conceito que todos partilhamos para sermos solidários com os que amamos e com aqueles que nos tratam mal, conforme os nossos parâmetros.

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lembranças de mãe

entró na eternidade nos seus 90 anos. O mei imaginário de filho mimado, a mantém sempre viva.

Para Flora Redondo de Iturra, no dia do seu 92º Aniversário.

http://www.youtube.com/results?search_query=beethoven+moonlight&aq=4

The Piano Sonata No. 14 in C♯ minor “Quasi una fantasia”, op. 27, No. 2, by Ludwig van Beethoven, popularly known as the Moonlight Sonata

Nós, adultos, esquecemos que a mãe é pessoa e vemo-la como processo. Além do carinho e emotividade que unem uma criança com a sua progenitora, existem, de forma igualmente importante, os diversos estágios que atravessa uma mulher que acaba no seu caminho de mãe. O primeiro, é ser mulher, até aos nossos dias, não se inventou um ser que a substitua na estrutura hormonal e na configuração biológica necessária para dar vida a um bebé, amá-lo e amamentá-lo. Muito menos, a invenção da leveza do ser que caracteriza a relação mãe/criança. Não consigo esquecer a frase de um amigo ao me confidenciar a tristeza que tinha pela sua mãe ter ficado inválida: não sei o que fazer…apenas consigo chorar. A minha resposta foi rápida e directa: o que o meu amigo chora não é a doença da sua mãe, o que chora é a falta do mimo embelezado dos carinhos dela. Doravante, será o contrário: é a mãe que vai precisar dos cuidados do filho! Ele, incapaz de devolver essa elegância de mimos que na sua infância, a sua mãe

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