Se Albuquerque Deve Ser Demitida…

Carlos Costa Pina deverá ser o quê?! Empalado em praça pública? Enrabado por um gorila furioso e careca como o Tony Carreira, há anos em jejum sexual símio? Metido num colete de forças? Atirado para a jaula de Vale e Azevedo e esquecido como o Zé Maria do 1.º BigBrother? O quê? Os swap são uma matéria muito delicada e uma péssima arma de arremesso político. Os ex-incumbentes 2005-2011 não se livram do escândalo efectivo com o engendramento artificioso de mais escândalo e alijamento de responsabilidades. Parece-me óbvio que a Oposição, magistralmente liderada pelo pífio Seguro, secundada pelo sidecar alternante Semedo-Catarina e secundada pela retórica choradinho-clerical de Jerónimo, não tem soluções nem alternativas para oferecer ao País. Só tem vozes de fanfarra do tipo Pedro e o Lobo. Só tem pedidos de demissão. Calma. Primeiro a 8.ª e a 9.ª avaliações bem sucedidas, coisas sérias. Só depois a pequena barganha politiqueira; só depois o pequeno marralhar bonzinho de Seguro, fantasista aterrorizado pelos inimigos internos; só depois a pequena sanha desesperadora e dual de Semedo-Catarina; só depois a Pequena Coreia enfeitada a camaradas de Jerónimo. Mas só depois.

Ex-Tutela Lava as Mãos

sem autorização, intervenção ou prévio conhecimento da tutela!

Mais Carlos Costa SwaPinanço

Caimão Bicho

A chave está no Caimão.

Está por fazer um estudo documentado e a cores da arte do desmentido e do desmando nas duas legislaturas anteriores. Merece tese, aliás de fácil demonstração. Os desmentidos e farsas de desentendido desse passado reeditam-se, quando é preciso. Foi assim com as PPP. Foi assim com a Parque Escolar. É assim com os swap.

Trata-se de uma guerra de biombos, aparências, feita do ataque como a melhor defesa; repleta de treta para a arena cacofónica dos media. Pode ser que se escape por entre os pingos de chuva artificial e da poeira que se faz por levantar. Em vista da notícia que hoje explode a medo no Expresso, era de esperar, rápido como um raio que o parta, um desmentido carlos-costa-pínico do Mega-Ultra-Swap da EGREP. Ei-lo.

Acontece que no corpo desse desmentido está contida a chave para a completa viciação do jogo das meias-verdades, camuflado completo das meias-mentiras, pois quando o mega-swaper Costa Pina diz que o contrato ultra-swapinante com a EGREP recebeu parecer positivo da DGT e IGCP, é uma vez mais necessário recordar que fauna viciosa e parcial presidia às ditas siglas. Nestas matérias, os dois Governos anteriores jogavam em casa. A casa estava armadilhada. [Também tinham armadilhado a casa da Justiça, mas isso agora não interessa nada, embora explique quase tudo.] Tinham o árbitro por si. Era caseiro. E não havia equipa adversária.

Recorde-se e insista-se nisto: se era, e era!, o Caimão a presidir ao IGCP, qual a surpresa para um parecer ao gosto do freguês?! Qual a surpresa pela sordidez swap 2005-2011?! E em que é que um parecer positivo fanhoso de uma e de outra siglas defendeu os interesses do Estado, dos Contribuintes, protegendo-nos da voracidade-Casino da Banca?! Enganar as contas, empurrá-las com a barriga foi giro, não foi?! Vê-se.

Adenda: ainda sobre o conteúdo aflitivo do desmentido costa-pínico-pânico, eram 16:12, a certo passo, no ponto (iii), diz-se o seguinte, emenda que piora o soneto: «[… sobre o swap tóxico assinado por Costa Pina, importa esclarecer que se trata de uma operação realizada em 2006 que] foi alterada em 2007 e extinta em 2008 – por decisão da empresa, apesar de parecer contrário do IGCP -, e substituída, com data de 29 de Janeiro de 2009, por uma nova operação, sem autorização, intervenção ou prévio conhecimento da tutela». Ficamos todos muito mais descansados.

Swapíssimo Costa Pina

SWAPÍSSIMO PINAUma certeza, na questão pestilenta dos pestíferos contratos swap, é que os nomes governativos que são postos a arder pela aflição swapista socratista-socialista suscitarão outros nomes de ex-incumbentes socialistas-socratistas e sobretudo a luminosa evidência de que não será na medida em que se denigre o adversário, o actual incumbente, o opositor político, no falso lado de lá da trincheira única dos interesses e da avidez do dinheiro, que se escapará aos factos sobre a autoria e assinatura desses contratos. Nem mesmo perante a grossa omissão subjacente às campanhas e cavalgadas parciais contra Albuquerque que se têm testemunhado.

Só não percebo é por que motivo o Expresso não faz desta notícia a manchete que merece. Vai alta a pira por demissões. A pira das responsabilizações objectivas de quem assinou nem sequer se acende. Porquê? Porque os media são venais, selectivos e desonestos, basta meia-hora de alinhamento informativo da SICN para percebê-lo, com a excepção honrosa e honrada de José Gomes Ferreira. Porque não há Justiça que acorra a tanta obscenidade corrupta passada e porque a consciência cívica está de férias em Portugal umas vezes 365 outras 366 dias por ano.

Um Pau-Mandado é um Pau-Mandado

Carlos Costa PinaOdeio culpabilizar quem não tenha culpa. Mas a vida pública, na verdade, é feita de permanentes juízos políticos e eu faço os meus, eventualmente a tender para a hipérbole, dado o grande eufemismo da responsabilização pública, e com um pendor para o espancamento, com pontapés e ganchos, aos socialistas que na verdade nem são socialistas, lá por terem socialista na sigla. Deve ser porque na verdade não ando longe do limiar da loucura. O que me enlouquece? Bem, a tragédia em decurso no País em que me coube nascer e tudo o que de inútil embora profiláctico escrevi e vi ser escrito desde 2006. Boa parte da nulidade dos nossos horizontes diz respeito à miséria eleitoralista de quem foi sendo Governo até aqui. Pouco ou nada me consola. Tu, Querida, e as filhas. Esta manhã, a menos de metade de um pedido teu, corri a buscar pasta de dentes para a tua escova. Subi as escadas, desci com ela bem disposta, deitada nas cerdas da tua escova — sou o teu pau-mandado. O teu pau. Feito. Mas este meu País em que não nasceste, que dor!!! [Read more…]

Se não é do cu, só pode ser das calças

Começa a ser preciso ter uma paciência de santo para aturar certas explicações estapafúrdias. A mais recente é a do secretário de Estado do Tesouro.

Carlos Costa Pina disse hoje que os juros da venda de bilhetes do tesouro registaram uma “ligeira subida” (0,3 por cento) na emissão de hoje, em relação à anterior, por causa do “ambiente de incerteza ao nível político e o facto de não se ter ainda garantido a existência de condições de estabilidade política”.

Até aqui, os juros subiram sempre por outras razões. Uma delas tinha a ver com o vídeo da Rita Pereira. Lembro-me que outra foi quando estreou o mais recente Harry Potter. Ainda houve aquela vez em que a selecção perdeu com a Argentina. Se a memória não me atraiçoa houve outra ocasião similar e teve a ver com o facto do George Soros ter perdido um jogo de monopólio.

Houve mais, mas os juros têm subido tantas vezes que já não me lembro de todas.