Do Gangsterismo Swapista

Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.

Swap ou a Inversão da Culpa

Os swaps socratinos constituirão um caso de estudo político-mediático de inversão de culpa a analisar nas academias. Feitos na quase totalidade pelos Governos Sócrates (embora o instrumento já fosse usado desde 2003), para empolar receita no curto prazo e esconder dívidas das grandes empresas públicas e ainda com a probabilidade de ganhos de especulação na taxa de juro, uma variante dos swaps cambiais gregos feitos anos antes com o mesmo propósito «Eurostat friendly», a culpa da perda dos três mil milhões de euros acaba por recair toda sobre o Governo PSD-CDS que não fez nenhum!… E mesmo que a demora na resolução do caso, pelos motivos que já aqui dissequei, tivesse custado a diferença para os 1.646 milhões de euros que o socratismo tinha deixado, ainda assim, nem essa fatia lhes é assacada.

ABC

À Procura da Cloaca Perdida

Considero um alívio a auto-evacuação de Joaquim Pais Jorge do Governo Passos II [um começo brilhante!], para mim a melhor notícia desde a sua prestação calamitosa no célebre briefing do secretário de Estado Lomba, adjunto do adjunto Maduro. Ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim disse nada ter a ver com os swap do Citigroup, sendo ao tempo, em 2005, um seu alto quadro em Portugal. Ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim disse que não tinha responsabilidades directas na venda de produtos derivados mascaradores da dívida nacional, de dívidas nacionais em geral. Esquisito e talvez fácil de desmentir, ainda que toda esta urdidura resulte em mais uma vítima da baixeza do Spin Socratista. Joaquim disse mais: que não se recordava de ter participado nas reuniões de promoção e venda desse artigo em reuniões com assessores em São Bento, quando São Bento era habitado pelo prodígio de carácter, visão e boa governança, Sócrates. Joaquim Pais Jorge nem sequer deveria ter sido convidado para este cargo que nem aqueceu, mas com a estratégia não recriminatória do socratismo com que Passos se atirou à governação, era de esperar que até um espirro mal dado servisse à Máquina de Spin Socratista no sentido de descredibilizar e somar fragilizações a este Governo, mesmo a esta segunda versão supostamente robusta.

Mas pronto, ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim acaba de se auto-excretar. Ponto final. [Read more…]

Um Pau-Mandado é um Pau-Mandado

Carlos Costa PinaOdeio culpabilizar quem não tenha culpa. Mas a vida pública, na verdade, é feita de permanentes juízos políticos e eu faço os meus, eventualmente a tender para a hipérbole, dado o grande eufemismo da responsabilização pública, e com um pendor para o espancamento, com pontapés e ganchos, aos socialistas que na verdade nem são socialistas, lá por terem socialista na sigla. Deve ser porque na verdade não ando longe do limiar da loucura. O que me enlouquece? Bem, a tragédia em decurso no País em que me coube nascer e tudo o que de inútil embora profiláctico escrevi e vi ser escrito desde 2006. Boa parte da nulidade dos nossos horizontes diz respeito à miséria eleitoralista de quem foi sendo Governo até aqui. Pouco ou nada me consola. Tu, Querida, e as filhas. Esta manhã, a menos de metade de um pedido teu, corri a buscar pasta de dentes para a tua escova. Subi as escadas, desci com ela bem disposta, deitada nas cerdas da tua escova — sou o teu pau-mandado. O teu pau. Feito. Mas este meu País em que não nasceste, que dor!!! [Read more…]

Gaspar, os Swaps, e o Passado Interdito

Meu Deus, que País dualista, bizantinista, clivado, segundo o tal paleio que não faz acontecer. Isto, o ambiente do comentário e da politiquice, está de tal maneira maniqueu, que vale tudo, à força de insistência, para abater os incumbentes, herdeiros do Pedido de Resgate, mas poupar os agentes que fizeram trinta por uma linha e procrastinaram contas e riscos, como se não tivéssemos fatalmente de pagar todos os desmandos e optimismos.

Vítor Gaspar, só para dar um pequeno exemplo de alguém que tem apanhado forte e feio por falhar metas e previsões sucessivas, não pode dizer o que quiser e achar por bem na matéria viscosa dos swaps. No caso desses contratos especulativos e do potencial buraco extra de 2,8 mil milhões de euros nas contas públicas, está impedido pelas drago, pelos medina e demais virgens vaginais do passado, de quaiquer acusações como o facto de os swaps serem consistentes com outros actos de gestão aventureira e que compõem um padrão nos Governos de José Sócrates.

Meu Deus, isso não. Logo os tweetistas do Fascismo de Esquerda-na-Garganta e Croquetes-no-Bucho, os galambas, os jugulares, os valupis, os bicicleta, os corporativescos, toda a fauna que se locupletou directamente com o facto de ser muito competente a dourar a grande peta socialista, vêm rasgar as vestes. Não se pode! [Read more…]

Correia Sabão Xuxa de Campos

Tenho pena da tarefa inglória de alguns trombones isolados do Partido Socialista, como por exemplo o luzidio Correia de Campos, quando vêm lamentar-se daquilo a que chamam «eficaz campanha montada pela actual maioria para demonizar José Sócrates», em artigo de opinião, hoje, no Público, 23 de Julho de 2012. Não. Não há campanha nenhuma nem se pode demonizar ou redemonizar o que já está bem demonizado. Pelo contrário: choca na actual maioria a elegante decência indecente do silêncio relativo aos erros e delitos de gestão das duas legislaturas anteriores.

Por seu lado, e em geral, os media poupam e omitem o passado recente que envolve esse ex-actor político, deixando tudo para o Correio da Manhã que, por sua vez, vende mais jornais que quase todos eles somados. Mais: mesmo a bloga que mais o causticou, nesses belos anos de crispação estéril, também passa ao lado de qualquer sombra de campanha, como se esse desastre governativo promotor de uma falência em grande do Estado Português, não tivesse sequer exercido funções executivas. Por isso mesmo, tal bloga nunca olha para trás. Por outro lado, contra o que Correia Sabão de Campos exara, também não resulta matéria de fé nem efeito de santos tribunais que, para técnicos e senso comum, institutos públicos e PPP, sob a mão hábil de esse mesmo ex-actor político, tenham sido, sobretudo as últimas, realidades, actos, soluções finais contra o Estado Português e, sobretudo, A Solução Final para os contribuintes portugueses. Vozes como a de José Gomes Ferreira não mentem porque não precisam. É o que é.

Quanto às ditas acusações de corrupção «nunca provadas», segundo Correia Xuxa de Campos, [Read more…]

Xeque-Mate a Portugal pelo Partido-Merda

O crime político-económico mais grosseiro alguma vez cometido em Portugal é recente e é este, repleto de coniventes, recheado de beneficiados, à testa dos quais-coniventes está, surpresa das surpresas, Cavaco Silva, com a sua velha flácida cumplicidade calculista ou tóina, escolham, pois promulgou tal prolongado estupro geral ao contribuinte pelas décadas das décadas. Nem é preciso repetir quais os supremos cretinos beneficiados sob a gestão calhorda do Partido-Merda. Capazes de tudo, mas tudo, por amor ao próprio estômago e ao próprio bolso. Ímpares no desprezo proverbial por todos e cada um de nós. Foram capazes de capar professores com mordaças burocráticas, algemas morais e estigmas profissionais. Foram capazes de criar todas as condições para chupar tudo e ir de férias. Vitalícias. Prendam-nos. Prendam-nos já, a esses infinitos cabrões!

Nos Braços da Alforreca Passos

Especialistas honestos acordam neste facto de límpida transparência: à grave crise internacional eclodida em 2008 somou-se a festiva dissolução imprudente, para não dizer amadora, dos recursos públicos perpetrada pelos Governos Socratesianos. Os dois factores conjugados tramaram Portugal. Álvaro Santos Pereira recorda, e bem, que a economia portuguesa começou a padecer de desequilíbrios graves sobretudo a partir do momento em que, sem o nomear, o Coração de Guterres veio distribuir o que não havia e habituar um Povo autónomo e capaz de se desenrascar às delícias da facilidade rendosa e do ócio fácil. [Read more…]

Passos a Medo Sob Assessoria Medrosa

Não sei nem quero saber quem são os assessores amedrontados que não refreiam Passos Coelho da tomada de quaisquer medidas nas costas dos portugueses ou que, pelo contrário, tal sugerem. Mas o medo pela Verdade Toda que nos é devida, seja na Assembleia da República, seja quando apanhado pelos microfones a sair do WC, só pode aterrorizar e confundir mais e mais a Opinião Pública. Nem será o excesso de austeridade o problema, mas o excesso de má e liquidatária austeridade que assassina objectivamente a economia portuguesa sem se perceber para quê. Boa verdade nunca de mais recordar são os 80 000 milhões de euros que correspondem a seis anos de optimismo cretino e que efectivamente conduziram o País ao descalabro, ao buraco em que nos encontramos. Tirando as decisões e as ilusões com dinheiro sem PIB que o pague por que o socratismo se norteou, tais Governos negros pactuaram com toda a espécie de fingimento e encobrimento de dívida própria e alheia, assunto que Sócrates fazia questão nunca comparecesse nos seus célebres monólogos travestidos de entrevistas. [Read more…]