Lobby das renováveis: 1 – consumidores: 0

Henrique Gomes, que será substituído por Artur Trindade, director do serviço de custos e proveitos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), encontrava-se há vários meses sob fogo cerrado, com a promessa de revisão dos subsídios pagos à indústria eléctrica, nomeadamente às empresas de energia eólica e à cogeração e com a EDP no alvo.

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Coisas para que serve ter o Estado nos negócios

Tudo somado, incluindo também os chamados CAE, CMEC e PRE, os apoios à produção pagos em Portugal somam quase 1800 milhões de euros e formam uma grande parte dos custos de política energética e de interesse económico geral (CIEG). Este ano, os CIEG e os custos de política energética totalizam quase 2302 milhões de euros – uma dívida que todos os meses vai sendo paga por todos nós.

(Público)

Como se vê, nem só de BPNs e tal vivem os buracos do país. É de sublinhar a grandiloquência com que as energias renováveis foram apresentadas.  Foi um negócio de futuro, sem dúvida, mas novamente para alguns.