“Pires de Lima, como ele há outros”, diz Violas

Manuel Violas, accionista da Unicer

Manuel Violas, accionista da Unicer

Manuel Violas, do grupo dos principais accionistas da Unicer, intercalou escassos elogios a Pires de Lima, com algumas considerações pouco favoráveis ao novo Ministro da Economia.

Em Pedras Salgadas, começou por revelar à imprensa “ainda não saber” da saída, o que não deixa de ser uma farpa cravada com força no Pires; certamente que Violas sabia, mas preteriu a frase “o que sei foi através da imprensa”, inegavelmente mais cordial.

O comportamento do Pires, de resto, evidencia falta de civismo, podendo ser emparelhada com o conceito da ‘irrevogabilidade’ de quem é amigo de Portas desde os tempos em que frequentaram o São João de Brito, bebendo a preceito e com efeitos duradouros a educação e da falta de ética jesuíta, hoje socialmente mitigada graças à frugalidade do Papa Francisco.

Olhe-se para o par Pires e Portas, faça-se a comparação com o Papa, e mesmo um agnóstico, que é o meu caso, conclui que enquanto a vaidade e a petulância estão plasmadas nos primeiros, a sobriedade é a marca do papa argentino.

[Read more…]

As transferências do Ministério da Educação para as escolas privadas

http://files.photosnack.net/app/swf/EmbedCanvas.swf?v=3&hash_id=c64627fdc4f132e6b34f442aea499573&watermark=trueTo view this photo slideshow you need to have Flash Player 9 or newer installed and JavaScript enabled. This flash slideshow was created with PhotoSnack photo slideshow maker.
Na Declaração n.º14/2011, de 17 de Janeiro, o Ministério da Educação publica as transferências efectuadas para diversas entidades ligadas ao ensino, a maior parte das quais colégios e externatos privados. Ali, há de tudo: contratos de associação, contratos simples, contratos de patrocínio, contratos de desenvolvimento, contratos-programa e por aí fora. E há colégios que se inscrevem em várias destas rubricas ao mesmo tempo.
Há casos que se compreendem e outros que não. No segundo semestre de 2010, em Lisboa, o Colégio de S. João de Brito recebeu do Ministério da Educação mais de 700 mil euros; o Colégio Mira-Rio mais de 36 mil euros; o Colégio Valsassina quase 25 mil; no Porto, o Colégio Paulo VI recebeu mais de 740 mil + 36 mil euros + 236 mil (?); o Colégio dos Cedros, instituição da Opus Dei que só admite rapazes, mais de 33 mil; o Colégio Luso-Francês e o o Colégio de Nossa Senhora do Rosário, na zona mais rica da cidade, quase 90 mil e 60 mil, respectivamente; o Externato Ribadouro, onde os alunos vão para subir as notas no Secundário, quase 25 mil; o Colégio Liverpool e o Colégio de Nossa Senhora da Esperança, duas das piores escolas do país, 130 mil e 120 mil euros respectivamente.
Alguém me explica estes números?