Pires de Lima elogia Álvaro. Beato hipócrita!
“Pires de Lima, como ele há outros”, diz Violas
Manuel Violas, do grupo dos principais accionistas da Unicer, intercalou escassos elogios a Pires de Lima, com algumas considerações pouco favoráveis ao novo Ministro da Economia.
Em Pedras Salgadas, começou por revelar à imprensa “ainda não saber” da saída, o que não deixa de ser uma farpa cravada com força no Pires; certamente que Violas sabia, mas preteriu a frase “o que sei foi através da imprensa”, inegavelmente mais cordial.
O comportamento do Pires, de resto, evidencia falta de civismo, podendo ser emparelhada com o conceito da ‘irrevogabilidade’ de quem é amigo de Portas desde os tempos em que frequentaram o São João de Brito, bebendo a preceito e com efeitos duradouros a educação e da falta de ética jesuíta, hoje socialmente mitigada graças à frugalidade do Papa Francisco.
Olhe-se para o par Pires e Portas, faça-se a comparação com o Papa, e mesmo um agnóstico, que é o meu caso, conclui que enquanto a vaidade e a petulância estão plasmadas nos primeiros, a sobriedade é a marca do papa argentino.
Património histórico vai a leilão

“Neste país” – é assim que hoje em dia, os portugueses chamam à sua pátria -, existe sempre uma verba qualquer para comprar porcarias de sucata a prazo como um Mercedes ou BMW, destinado a uma qualquer irrisória excelência. No entanto, adquirir belas obras que enriquecem o nosso património e garantem um hipotético renascer da nossa auto-estima, é coisa difícil. Na Sotheby’s de Nova Iorque, vai a leilão este belíssimo quadro que retrata um grande português do Oriente. A base de licitação está fixada entre os 80.000 – 100.000 Dólares (EUA). Não haverá por aí um mecenas capaz de oferecer a Portugal esta prenda de Ano Novo?
Pedofilia, Guilhermina, Constâncio
As três palavras deste título, não têm nada a ver umas com as outras. Constituem, apenas, os marcadores de três notícias que mais uma vez me deram a volta ao estômago, aquando do meu cafezinho da manhã e da habitual leitura do jornal.
1ª – Mais um violento murro no estômago. Pedofilia. Desta feita na Alemanha. Mais uma goleada da igreja católica neste campeonato. O chefe da ordem dos jesuítas, Stefan Dartmann, veio confirmar os abusos sexuais de crianças no Liceu Canisius em Berlim, notícia corroborada por Klaus Mertes, reitor deste mesmo liceu. Mas Stefan Dartmann diz que o mesmo se passa em colégios como os de Goettingen, Hildesheim, e também colégios da Espanha e do Chile. Mas existem outros colégios denunciados, como o de Sankt Ansgar em Hamburgo e o de Blasien no sul da Alemanha. E o que mais se imaginará. De facto, assim na frente do campeonato, a igreja católica está a um passo de ser a instituição mais pedófila do mundo.
2ª – Mais uma vez um acentuado refluxo gastro-esofágico, carregado de azia e náusea. Nem o café me acalma. Guilhermina, professora de Ética, suspeita de pertencer a uma rede de corrupção de alto gabarito, na área da sucata, com grave lesão das finanças do Estado. Pelo que vejo, eu penso que deve haver pessoas com especial propensão para se identificarem profundamente com a sucata.
3ª – Além da azia, uma comichão de carácter alérgico, à volta da garganta e não só, quando vejo o Sr. Constâncio, a quem eu e os outros portugueses pagamos 17000 euros mensais, fora as gorjas, não fazer outra coisa senão surpreender-se. Sempre surpreendido. Com as falcatruas do Banco X, do Banco Y, do Banco Z, com as contas, com o défice, com o futuro! A vítima das emboscadas. Sempre com aquele ar de menino de coro, saído do cabide, deram-lhe o título de governador, mas alguém já o viu governar o que quer que fosse?
E por hoje basta! Não leio nem ouço mais nada. Vou tomar um antiácido.







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