Oi Sr. Relvas sacuda aí o forró Mentiroso!

O loquaz Miguel Relvas é um homem de sólidas relações no Brasil, sustenta o jornal Mundo Lusíada. José Dirceu, oriundo do PT brasileiro, e considerado o ‘corrupto-mor’ do processo “mensalão”, é amigo de Relvas. Da  direita, podemos seleccionar Jorge Oberhausen, um ex-DEM, que decidiu fundar o PSD do Brasil. De  imediato, houve bronca: das listas para a fundação do partido dos amigos de Relvas, ‘os laranjinhas do Brásiu’, constavam milhares de assinaturas falsificadas, algumas de gente já falecida.   

Hoje como sempre, na política, é da tradição não haver amizades sem negócios. Relvas cuidou de introduzir a Alert, empresa de tecnologias de informação e comunicação para a saúde, em negócios com instituições governamentais brasileiras do sector. Um dos contratos, de 365 milhões de reais, com a prestigiada Fundação Oswaldo Cruz (FRIOCRUZ), não se concretizou. Azar de Relvas, compensado por outro contrato de menor valor, 47 milhões de reais, entre a Alert e o Governo de Minas Gerais.

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Morria a quantos de Novembro, Sr. PM?

Quando falam do corte de subsídios de Natal e de férias, os políticos, comentadores e comunicação social de forma generalizada – ainda ontem no ‘prós e contras’ da RTP1 – referem apenas a função pública, sem pormenorizar que a medida incide sobre os funcionários públicos no activo, os aposentados e ainda os pensionistas do sector privado.

Aposentados do Estado e pensionistas da Segurança Social, à excepção de Mira Amaral, outros reformados da CGD e políticos, descontaram, na maioria dos casos, décadas a fio sobre 14 recebimentos anuais. Daí a consistência da ideia de confisco, defendida pela Associação Sindical de Juízes. O retorno em pensões, nos OGE’s de 2012, 2013 e para sempre (!), não é proporcional aos montantes financiados e capitalizados.

O primeiro-ministro, cuja seriedade no discurso está desacreditada perante uma crescente onda de cidadãos, aproveitou a boleia. Na conferência do Diário Económico intitulada “Portugal 2012 os desafios do Orçamento do Estado”, e referindo estritamente “os funcionários públicos” (sic), garantiu:

…se o governo tivesse optado por aumentar a receita fiscal através de um imposto a todos os portugueses que retirasse os subsídios de férias e de Natal seria uma medida que dificilmente seria considerada credível no exterior do país. Não sendo visto de uma forma credível, o nosso programa podia morrer em Novembro e não podíamos permitir que isso acontecesse.  [Read more…]

OGE 2012: Ter razão antes de tempo, mas…

Parecerá auto-elogio ou excesso de auto-estima. Mas não é. Com um misto de tristeza e de dever cumprido, escrevi duas horas antes da comunicação de Passos Coelho, às 20 horas, um ‘post’ com o título:

OGE de 2012, um instrumento criminoso do governo (e do PS?)

Designei, antecipadamente, o OGE de 2012 aprovado pelo Conselho de Ministros de criminoso, por saber a tempo que estava a ser perpetrado um autêntico crime contra as classes trabalhadoras em geral, funcionários públicos à cabeça, pensionistas e outros beneficiários de prestações sociais, caso dos desempregados.

Aos trabalhadores da função pública e aos pensionistas que auferem mais de 1.000 euros mensais, o governo de Passos Coelho decidiu eliminar o pagamento dos subsídios de férias e de Natal em 2012 e 2013. Curiosa e triste, a audácia de anunciar uma medida que vai afectar centenas de milhares de cidadãos em 2013, quando a comunicação se destinava a noticiar medidas do Orçamento Geral do Estado de 2012. Contudo, a falta de decoro dos nossos governantes, destes e de outros que há 35 anos nos governam, é efectivamente um fenómeno endémico dessa gente.

Em suma, e infelizmente, no ‘post’ antes referido, tive razão antes do tempo, ainda que por defeito. Omiti o corte radical dos subsídios de férias e de Natal.

Não me orgulho do feito. Preferia ter errado e não sentir o forte sentimento misto de revolva contra o governo e de solidariedade com muitos concidadãos, grande parte dos quais passarão a viver em condições ainda mais penosas.

Caminhamos aceleradamente para ser gregos. ABAIXO O GOVERNO!