Non hay pan para tanto chorizo!

o que significa “Não há pão para tanto ladrão!” e foi uma das palavras de ordem de mais de 30.000 pessoas nas ruas de Barcelona – e de outros muitos milhares em Madrid e noutras cidades espanholas – como resposta ao ridículo aumento de 0,25% aos pensionistas.Na denúncia do empobrecimento dos pensionistas e exigência de pensões dignas estavam nas ruas todas as gerações. Mais uma bela expressão de cidadania de “nuestros hermanos”.

Felizes os pobres de espírito, que serão professores de Economia

transferir-2Começo por uma declaração de interesses: se eu mandasse, João César das Neves nunca seria impedido de falar, porque acredito que o mundo precisa de risos, de sorrisos, de gargalhadas. Por outro lado, também é verdade que o mundo precisa de economistas. Com César das Neves, temos divertimento garantido.

Segundo parece, César das Neves escreveu um livro, o que é natural, porque são raríssimos os cidadãos que ainda não o fizeram. Quando saio à rua, sou olhado de lado pelos meus vizinhos, porque ainda não aderi à moda da autoria.

Como qualquer autor, Neves deu início a uma série de entrevistas em que fará aquilo que os autores de livros fazem: explicar em voz alta aquilo que escreveu, porque, hoje em dia, os livros são incapazes de se fazerem entender.

Segundo percebi, de acordo com o resumo da entrevista ao professor de Economia, Portugal não cresce porque está dominado pelos funcionários públicos e pelos reformados, que, por dominarem a política e a comunicação social, escaparam a cortes nos salários e nas pensões, durante o domínio da troika.

Se esta informação for verdadeira, chego à conclusão de que sou uma espécie de Truman e que tenho andado a ser enganado por uma série de colegas e amigos, queixosos de cortes e de congelamentos que, afinal, têm recaído apenas sobre mim. Isto não vai ficar assim, garanto. [Read more…]

Pensionista: a reforma do Estado é você!

Pensoes

Cecília Meireles afirmou hoje no Parlamento que o CDS-PP concorda com um novo corte de 600 milhões de euros nas pensões. Existe um problema de sustentabilidade e quem o deve resolver são esses magnatas dos pensionistas que andaram a viver acima das suas possibilidades apesar de terem descontado a vida toda para a sua reforma. Para Portas, “a TSU dos pensionistas é uma fronteira“. As suas pensões não. Alguém tem que pagar as isenções fiscais do PSI-20 e os boys precisam de comer.

Este país (de cofres cheios) não é para pensionistas

MLA

 

Fotomontagem@Uma Página Numa Rede Social

Há algo que não bate certo em toda esta propaganda do milagre económico anunciado pelo governo. Por um lado temos uma dívida pública que não pára de aumentar, e que segundo dados recentes terá mesmo sofrido um agravamento de 9,3 mil milhões de euros durante os dois primeiros meses do ano, a que se junta uma trajectória errática dos juros, que ora descem pela mão de Mario Draghi, ora sobem porque uma cagarra espirrou nas Ilhas Selvagens.

Por outro lado, temos uma ministra das Finanças que anuncia ter os cofres do Estado cheios. Será que os encheu com os 9,3 mil milhões de aumento de dívida verificado no início do ano? Serão os euros do Partido Comunista Chinês e respectiva oligarquia? É difícil de perceber. Mais difícil ainda de perceber é a necessidade do governo Passos/Portas avançar com novo confisco aos pensionistasOnde está o primeiro-ministro que não ia cortar pensões? E o Paulo Portas do partido do contribuinte, que tantos idosos se prepara para beijar no circuito eleitoral que se avizinha? É caricato que as mesmas pessoas que apregoam o milagre dos cofres cheios se vejam novamente “forçados” a sacar mais 600 milhões aos pensionistas. Os cofres estão cheios, os bolsos dos pensionistas cada vez mais vazios.

Paulo Portas e os adjectivos em -vel

Depois de ter sido irrevogável, Portas é “politicamente incompatível com TSU dos pensionistas.” Para estes, a posição do ministro é “impensável“. Incrível!

Roubar os funcionários públicos e os pensionistas

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Acabem com eles!

“Os cortes nas pensões não vão ficar pelos 10%, aprovados na última semana pelo governo.”

Vá lá, deixem-se de coisas…

Está visto que cortar aos poucos não chega: uma contribuição aqui, uns 10% acolá… Não resulta!

Epá, não resulta! Esqueçam!

Toca a arregaçar as mangas e cortem de vez e no que é essencial: nos pensionistas.

Acabem com esses sorvedouros de dinheiro, que não trabalham e só reclamam.

Acabem com os pensionistas!

Portas, o tempo está a contar

Governo tem até 15 de Julho para encontrar substituto para a TSU dos pensionistas.

Ou… Ou

de duas uma, ou o Dr. Portas, o novo grande reformador do estado português, consegue com os seus ciclópicos trabalhos encontrar receita alternativa, ou…

Carta aberta a Pedro Passos Coelho

M. Conceição Batista

S.SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS (CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO)

FALEMOS SÉRIO!!!!

Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.

Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.

E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.

Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?

Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada? [Read more…]

Vai-te Foder!

Pedro Passos Coelho, e que descontos fez, por exemplo, Marques Mendes para auferir quase três mil euros de subvenção mensal?

Da série ai aguenta, aguenta (9)

Salários. Em dois anos houve trabalhadores a perder mais de 5000€

Fazedores de milagres

Francisco Vieira de Almeida, de 20 anos, foi o jogador mais jovem da equipa portuguesa de râguebi que conquistou o Algarve Sevens, ao derrotar a Espanha na final, por 7-5. Estão apurados para o Mundial 2013. Parabéns.

O seu comentário tem que se lhe diga: “Com as condições que temos, continuamos a fazer milagres”.

Não é só no desporto que se continuam a fazer milagres em Portugal. Somos «milagreiros» em muitas àreas.

Penso no Ensino: o professor é quase um «fazedor de milagres». Quem é professor percebe bem o que estou a dizer (no meio de tanta papelada ainda arranja tempo para preparar aulas).

Mas penso, sobretudo, nos reformados a viver com miseráveis pensões e nas famílias em que pai ou mãe ou ambos estão desempregados. Como se pode viver sem saber fazer milagres?

«Omoletas sem ovos», uma das especialidades da gastronomia portuguesa (sugiro candidatura a Património Nacional).

A Segurança Social lesa contribuintes (2)

segurança socialSei que, por vezes, sou demasiado intolerante e rude com os governantes, os actuais e os passados. Em síntese, aqueles que há 35 anos conduziram o País ao caldo intragável que nos azeda a vida. De facto, não tolero a incompetência, o clientelismo político e toda um conjunto de cabotinos a desempenhar funções governativas. É o caso de Mota Soares e Marco António Costa.

No espaço da blogosfera, e sem me entrincheirar em anonimatos, ontem dei-lhes forte e feio. Razão? São os primeiros responsáveis por um erro grosseiro que está a afectar milhares de pensionistas: a omissão dos valores pagos a título de Taxa Extraordinária, incidente sobre o 14.º mês de 2011, nas declarações do Centro Nacional de Pensões (CNP).

Passadas cerca de 5 horas de espera, hoje vi atendida a minha reclamação no citado CNP, com o seguinte esclarecimento da parte de uma simpática funcionária:

“O senhor tem razão e aqui tem uma nova declaração corrigida. Informou-me a minha chefe que, facto, estão a chegar ao serviço um considerável número de pensionistas com declarações erradas, em prejuízo dos próprios, e entretanto os serviços informáticos já criaram uma solução para emitir novas declarações…”

Os problemas deste género gravitam em infindável órbita impulsionada por uma causa comum. Mudam os governos, mudam as empresas informáticas – na Saúde foi desde a ‘Novabase’ à ‘Alert’, passando por não sei quantos mais – e as soluções tecnológicas, quando atingem a maturidade a nível funcional, acabam por ser abandonadas ou transformadas pelas equipas de confiança do novo elenco governativo. Será este o caso ou tão só incompetência?

Repito o aviso:

Leiam atentamente as declarações recepcionadas do Centro Nacional de Pensões, a fim de não serem penalizados nas contas finais do IRS de 2011.

A diferença mínima entre pobres e ricos: 1 euro / mês

Segundo esta notícia do Público, a maioria PSD-CDS e PS têm estado a debater alterações da proposta do OGE de 2012, no que se refere a cortes dos subsídios de Natal e de férias de pensionistas que aufiram mensalmente uma valor bruto entre 485 e 1000 euros.

É verdade que pensões entre os referidos limites correspondem, em muitas situações, a vidas marcadas por dificuldades de diversa natureza, limitando condições de subsistência e, por se tratarem de idosos, de acesso a medicamentos e até a cuidados de saúde.

Todavia, é verdade também que quem beneficie de uma pensão de 1001 euros mensais, ou mesmo 1050 euros, valores brutos em ambos os casos, pode também enfrentar grandes dificuldades de vida, por ter a seu cargo um agregado familiar mais numeroso. Os encargos associados a filhos desempregados e até à subsistência de netos podem fazer diminuir os rendimentos ‘per capita’ para valores muito mais baixos do que aqueles que, em certos casos, são gerados por pensões inferiores em alguns euros – há quem aufira 1000 euros mensais, por exemplo, e tenha um agregado familiar menor.

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OGE 2012: Ter razão antes de tempo, mas…

Parecerá auto-elogio ou excesso de auto-estima. Mas não é. Com um misto de tristeza e de dever cumprido, escrevi duas horas antes da comunicação de Passos Coelho, às 20 horas, um ‘post’ com o título:

OGE de 2012, um instrumento criminoso do governo (e do PS?)

Designei, antecipadamente, o OGE de 2012 aprovado pelo Conselho de Ministros de criminoso, por saber a tempo que estava a ser perpetrado um autêntico crime contra as classes trabalhadoras em geral, funcionários públicos à cabeça, pensionistas e outros beneficiários de prestações sociais, caso dos desempregados.

Aos trabalhadores da função pública e aos pensionistas que auferem mais de 1.000 euros mensais, o governo de Passos Coelho decidiu eliminar o pagamento dos subsídios de férias e de Natal em 2012 e 2013. Curiosa e triste, a audácia de anunciar uma medida que vai afectar centenas de milhares de cidadãos em 2013, quando a comunicação se destinava a noticiar medidas do Orçamento Geral do Estado de 2012. Contudo, a falta de decoro dos nossos governantes, destes e de outros que há 35 anos nos governam, é efectivamente um fenómeno endémico dessa gente.

Em suma, e infelizmente, no ‘post’ antes referido, tive razão antes do tempo, ainda que por defeito. Omiti o corte radical dos subsídios de férias e de Natal.

Não me orgulho do feito. Preferia ter errado e não sentir o forte sentimento misto de revolva contra o governo e de solidariedade com muitos concidadãos, grande parte dos quais passarão a viver em condições ainda mais penosas.

Caminhamos aceleradamente para ser gregos. ABAIXO O GOVERNO!

E a cor das ceroulas?

Sou todo a favor da transparência fiscal. Juro! Até porque como trabalhador por conta de outrem não tenho possibilidades de fugir ao fisco, nem que quisesse.

Também defendo uma fiscalização efectiva de quem usufruiu de subsídios e apoios do Estado. Mas, como em tudo, o que é demais, é moléstia.

Hoje, o Jornal de Negócios diz-me que os reformados que recebem pensões sociais ou pensões mínimas (cerca de um milhão de pessoas) “vão ser obrigados a provar que não têm outras fontes de rendimento para continuarem a ter direito ao apoio do Estado”.

De que forma? Serão obrigados a “mostrar documentos comprovativos dos seus rendimentos, como é o caso de extractos das contras bancárias, cadernetas prediais, declarações de IRS, contratos de compra e venda de património, entre outros”.

Logo, mais uma vez, a obrigação de provar que não recebe outros rendimentos que a miserável reforma cai sobre o pensionista. Não tarda nada, os reformados serão obrigados a provar que não têm malas Gucci no armário, que não andam com Rolex no pulso ou até mesmo a cor das ceroulas.

José Sócrates: O PEC(ado) da Mentira

Ontem, em horário nobre das TV’s, José Sócrates divulgou ao País as ideias gerais do Programa de Estabilidade Crescimento (PEC). Ao referir-se aos impostos garantiu explicitamente não estarem previstos aumentos, excepto para rendimentos superiores a 150.000 euros que, em sede de IRS, passam a ser tributados à taxa de 45%. Anunciou ainda que a tributação das mais-valias mobiliárias também será aumentada, assim como a imposição de limites de benefícios fiscais para os escalões de mais elevados rendimentos. Se dúvidas subsistissem quanto à interpretação do discurso do PM, ficariam inteiramente dissipadas com o texto inserido no Portal do Governo PEC.

Haverá incremento dos valores de IRS para milhões de cidadãos. A garantia do contrário é mais uma mentira do PM; e a verdade está camuflada através da capciosa frase “passará a haver limitação de benefícios fiscais para os escalões de mais elevados rendimentos”.

Com efeito, ao reduzir os anunciados benefícios fiscais, ou seja, as deduções respeitantes a despesas de saúde e de aplicações em PPR, o Governo toma uma medida que eleva a matéria colectável, a taxa efectiva de IRS aplicada e consequentemente o valor do IRS a liquidar pelos contribuintes. Mas há mais: os pensionistas que aufiram mais de 22.500 euros (1.607,14 euros / mês) verão ainda a dedução específica reduzir-se, o que equivalerá a pagar mais 489,35 euros de IRS para quem ganhe até 30.000 euros / ano – isto adicionado à redução no valor das despesas de saúde com direito à dedução significará a perda, por ano, de cerca de 1/3 de uma mensalidade. Segundo o Jornal de Negócios, as alterações previstas para pensionistas em termos de IRS representarão aumento de imposto a entregar ao Estado, para cerca de 2,5 milhões de contribuintes.

Sabe-se da gravidade situação económica e financeira das contas nacionais e da subsequente necessidade de medidas excepcionais, se distribuídas de forma socialmente justa. Usar a mentira e iludir a grande maioria dos cidadãos é condenável. Há aumento de impostos para muitos e José Sócrates não falou com sinceridade e clareza. O PM está para mim como o algodão do anúncio: já não me engana.

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