Oi Sr. Relvas sacuda aí o forró Mentiroso!

O loquaz Miguel Relvas é um homem de sólidas relações no Brasil, sustenta o jornal Mundo Lusíada. José Dirceu, oriundo do PT brasileiro, e considerado o ‘corrupto-mor’ do processo “mensalão”, é amigo de Relvas. Da  direita, podemos seleccionar Jorge Oberhausen, um ex-DEM, que decidiu fundar o PSD do Brasil. De  imediato, houve bronca: das listas para a fundação do partido dos amigos de Relvas, ‘os laranjinhas do Brásiu’, constavam milhares de assinaturas falsificadas, algumas de gente já falecida.   

Hoje como sempre, na política, é da tradição não haver amizades sem negócios. Relvas cuidou de introduzir a Alert, empresa de tecnologias de informação e comunicação para a saúde, em negócios com instituições governamentais brasileiras do sector. Um dos contratos, de 365 milhões de reais, com a prestigiada Fundação Oswaldo Cruz (FRIOCRUZ), não se concretizou. Azar de Relvas, compensado por outro contrato de menor valor, 47 milhões de reais, entre a Alert e o Governo de Minas Gerais.

Sem colocar em causa os rendimentos de Relvas nos negócios, como ele e o seu governo põem os muitíssimos mais baixos ganhos de funcionários públicos, reformados da f.p. e pensionistas do privado, não deixa, porém, de ser espantoso como o nosso ministro, adversário feroz da estatização da economia, é activo promotor e beneficiário de negócios com órgãos do Estado brasileiro. Deixa a cartilha do neoliberalismo em Tomar.

Enfim, todas estas aventuras de Relvas já justificariam um ‘post’; mas, a declaração de que o corte dos subsídios de Natal e de férias é inegociável, hoje divulgada no ‘Público’, em contradição com o que afirmou de viva voz aqui, no passado fim-de-semana é revoltante e intolerável. Relvas, ao dar o dito por não dito, mentiu e de forma torpe, ao estilo habitual e repugnante dos nossos políticos.

Brasil e mentira deram-me inspiração para publicar um vídeo de forró, com a música ‘Mentiroso’. “Sr. Relvas sacuda aí o forró ‘Mentiroso’, para exorcizar os espíritos da intrujice. Não creio que resulte, mas tente. Na próxima viagem a S. Salvador, assista a uma sessão de candomblé e faça uma prece a Iemanjá”.

Comments

  1. Tobias says:

    Não misturem Tomar, que é terra de boa gente, com o Relvas. O tipo nasceu em Lisboa e foi parar a Tomar como retornado de Angola. Serviu-se de Tomar para, com a ajuda da maçonaria, singrar nos negócios e na política. Não é de Tomar, não passa de um meteco.

    • MAGRIÇO says:

      Se bem compreendo, em sua opinião em Tomar só há boa gente e Lisboa é que dá há luz os malandros. Não acha redutor e pouco elegante?

  2. Tobias says:

    Nada disso, nem de longe tive essa intenção. Apenas tratei de repor a verdade. Já agora, será elegante apontar Tomar sempre que o Relvas mente ou ameaça?


    • Caro Tobias,
      Citei Tomar como cidade de residência e a título de alguém que deixa algo em casa. Mas Também poderia ser Lisboa, que é a minha cidade. Não são as gentes de Tomar ou de Lisboa que estão em causa. Obviamente é o Relvas!

  3. maria gonçalves brás says:

    O amigo Relvas é o grande pensador do regime agora decidiu que é preciso acabar com as Entidades de turismo e privatizar o Turismo, desta forma acaba com a marca do Douro e da Serra da Estrela e outras de reconhecido valor e deixa as empresas amigas entrar no negócio…olho!!!!