Mau Gosto e Mau Português

Aí está o condicionamento psíquico do redil eleitor provindo das hostes socialistas-bloquistas-comunistas. Será isto justo para os bons candidatos sejam de que partido forem?! Ir a jogo lealmente, isso é que o desespero segurista não pode nem o dos outros. Primeiro, foram as impugnações manhosas na secretaria, festa do PS e do BE. Agora, a tentativa do tudo ao molho contra o PSD e CDS-PP e fé em Deus, como se subjacente a uma eleição local não repousasse o princípio de escolher os melhores e mais capazes. Não se deixem enganar: dia vinte e nove, votem no melhor candidato do BE, no melhor do PS, no melhor do PSD, no melhor do CDS-PP, no melhor do PCP/PEV. Se fosse possível que nos vingássemos do Governo com eficácia, jamais poderíamos perder a oportunidade de nos vingarmos do PS igualmente, porque devastou e porque é frouxo. Infelizmente, não nos podemos vingar do BCE, da CE e do FMI, senão fazendo o que nos pedem e o que a Alemanha, por trás, exige inflexivelmente.

A propósito de deslealdades

Confesso a incómoda náusea causada por essa espécie de epístola cavaquista, endereçada aos portugueses no prefácio do livro “Roteiros VI”. Ao estilo de carpideira, que chora o que não sente, o mais oco dos presidentes da actual república lamenta-se agora ter sido alvo de infame deslealdade por parte de José Sócrates. Invoca a violação do Art.º 201.º pelo ex-PM, ao omitir-lhe  a negociação e existência do PEC IV.

Sei desde longa data o que foi Sócrates, que Cavaco não demitiu. Tive o privilégio de nunca ter sido  seu apoiante ou votante. Ao contrário, fui crítico, aqui por exemplo.

Sinto-me livre de poder dizer que este enredo ao jeito de novela mexicana, a que ainda ultimamente o PR voltou a dar vida na visita ao navio-escola “Sagres”, é, como muitas outras novelas, um passatempo de mau gosto  e uma desforra política inoportuna e ofensiva para os portugueses.

Imagino Sócrates instalado em qualquer “bistrot” de luxo do Boulevard Saint-Michel, a saborear o revivalismo das tropelias passadas, em divertida tele-conversa com Silva Pereira. Como outros anteriores, incluindo o próprio Cavaco Silva, goza do estatuto de inimputável. Não é, de facto, o único.

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