Assunção Cristas decide chafurdar na lama

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Assunção Cristas quer mostrar serviço e, na falta de alternativas viáveis entre os órfãos de Portas, atirou-se de cabeça para a corrida eleitoral à câmara de Lisboa. Das duas, uma: ou consegue um resultado melhor que o conseguido por Portas em 2001 (7,59%), ficando automaticamente elegível para canonização, ou esbardalha-se com violência e regressa à base, enfraquecida mas sem grande risco de perder a liderança do partido que, a julgar pelas últimas internas, mais ninguém quer. Existe ainda a possibilidade de obter o apoio de Passos Coelho, que sem um candidato de peso para apresentar à capital, parece agora refém da líder do CDS-PP. E, com o apoio do PSD, não será muito difícil conseguir um resultado melhor que a humilhação a que a Pàf lisboeta foi submetida em 2013. [Read more…]

Bravo António Costa

A linguagem da política já não serve. As palavras da política não prestam. Não basta dizer transparência a torto e a direito para que tudo fique visível – muito pelo contrário, pois a palavra transparência, que significa a verdade límpida, é um manto grosso de opacidade lançado sobre tudo o que a acção política esconde, ou aquilo em que é omissa. Não chega escrever transparência, ou honestidade, ou competência nos cartazes para sê-lo. É que já não basta parecê-lo. Talvez a palavra mais urgente seja clareza, a palavra clareza tornada claríssima por quem a pratica por intermédio de enunciados e acções claras. Nos cartazes que mandou imprimir para a campanha autárquica, António Costa foi bastante claro: “Preciso do seu voto”, disse sem mais rodeios nem transparências. [Read more…]

Portuenses Desterrados e Descartados

Não votaram, no passado dia 29, pelo menos os 9,7% da população portuense autóctone perdida para os concelhos limítrofes ao longo dos últimos dez anos. Também duvido que o reumatismo do envelhecimento portuense, cujo índice é de 189,9 face à Região Norte, pudesse exercer plenamente o seu direito, entre queixas de artrite, falta de ar, e sobretudo a maldita solidão. 9,7% de exilados mais uma escandalosa abstenção de 47,4%, mais os votos nulos 1,9%, somados aos votos em branco 2,5%, determinam uma vergonhosa e questionadora maioria de não exercentes do direito de votar, no Porto: 61,5%. Perante isto, não pode haver triunfos de pacotilha nem regozijos parolos. Humildade. Somente humildade.

É este, só pode ser este, o grande ponto de partida para Moreira cumprir bem o seu desígnio, inicialmente a contragosto, mais empurrado que voluntário, o que não tem mal nenhum se pensarmos no Mestre de Avis, o qual parece não estava lá muito pelos ajustes para assumir o fardo de liderar aquela etapa capital rumo à nossa admirável emancipação ibérica. Atiraram-no em frente e deu plena conta do recado.

Não espero outra coisa de Rui Moreira.

PSD, Purgas e Caça às Bruxas

Sou formal e explicitamente contra a qualquer espécie de punição sobre militantes que não foram seguidistas quanto às escolhas para estas Autárquicas 2013. Rui Rio pode ter muitos defeitos, inclusive a falta de agilidade e visão integrada para potenciar os milhões de turistas que a Ryanair deposita no Porto, mês após mês, mas jamais deverá ser sancionado, irradiado, punido pelas posições que assumiu. Nem ele, nem Pacheco Pereira, nem Capucho, nem ninguém. Ninguém de valor, no PSD, se é que o PSD merece regenerar-se, aprender e progredir, pode ser punido apenas por conceber um PSD diferente deste apascentado por Passos, por discordar frontalmente desta liderança e criticá-la, pondo em causa o chamado PSD Sistémico. Criticar é ajudar. Dou graças a Deus pelos que me criticam, mesmo quando se apressam nos seus julgamentos aos meus posts. Com isso, tal como com a indiferença, só me impulsionam para diante.

Pessoalmente, nem sempre gosto de Pacheco, nem sempre suporto Rio, mas estou muito longe de deixar de reconhecer a um e a outro, por exemplo, qualidades úteis ao PSD, necessárias ao País, bem como ideias incómodas sempre urgentes ao debate de ideias. Há muitos caminhos para se alcançar um País mais arejado de vícios políticos e mais regenerado de hábitos caducos. Goste-se ou não, quer Rio, quer Pacheco têm ajudado a essa missa. Já no que toca a Capucho tenho dificuldade em vislumbrar algo mais fecundo que um mero ressabiamento prebendista, ou não tivesse falhado clamorosamente o seu tirocínio à presidência do Parlamento. Ele e o Criador lá saberão.

O Nosso Partido é o Potro Pónei

Corre a ideia de que, no Porto, as eleições foram ganhas e perdidas no Facebook e que é no Facebook que a cidade do Porto se pensa, se agita e se move, sendo o seu centro nevrálgico e a sede da sua massa crítica os passeantes pela Avenida Brasil. É bem possível. Alguns dias antes do voto, dei-me ao trabalho de ir comparando a quantidade de gostos por post entre a Página Oficial de Campanha de Rui Moreira e a de Menezes. Foi aí que as evidências me perturbaram a convicção quanto ao sucesso certo do meu candidato, um político assertivo, ágil, um decisor com visão de futuro, experiente, forte. Embora com menos posts, menos fotos, menos ideias, menos um pouco de tudo, cada post rui-moreiraniano tinha para cima de duzentos gostos, ao passo que a página de Menezes averbava em média, por cada post, cem ou menos. Valia o que valia.

Como nunca me satisfaço factos consumados e verdades de cristal, percorri ontem uma das zonas portuenses que varremos em arruada, a Boavista, para colocar uma questão simples às mesmíssimas pessoas que havíamos cumprimentado e que nos haviam retribuído um sorriso de confiança bem como a promessa subliminar do voto: «Por que acha que o Dr. Menezes não ganhou?» As respostas foram surpreendentes vindas de gente laboriosa pouco interessada em política e muito menos dada a facebooks: donos de restaurantes, frutarias, peixarias, cafés, gente da loja da esquina, professoras reformadas, gente da rua, na rua, gente suficiente para me dar uma explicação consistente para a minha derrota, a nossa derrota. Ei-los no que, grosso modo, me disseram: «Eu gosto muito do Dr. Menezes, mas não votei nele porque nunca explicou como seriam pagas as dívidas deixadas em Gaia; o Dr. Menezes nunca teria recursos para cumprir o que prometia; com a situação do País é pouco plausível que o Dr. Menezes cumprisse o que prometia; o Dr. Menezes é muito bom político e fez imenso por Gaia, mas tive medo de que deixasse o Porto igualmente endividado.» [Read more…]

Onde pára? No cartaz!

Parou  e inclinou, Bruno! O cartaz, claro.

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Mas, ao que parece vai continuar viagem e não fica por cá.

Um boa notícia.

Abstenção, Gémeos Semedo e Passos

Há uma cómica homologia entre Passos Coelho e João Semedo do BE e quem diz Semedo, diz Catarina. Homologia não só na escala da derrota autárquica, os extremos tocam-se, mas no preço político da inexpressividade e do negativismo de uma liderança ainda que numa liderança a meias. Nada mais fatal em termos políticos. Numa análise superficial ao discurso de ambos ou deste tríptico-de-pele-e-osso, a mensagem que predomina é negativa, derrotista, formalista, passa desapontamento e não carreia esperança, não tem capacidade para insuflar ânimo. Entre ele-Passos e um cangalheiro não há diferença: a face é funérea por defeito profissional. Passos quer desempregar em larga escala no Estado. É uma necessidade. Semedo celebra ou fantasia as derrotas relativas da Direita, insulta e rebaixa a Direita, mas não tem nada de seu a celebrar, nenhuma vitória aporta à Esquerda, nenhuma esperança tem a dar, senão a secura do fim do mundo e o desalento chova ou faça sol.

Do outro lado da barricada retórica negativa e depressiva comum à bina Passos / Semedo-Catarina, não temos no Lágrima Seguro ou no Testosterona Costa, pelo contrário, os portadores da esperança, da confiança e da alegria, mas os simuladores de alternativas, os porta-estandartes do Favor Político e da Empregabilidade Política, conforme os velhos genes socialistas. Os socialistas têm um especial instinto de emprego com eles, só que um emprego à pala do Estado, um emprego favoritista, um emprego pela multiplicação de cargos, de tretas, da grande teta da cultura ao grande chupismo solene dos que se aproximam do grande mamilo de Esquerda que os socialistas maquilham de túrgido, mas anda sempre ressequido, pago pelo resto da maralha nacional com sangue, suor e lágrimas: com Testosterona Costa, Lisboa corre o risco de se tornar, isto é, de continuar ou ampliar um oásis para este tipo de liberalidade só para amigos na mesma proporção com que o Príncipe Independente Moreira CDS-PP, no Porto, sentado na sua liteira aristocrática de ouro, paralisará o Porto nas boas contas, petrificará o Porto na gestão corrente, ele que não deu às turbas porcos assados nem gajas roliças pimba a dançar e a cantar para ser eleito nem dará manuais escolares grátis do 1.º ciclo a todos os pais da cidade, folgados ou apertados. [Read more…]

Os vitoriosos da treta

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Sobre a decadência dos partidos já escrevi aqui, designadamente sobre Matosinhos, caso paradigmático de estapafurdice do PS, lamentavelmente corroborada por pessoas inteligentes e que já deviam ter juízo, como Manuel Maria Carrilho, que não se importou de se sentar ao lado de um candidato sem qualidades (e com tristes projectos para a Cultura) para enfrentar quem já tinha caminho feito naquela câmara municipal – Guilherme Pinto, que acabou por ganhar como independente.

Decadência, sim, dolorosa de ver, sobretudo na visão da cegueira de quem acha que tudo pode continuar, e continuar na mesma. Acabou-se o tempo dos partidos, está chegada a hora de outra coisa:  já visível, embora ainda com as naturais ligações às máquinas partidárias (de onde viriam esses valentes se não dos partidos?) As pessoas querem votar em pessoas, e estas Autárquicas comprovaram-no.

Bem podem os aparelhos partidários protestar, punir, expulsar: os destinatários da sua acção (missão política) não querem já saber dessas revoltas que nada mais são do que a movimentação dos ratos no porão de um navio naufragado. E o Bloco de Esquerda, apesar de ser uma organização partidária recente, não se safou. [Read more…]

Abstenção, brancos, nulos e representatividade

Almada, CDU: abstenção=59,5% brancos=4,6% e nulos=4,1%
Arcos de Valdevez, PSD: abstenção=49,1%, brancos=4,2% e nulos=1,8%
Aveiro, PSD/CDS: abstenção=51%, brancos=5,3% e nulos=2,8%
Braga, PSD/CDS: abstenção=40,1%, brancos=3,2% e nulos=1,8%
Bragança, PSD: abstenção=45,4%, brancos=2,7% e nulos=2,4%
Calheta (Madeira), PSD: abstenção=47%, brancos=0,8% e nulos=3,2%
Castelo Branco, PS: abstenção=49,3%, brancos=4,2% e nulos=3,1%
Chaves, PSD: abstenção=46,2%, brancos=3,7% e nulos=2,9%
Coimbra, PS: abstenção=50,6%, brancos=5,4% e nulos=2,8%
Elvas, PS: abstenção=52%, brancos=2,9% e nulos=2,4%
Évora, CDU: abstenção=50,3%, brancos=3,8% e nulos=2,3%
Faro, PSD/CDS: abstenção=56,3% brancos=5,6% e nulos=3,4%
Fundão, PSD: abstenção=45%, brancos=4,9% e nulos=2,7%
Guarda, PSD/CDS: abstenção=40,5%, brancos=3,6% e nulos=4,6%
Ílhavo, PSD: abstenção=59,9%, brancos=6,7% e nulos=3,7%
Leiria, PS: abstenção=50,2%, brancos=8,4% e nulos=5,1%
Lisboa, PS: abstenção=54,9%, brancos=4% e nulos=2,9%
Mafra, PSD: abstenção=50,3%, brancos=6,6% e nulos=3,9%
Moimenta da Beira, PS: abstenção=45%, brancos=4,3% e nulos=2,7%
Montijo, PS: abstenção=60%, brancos=5% e nulos=3,2%
Olhão, PS: abstenção=58,4%, brancos=5,4% e nulos=2,8%
Ponta Delgada, PSD: abstenção=54,1%, brancos=2,1% e nulos=1,2%
Porto, Indep. R.Moreira: abstenção=47,4%, brancos=2,5% e nulos=1,9%
Santarém, PSD: abstenção=48%, brancos=4,8% e nulos=3%
Setúbal, CDU: abstenção=61,3%, brancos=4,6% e nulos=3,2%
Viana do Castelo, PS: abstenção=46,7%, brancos=5,1% e nulos=2,8%
Vila Real, PS: abstenção=40,8%, brancos=2,5% e nulos=2,1%
Viseu, PSD: abstenção=52%, brancos=5,4% e nulos=4%
Fonte da amostra: Público

Autárquicas em Matosinhos – uma história triste

manualmesasDesde os 18 anos – já lá vão 12 – que faço parte das mesas de voto da Freguesia de Leça da Palmeira. Neste ano, fruto da condição de candidato à União de Freguesias de Matosinhos-Leça da Palmeira, para onde fui eleito, não pude fazer parte dos membros das assembleias de voto, embora tenha passado o dia na Escola Secundária da Boa Nova, com passagem pela Augusto Gomes, em Matosinhos. Mas foi em Leça da Palmeira que presenciei acontecimentos inacreditáveis, a poucos meses do 40.º aniversário da democracia. O resto foi chegando ao conhecimento da candidatura da CDU durante o dia. [Read more…]

Gaia:YES, we WIN!

euevrConfesso que não são muitas as palavras que os dedos conseguem construir no teclado, não sei é se o problema é dos dedos ou do teclado. Há quem diga que é do cansaço.

Vivi ontem uma das noites mais felizes da minha vida.

Terei sido um dos que mais escreveu sobre Vila Nova de Gaia (a minha terra) nesta coisa a que alguns chamam blogosfera. Terei sido do primeiros (o único?) a mostrar o que era a gestão de Luís Filipe Menezes. Assumi o meu anti-Menezismo quase primário. Exagerado é certo, porque algo de bom estava feito. Mas, caramba, foram 16 anos! Recordo três exemplos:

falei do dinheiro entregue ao Centro de Estágio de uma equipa profissional de futebol;

– o desemprego em Gaia

– sobre o Marco António. [Read more…]

47,36%

abstiveram-se de votar (resultados ainda provisórios).

Porto

Em terceiro? Fantástico!

O Portal do Eleitor

e o serviço informativo via SMS para o 3838 nada informam sobre a secção de voto a que devemos dirigir-nos no Domingo. «O local específico da sua mesa de voto poderá ser consultado na Junta de Freguesia da sua área de residência.» Para quando o voto electrónico?

Domingo, o Estado Vai a Enterrar

No próximo Domingo, há um País esmagado que vai votar e não tem alternativa senão votar. Vai votar contra o PSD-CDS? Claro que sim. Instintivamente, primariamente, vota-se primeiro no primeiro sócrates fajuto e fraudulento que nos apareça pela frente como em de 2009 para logo depois lamentar ter votado na bancarrota de 2011 só possível por um avolumar corrupto e brutal de dívida. Mas Domingo, esse País também votará, se for inteligente, contra a demagogia primária do PS, contra o eleitoralismo básico do PS, contra a lágrima fácil do Seguro e o condoimento impostor do PS, contra a recusa do diálogo do PS, contra a irresponsabilidade de apoucar Portugal e os esforços portugueses do PS, contra a omissão manhosa da história socialista em quinze anos de governações e respectiva devastação nacional, contra a cegueira aos sinais positivos de evolução da economia, contra a mensagem de desespero e inutilidade dos esforços e grandes privações dos portugueses.

Domingo votaremos em quem nos puxa para cima e nos eleva na Esperança, em quem inspira orgulho e enaltece o mérito de empresários locais, de quem não se limita a imputar ao Estado e ao Governo todo o ónus de carregar com as multidões às costas. Votaremos nos que garantem as estratégias de desenvolvimento que promovam a autonomia e a liberdade das pessoas. Afinal, o que impede PSD, CDS e PS de se entenderem contra a eventualidade de um segundo resgate? Nada. Só a baixeza do Regime e a caquexia dos Soares, dos Alegres e de toda a fauna negativista da Esquerda. O Centro e a centralidade decisórias são um nó cego. Temos de apostar é nos autarcas dinâmicos, capazes de pensar fora da caixa, que não se limitam a dizer, como Rui Moreira, «Isso é impossível! Aquilo tem inúmeros inconvenientes. Essa ideia ainda terá de ser pensada.», incapaz de ousar. [Read more…]

Há Quem Adore

Há quem goste

vota psd cds

Mau Gosto e Mau Português

Aí está o condicionamento psíquico do redil eleitor provindo das hostes socialistas-bloquistas-comunistas. Será isto justo para os bons candidatos sejam de que partido forem?! Ir a jogo lealmente, isso é que o desespero segurista não pode nem o dos outros. Primeiro, foram as impugnações manhosas na secretaria, festa do PS e do BE. Agora, a tentativa do tudo ao molho contra o PSD e CDS-PP e fé em Deus, como se subjacente a uma eleição local não repousasse o princípio de escolher os melhores e mais capazes. Não se deixem enganar: dia vinte e nove, votem no melhor candidato do BE, no melhor do PS, no melhor do PSD, no melhor do CDS-PP, no melhor do PCP/PEV. Se fosse possível que nos vingássemos do Governo com eficácia, jamais poderíamos perder a oportunidade de nos vingarmos do PS igualmente, porque devastou e porque é frouxo. Infelizmente, não nos podemos vingar do BCE, da CE e do FMI, senão fazendo o que nos pedem e o que a Alemanha, por trás, exige inflexivelmente.

Em Gondomar

está resolvido – adeus Major!

A resistência em construção

Quem pensa que podemos sair do buraco onde nos meteram sem os partidos de esquerda está muito enganado. Os partidos de esquerda que pensam chegar a algum lado sem a mobilização dos que estão fartos de partidos e se querem manter independentes não vão longe.

Como se conjuga uma e outra coisa tem sido o problema.

Começou por se fazer na rua, em manifestações que, melhor ou pior geridas, colocaram a mobilização noutro patamar. Estas eleições permitiram ensaiar outro degrau. Falo dos movimentos de cidadãos independentes com ou sem apoio de partidos, e em particular daquele onde estou, o dos Cidadãos por Coimbra.

Juntar organicamente as mais diversas e pessoais vivências de esquerda é complicado. Inclui paciência, tolerância, e naturalmente conflitos, mal-entendidos, chatices: faz parte do fazer política. Só os que se fazem com a política não sabem o que isso é. Procurar consensos, e eles não sendo obrigatórios ajudam ao caminho, dá trabalho.

A transparência, a participação, o combate aos negócios autárquicos de todos os dias, unem. Como o pensarmos os vizinhos como a medida da cidade, aquilo a que sempre se chamou e tem de voltar a ser orgulho, o sermos progressistas.

Falta muita gente, organizada ou não? falta. Lá chegaremos.

Aquilo que já foi feito, a uma semana dos resultados, é promissor. Vários percursos na esquerda, várias correntes, muitas já históricas, e sobretudo quem nunca teve nada que ver com isso, todos sabendo que acima está aquilo que nos une, muito mais forte do que os divididos. Nada como amar a cidade e concelho onde vivemos para nos facilitar a vida:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ZMwuZaoDxWQ]
Vídeo do Tiago Cravidão, digamos que a produção foi minha.

Francisco Lopes (PSD/CDS Lamego) é sexy

Nem Anjos Nem Demónios

Estou convencido, caro JP, que no próximo Domingo a passividade e o desânimo nacionais não vão ter demasiadas razões de excitação ou contraste, aconteça o que acontecer, dada a constrição económico-financeira do País e sobretudo dada a espessa incerteza europeia em que vivemos.

Os dados estão lançados, hoje, na Alemanha. Alguma mudança no horizonte? Népias. O nosso País está muito além do protesto e muito aquém da esperança, mas a Política, enquanto pretexto para o insulto frustrado e a esperança fundada ou infundada de aperfeiçoamento e progresso, deve concitar das pessoas a importância que realmente merece. Imensa.

Nesta medida é que duvido sinceramente que o voto nestas autárquicas exprima essa tal dimensão nacional em que insistes. A família, o bairro, a vila, a cidade, têm aspirações muito radicadas na classe e competência dos bons candidatos locais os quais não podem pagar pelas borradas que pautaram especialmente os anos de baderna socialista-socratista, onde não faltaram malícia e lógicas fascistas de fabricação de factóides publicitários e propagandescos longe, muito longe da verdade. [Read more…]

No País dos Marco-antónios

Marco António Costa, meu caro João, não está de todo em causa, no próximo dia 29. O pior que nos aconteceu e acontece, pela mão devastadora da Política, não se erradica, erradicando os marco-antónios, porque Portugal é um País de marco-antónios, sobretudo quando se faz um excepcional marco-antónio, isto é, quando se articula e corporiza uma formiguinha excepcional da política. Marco António é bom, excepcional, no seu papel de psicólogo de massas e mobilizador político. Lamento, João.

E se até concedo que por isso mesmo ele não terá tão pesada cruz, como sugeri, liderando a campanha de um PSD, que nas circunstâncias presentes é apenas o Polícia Mau do Poder Político [em contraponto com o Polícia Bonzinho e Distraído PS] apenas porque esse PSD tem cofre para milhares e milhares de euros de Quim Barreiros e Emanuel, em Gaia, está para nascer Povo Português que não misture o espírito da festa da Padroeira com o da campanha eleitoral e onde os pobres e remediados não agradeçam quaisquer ganhos compensatórios mediante o grande festim pelos poleiros locais. É preciso ser excepcional, ímpar, denodado, para se acompanhar a passada decisória e estratégica de Menezes. Eis Marco António. [Read more…]

Efectivamente, sem Hostilizar

O que jaz e subjaz denunciado neste texto faz estarrecer. Na sua globalidade, o autor parece suficientemente demolidor da sacra, seráfica e mui respeitável figura rui-rioniana para principiantes, bem-intencionados e para os outros. Chega-se ao fim e pensa-se no sepulcredo caiado da manufactura política e sobretudo no cinismo de certos ataques e acusações aos adversários ou rivais. A verdade não perdoa. A verdade nunca hostiliza. É a verdade. Mesmo nos interstícios da mentira há verdade. Mesmo no âmago do erróneo e no núcleo duro do errático há verdade. Mesmo num post imperfeito e sofista há verdade. Efectivamente.

A corja ou os dados viciados

dados
Como era de esperar, o pindérico boicote televisivo à cobertura jornalística da campanha eleitoral autárquica mostra, desde já, os seus fins. Ouvi hoje – custou, mas ouvi – os comentários com que o sr. Santos Silva polui o “éter” semanalmente e nos quais perorou abundante e disparatadamente sobre a situação dos diversos partidos e as suas – dele – expectativas quanto às eleições.

Confesso que estava curioso com os termos em que seria feita a despedida por parte do entrevistador, já que começara, oficialmente, a campanha. Um sorridente e cúmplice “até para a semana” desfez as dúvidas: os comentadores profissionais – inclusiva e principalmente os dirigentes partidários em actividade ou em pousio – continuarão em plena actividade. Poderão os candidatos – só me lembro de António Costa – ser substituídos por artista semelhante, mas nada mudará senão o facto de não haver, sequer, uma sombra de contraditório, já que foi decretado o silêncio jornalístico. [Read more…]

As Grandes Virgens

Tirando Amorim, as demais virgens autárquicas, Grandes Virgens!, a Virgem Vítor Rodrigues e a Virgem Guilherme Aguiar, não vão a Fátima para encontros “casuais” com peregrinos eleitores, não dão electrodomésticos ou esferográficas nem se prestam às imposturices da praxe para apanhar o voto.  Tau-tau? Só há tau-tau para o Amorim. Até o Guilherme Aguiar virginaliza pureza, beijos e abraços a bebés, crianças, mulheres e velhinhas, e não se contamina. Tudo bate, senhores, no Amorim. Bata você também.

Jornalista troca seriedade por sensacionalismo

Professores trocam alunos por campanha autárquica. Lapidar, João Paulo.

Ai os meus ricos critérios jornalísticos!…

televisões
Reina um histérico pânico nas televisões – não tanto nos jornais, honra lhes seja -, subitamente preocupadas com a liberdade de informação – sejam bem-vindas – e com o que dizem ser um assalto à sua liberdade editorial. Tudo porque a Comissão Nacional de Eleições, no estrito cumprimento das suas funções, lembrou a legislação que, desde 2001, rege, entre outras coisas, esta questão.

A CNE, valha a verdade, não diz nada de especialmente novo quando chama a atenção para a necessidade de tratar com igual disponibilidade informativa todas as candidaturas. Isso já acontecia antes e sempre levantou problemas mais complexos nas eleições autárquicas, como é natural. Tais problemas, com mais ou menos queixas e protestos, sempre foram superados. Porquê tanto nervosismo agora? O que justifica esta operação – perpetrada pelo conjunto dos canais televisivos – de redução do parecer da CNE a uma caricatura, atribuindo-lhe determinações que lá não estão ou, pelo menos, não com o sentido que se lhe pretende atribuir? E porquê só nestas eleições, uma vez que a lei é de 2001? [Read more…]

Beberam?

Ou é mesmo uma dúvida?

Saberá, caro leitor, qual é o candidato da coligação Porto Forte?

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A Sondagem do Porto Canal – II

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Voltando ao tema:

É ou não é verdade que o Porto Canal, como antes anunciou aos seus espectadores, encomendou uma sondagem à Pitagórica para os concelhos dos debates organizados pelo canal?

É ou não é verdade que no debate de Matosinhos essa sondagem foi publicada. E algumas pessoas souberam, por antecedência de pelo menos cinco horas os respectivos resultados.

É ou não é verdade que um dos candidatos a Gaia pressionou fortemente o Porto Canal para a não divulgação dos resultados dessa sondagem?

O Porto Canal que conheço, os seus brilhantes profissionais, merecem que continue a aguardar e não a pensar outras coisas. Mas, será que ainda vou ter de ser eu (hoje) a tornar público os resultados da sondagem Porto Canal/Pitagórica?

Era escusado…

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