O lapso

Fernando Leal da Costa
Porque são os mais pobres e os mais fracos que têm de vir ao Serviço Nacional de Saúde“, disse Fernando Leal da Costa, secretário de estado adjunto do MS, deixando clara a sua perspectiva sobre o que deve ser o SNS. O cardeal Cerejeira não diria melhor.

Vivo num país falhado

Num estado a sério, podemos confiar que o estado não muda de opinião como quem muda de cuecas. Por isso se podem tomar decisões a longo prazo, fazer investimentos, contar com uma reforma, fazer opções reflectidas. Num país falhado, obriga-se ao investimento em maquinaria e obras para se terem espaços de fumadores e depois, passados nem 5 anos, mudam-se as regras e diz-se que esses equipamentos e essas obras são para mandar para o lixo.

Num estado a sério, o estado abstém-se de intervir no espaço privado de cada um. Num país falhado, o estado entra pelo pão a dentro para controlar o sal, salta para o carro para ver se há fumo ilegal e está a um passo de entrar casa dentro para decidir como se vive saudavelmente.

Num estado a sério, o estado procura educar as pessoas para que estas se tornem responsáveis e tomem as melhores decisões. Num país falhado, o estado toma os cidadãos por imbecis e faz de papá-galinha.

Infelizmente, mesmo sendo não fumador, vivo num país falhado.