O lapso

Fernando Leal da Costa
Porque são os mais pobres e os mais fracos que têm de vir ao Serviço Nacional de Saúde“, disse Fernando Leal da Costa, secretário de estado adjunto do MS, deixando clara a sua perspectiva sobre o que deve ser o SNS. O cardeal Cerejeira não diria melhor.

Comments


  1. Infelizmente, também não será difícil ouvir alguém do MEC descair-se ao dizer:
    “Porque são os mais pobres e os mais fracos que têm de vir à Escola Pública“. 🙁


  2. E, em caso de fome, usufruem da assistência do banco contra a fome.

    Tudo jóia com o estado social a que isto chegou.


  3. Comentar o quê – não gosto da gravata azul do tipo

  4. Rui Moringa says:

    Mas! O que o homem disse não é uma verdade?!
    São os mais pobres que vão ao SNS.
    Vejamos: O ricos têm dinheiro para irem onde quiserem. Vão aos serviços privados ou ao SNS e, aí, entram pela “porta do cavalo”.
    Os funcionários públicos têm a ADSE e outro tipo de cobertura de assistência na doença e, por isso, podem escolher os serviços privados.
    Os médicos que agora fizeram greve, no passado, na alteração do horário de trabalho para as 40 horas semanais conseguiram negociar com este Governo que esse aumento fosse acompanhado de remuneração. Se trabalham 40 horas ganham mais. Os outros funcionários públicos não têm esse benefício. Trabalham mais pelo mesmo dinheiro, logo perderam.
    Acho curioso este tipo de “equidade” e os comentários “à flor da pele” de muita gente.
    Não sou do PSD, não sou médico e não sou funcionário público.


    • Dizer-se que o SNS é para os “mais pobres e fracos” é dizer-se algo que dá pano para mangas e que a gente, aqui chegados, desconfia à distância:

      – deixa-se estagnar.

      O mesmo se passa com a educação. A escola pública tornar-se para os “mais pobres e fracos”.

      O mesmo se passa com a segurança social. As reformas e pensões tornarem-se para os “mais pobres e fracos”.

      E a classe média esvai-se em impostos e cortes salariais de toda a ordem, sendo que o seu trabalho paga esse estado social (em degradação) para “os mais pobres e fracos” , ao mesmo tempo que não consegue pagar outra assistência, outra escola ou outro regime de pensões e reformas.

      O que o homem diz é manipulação e propaganda.


    • Sr. Rui Moringa,
      O meu filho mais velho é médico. Quando o horário dele mudou para 40 horas semanais, o vencimento ficou igual.

  5. JgMenos says:

    O lapso?
    Uma lapalissada, os pobres não têm alternativa. Os fracos provavelmente são quase-pobres,
    Talvez se deva criar uma palavra nova para pobres para não ofender as almas progressistas: deficientes económicos, excluídos da riqueza, desremediados, inricos?:

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