Coelho com dificuldades em ejacular

Agora é que vai ser, isto é, já é, ou seja, está quase, quer dizer, será com certeza, talvez.

Guerra civil: Cavaco manda os portugueses contra o Banco de Portugal

Cavaco desafia portugueses a “vencerem previsões negativas” do Banco de Portugal

Numa iniciativa inédita, o Presidente da República pôs-se ao lado dos portugueses contra o Banco de Portugal, desafiando os cidadãos a contrariarem as previsões feitas por esta entidade, que antecipa uma recessão profunda para 2012, ano que Passos Coelho já considerou como o do princípio do fim da crise, embora não se saiba muito bem quanto tempo durarão o princípio e o meio do fim da crise. Não há também muitas certezas quanto ao tempo que durará o fim do fim da crise.

Segundo o próprio Presidente, alguns portugueses, desde quinta-feira, ter-lhe-ão perguntado “Não será possível fazer com que a realidade seja melhor?” Não sei se se estaria a referir ao dia de ontem ou à quinta-feira da semana passada, mas, seja como for, as perguntas parecem ter despoletado em Cavaco um arrebatamento tal que deu por si a incentivar os portugueses. Com a sageza que o caracteriza, e evitando utilizar a primeira pessoa do plural, ei-lo que diz aos bravos lusitanos: “Estão a ver aqueles senhores altamente qualificados a fazer previsões negativas e a dizer que a recessão irá aumentar? Agora, peguem nos vossos salários congelados, nos empregos que perderam, nos impostos que vos aumentaram, no pão que encareceram e vão lá contrariá-los. Vá, vão lá, não tenham medo, que eu fico aqui a ver!”

O fim da crise no cérebro de Sócrates

 

Cérebro humano está uma bola de ténis mais pequeno

Sócrates diz que Portugal foi dos países que melhor saiu da crise em 2009

 

Mais uma vez, as notícias, mesmo sem saber, estão relacionadas. Efectivamente, só um encolhimento cerebral pode levar Sócrates a afirmar que Portugal saiu da crise. Se for este o caso, penso que é arriscado mantermos um primeiro-ministro inimputável. Por outro lado, pode dar-se o caso de que o chefe do governo acredite que é possível proferir inanidades, graças ao encolhimento do cérebro dos portugueses, o que, a ser verdade, é um caso de desrespeito por pessoas com deficiência cognitiva. Seja como for, é grave.