F de Fundir?

O conjunto de mentes brilhantes que está no governo segue dois grandes princípios: leviandade e falta de respeito pelos cidadãos.

Por vezes, nota-se mais a leviandade, que leva Passos Coelho a anunciar uma linha férrea que tem o objectivo de ligar Portugal a França, mas não tem continuação em Espanha; noutras ocasiões, é mais visível a falta de respeito pelos cidadãos, que faz com que o governo vá baixar os subsídios por doença.

Mas é na obsessão pelas fusões que se vêem ambas as atitudes de mão dada. Na reforma administrativa e na Educação, contra a autonomia e o bom senso, o Governo irá fundir freguesias e escolas, segurando a troica acima da água e afogando o país, uma espécie de Camões ao contrário.

Estudos, opiniões, pareceres, análises ou sensibilidade são palavras inúteis. O país bem pode reclamar, implorar, apelar à razão. O Governo, impelido pela tara, sem nada debaixo da gabardina aberta, só sabe gritar: “O que eu quero é fundir!”

Ainda a Gestão das Escolas II – os TERA – agrupamentos

A gestão das escolas continua em cima da mesa porque o Governo se prepara para alterar (ou não!) a Legislação que a regula. No Clube de Matemática, Matias Alves declara algo que subscrevo integralmente:

“o movimento de agregação de escolas é uma má decisão política – é um erro crasso – que vai trazer graves problemas à organização do ensino e às aprendizagens dos alunos”

E o erro fundamental está na dimensão que se está a dar aos MEGA-Agrupamentos de Escola. Correcção: não são mega, são Giga, ou antes TERA – Agrupamentos. Ironicamente a palavra TERA, aqui usada como prefixo, significa monstro!

Para os menos atentos, lembro que o Ministério da Educação, antes alojado na 5 de Outubro, algures ali pela capital, tinha regionalmente, direcções agora num processo de extinção.

Ora, o que pretende fazer o Governo? [Read more…]