Vem aí a super-esquadra-mega-agrupamento-escolar

Imagem5Segundo os computadores da OCDE, Portugal ainda tem polícias e professores a mais. Nestas áreas, de acordo com o Jornal de Negócios, é necessário “um ajustamento mais substancial”. Alguns, mais ingénuos, poderão pensar que “ajustamento” é um eufemismo de “despedimento”, mas estão enganados: para haver eufemismo, os trabalhadores teriam de ser considerados pessoas, o que, felizmente, já não acontece.

Nuno Crato, o ministro mais rápido do Faroeste, já pensava que o único professor bom era um professor despedido. A OCDE, qual sétimo de cavalaria, faz soar o cornetim e vem em socorro dos ministros acossados no forte.

É fundamental, então, que polícias e professores se preparem para os tempos que aí vêm, porque é fácil adivinhar o futuro, tendo em conta o governo reformista que temos.

Não, não será suficiente despedir alguns professores e outros tantos polícias. O governo irá, com certeza, mais longe do que isso.

A solução estará na fusão de super-esquadras com mega-agrupamentos e as vantagens são evidentes.

Antes de mais, está para nascer uma nova profissão que poderá passar a chamar-se profelícia ou polissor. Alguns especialistas já se pronunciaram contra o primeiro termo, uma vez que se aproximará demasiado de delícia e convém evitar a lubricidade latente. De qualquer modo, a designação deste cruzamento entre professor e polícia está em consulta pública, pelo que a caixa de comentários está à vossa disposição, como serviço público que gostamos de ser. [Read more…]

Mega-agrupamentos: como desagregar escolas

contabilidadeA questão do tamanho das escolas é um factor fundamental para a qualidade do ensino. Nuno Crato, depois de, em 2010, ter criticado os mega-agrupamentos impostos por José Sócrates, prossegue a mesma política, orgulhando-se do que poupa, fingindo que não há perdas irreparáveis naquilo que é fundamental e mentindo repetidamente, quando afirma que tudo é feito com a aquiescência de autarquias e encarregados de educação. [Read more…]

Nuno Crato convoca protestos

bragaNuno Crato, para não destoar do que o governo anda a fazer ao país, continua a lançar o caos sobre as escolas e sobre a vida dos jovens portugueses, diante da indiferença generalizada de pessoas e entidades.

Só quem for completamente ignorante ou mal-intencionado é que pode defender que a criação de mega-agrupamentos é benéfica para o funcionamento das escolas. Trata-se de um processo que, só por si, provoca perda de proximidade e de autonomia e que terá reflexos na vida dos alunos.

Recomendo, a propósito, a leitura de vários textos do Paulo Prudêncio: 3 DDAS PESCAS e DA ROTINA Para que os leitores saibam que não estamos na presença de nenhum nuno crato, é importante lembrar que o Paulo foi presidente do Conselho Executivo da Escola EBI de Santo Onofre, escola então considerada modelar, e possui um mestrado em Gestão Escolar pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. [Read more…]

Educação: as prioridades do Governo

Com o ano lectivo a chegar ao fim do primeiro terço, Nuno Crato quer proceder à criação de mais mega-agrupamentos, o que implica alterações na organização e na gestão dos estabelecimentos de ensino que forem sujeitos a essas medidas.

Nuno Crato, com a desfaçatez dos insensíveis, terá declarado que isso não provocará “perturbação no funcionamento” das escolas.

Concorde-se ou não com a criação dos mega-agrupamentos, a verdade é que as escolas têm um ritmo próprio e a preparação de um ano lectivo deve fazer-se com a maior antecedência possível, para bem de toda a comunidade educativa. A alteração profunda que implica a criação destes novos agrupamentos deveria obrigar à sua preparação com cerca de um ano de antecedência, o que não tem acontecido.

Por maioria de razão, é completamente absurdo proceder a alterações deste calibre, enquanto está a decorrer um ano lectivo. É evidente que Nuno Crato não ignora nada disto, mas já se percebeu que a Educação não faz parte das suas preocupações.

Entretanto, há cada vez mais notícias de crianças que passam fome, o que não impede o governo de continuar a fazer cortes, também sob a forma da criação de mega-agrupamentos. No fundo, é uma questão de coerência: um governo que não se preocupa sequer com a simples sobrevivência das pessoas não poderia ter a Educação ou a Saúde como prioridades.

Baralhado

Confesso que o Tico e o Teco andam um bocadinho baralhados.
Sim, uma das minhas dúvidas existenciais está resolvida  – já sei onde estão a Maria e o Burro!
Mas continuo sem perceber o que se está a passar.
Num dia é uma encomenda que rebenta nas mãos do bombista – o MEC faz a encomenda do estudo e afinal a conclusão é de que o serviço público de educação prestado pelas escolas públicas é mais barato que o serviço privado que o MEC também está a pagar. E o MEC até escreve sobre o assunto!
No dia seguinte é o Conselho Nacional de Educação que vem gritar uma verdade que é do conhecimento de todos –  “a recente criação dos chamados mega-agrupamentos “tem vindo a criar problemas novos onde eles não existiam.”
São dois momentos COMPLETAMENTE contrários a Nuno Crato e aos seus interesses! Escandalosamente contra!

Quando se fala das funções do estado, do despedimento de funcionários públicos ( 1 em cada 6 são professores) fico confuso com o que se está a passar:
– são apenas sinais da vitalidade da nossa democracia?
– são os ratos a fugir do navio que se está a afundar?
Ou antes pelo contrário?
Ajudem-me! Quero perceber o que se está a passar!

Início do ano lectivo: o seu filho, o seu sobrinho ou o seu primo mais novo vão ser prejudicados

A teia urdida por um governo que se fez eleger com o objectivo de destruir o país conduzirá a que o seu filho, o seu sobrinho, o seu primo mais novo ou qualquer um dos seus concidadãos em idade escolar sejam extremamente prejudicados, uma vez que a qualidade da Escola Pública irá, inevitavelmente, diminuir.

Num país em que o Estado já só existe como meio para ajudar os privados, apenas os mais endinheirados poderão proporcionar aos seus filhos uma educação equilibrada. Aos outros, resta esperar que os profissionais que trabalham nas escolas consigam resistir à destruição de um sistema educativo cuja ruína se tem acentuado a partir do momento em que José Sócrates chegou a primeiro-ministro, pelo que seria bom que o PS se remetesse a um silêncio decoroso, ao contrário do que fez o presidente da Câmara de Amarante, que, ainda ontem, elogiou Maria de Lurdes Rodrigues, a mãe de Nuno Crato. [Read more…]

Regresso ao trabalho

Aliviado por ter a vida resolvida antes das férias, lá fui passar uma semanita no Oeste em casa de uns amigos da minha irmã.
E que amigos! A dona da casa, a Joana, vive lá com o marido, a filha de 18 anos e a namorada. Namorada da Joana, entenda-se, para grande desgosto do corno manso do marido. Partilham a casa com outro casal – ele é bissexual e ela anda em chats de engate. No meio daquilo tudo, só conseguia pensar para mim próprio: e eu a pensar que era progressista e avançado em matéria de costumes!
Gente marada mas muita simpática – as férias passaram num voar.

Já voltei ao trabalho no meu agora  mega-agrupamento do litoral. Litoral porque não fica bem no interior, mas não tenho vistas para o mar, tenho é vistas para os transportes público  (como sabem, não tenho carro e as várias escolas do Agrupamento ficam longe umas das outras).

Vai ser bonito! Só estou à espera do horário para ver quanto tempo tenho para correr de uma escola para a outra, mesmo que não saiba como é que vou correr. Se calhar vou ter de usar o Subsídio de Natal para tirar a carta e dar entrada para um carrito…
Mas espera! Não vou ter subsídio este ano! Sendo assim, resta-me esperar que o Director se lembre que entre a Secundária (casa fina, gente rica é outra coisa, e lá me deram duas turmas, 4 horas por semana) , a EB 23 que até fica perto (mais 3 turmas) e a outra EB23 dos súburbios (para 11 turmas faltavam 4), não tenha de apanhar muitas vezes o táxi e consiga usar os autocarros.

Para que servem os professores?

A Educação no Portugal democrático sempre foi um edifício em mau estado. Nos últimos sete anos, os três governos PS/PSD/CDS conseguiram o milagre de fragilizar ainda mais os frágeis alicerces desse edifício, limitando-se a disfarçar o mau estado do imóvel com uns painéis publicitários e outras manobras de marketing.

A partir do ano que vem, entre mega-agrupamentos, turmas com mais alunos e a dispensa irresponsável de milhares de professores contratados, o triste edifício ameaçará a ruína absoluta.

Em sete anos de políticas ruinosas, os professores souberam fazer três manifestações gigantescas e várias greves, mas não conseguiram e continuam a não conseguir travar a destruição quotidiana da Educação. Intoxicada por anos de inveja social, alimentada pelas máquinas de comunicação partidária, a opinião pública limita-se a olhar para os professores como uma corporação preocupada apenas com os seus privilégios.

Resta saber até que ponto esta visão será justa. Há pouco tempo, um amigo e colega defendia a necessidade de que os professores soubessem unir-se para protestar contra tudo aquilo que está mal na Educação e não apenas por razões relacionadas com questões corporativas.

A verdade é que podemos encontrar demasiados exemplos de pessoas mais preocupadas com a vidinha do que uma classe cuja principal preocupação deveria estar centrada na Educação: efectivos que se manifestaram em Lisboa e foram a correr entregar objectivos mínimos, sindicatos muitas vezes mais preocupados com domínio do território, professores que acatam acriticamente qualquer novidade, directores que se deixam transformar em fantoches do Ministério da Educação e muitos outros exemplos que não ficam bem na fotografia de profissionais qualificados que se deixam desqualificar todos os dias.

Os professores continuam, assim, a ser cúmplices da destruição da Escola e, portanto, indignos de uma das profissões mais nobres que se pode desempenhar. Há muito para pensar e há muito para pôr em causa, o que inclui formas e razões de luta. Enquanto isso não acontecer, os professores servem para muito pouco.

Mega – agrupamentos: Diretores de escola têm o que merecem.

A Educação não foi ontem tema do Prós e Contra. Lá, no cantinho da Fátima, falou-se de muita coisa, mas não de Educação. De Educação, pouco ou nada ouvi. Fico sempre com a ideia que o cérebro é uma coisa tão interessante, que toda a gente deveria ter um, nomeadamente quando vai à televisão.

A temática dos mega-agrupamentos tem estado muito presente no Aventar nos últimos tempos: a manifestação em gaia que furou o silêncio em torno dos MEGA, as reflexões de Nuno Crato, comentador, sobre o tema,  ou até uma análise entre os MEGA e o trabalho de sala de aula.

Mas não temos visto explanada uma argumentação que tem sido consensual nas escolas: este processo é uma espécie de infanticídio, onde o criador mata o monstro. [Read more…]

Mega-Agrupamentos: MEC acaba de publicar uma nova lista

Que tem muitas novidades.

Em Vila Nova de Gaia, contra os MEGA

“Vi gente de todas as cores.Vi balões pretos e amarelos.
Vi gente de todos os agrupamentos.
Vi uma alegria em estar! Em ser.Uma alegria em dizer que isto não vai lá com o nosso silêncio.
Vi gente que se atreve a apontar o autismo de uma autarquia que não nos abriu as portas e nos deixou do lado de fora.
Vi sorrisos. Vi FORÇA!
Vi vontade de querer mais!
Isto vai…Porque queremos…” (in Professores de gaia)

Para que serve o Ministério da Educação?

Para além de prosseguir com a aplicação de medidas ruinosas, como a criação de mega-agrupamentos e o aumento do número de alunos por turma, o Ministério da Educação exige às escolas que indiquem, nesta altura do ano, os professores que ficarão sem alunos no próximo ano lectivo, o que, na realidade, é impossível, uma vez que nenhuma escola sabe, neste momento, quantos alunos vai ter.

Os professores que forem contemplados com o chamado horário zero, isto é, todos os que ficarem sem alunos, serão obrigados a concorrer. Impõe-se, então, a pergunta: e se, entretanto, se verificar que, fechadas as turmas, os professores que concorreram voltam a ser necessários? Segundo parece, há uma solução mirabolante para isso, mas não vamos desvendá-la, porque seria fazer concorrência desleal ao Inimigo Público.

Vale a pena, como é costume, ler a opinião ponderadamente revoltada do Paulo Prudêncio acerca da mesma notícia a que faço referência.

Respondendo à pergunta que está no título: o Ministério da Educação só serve para acrescentar dificuldades àquelas que são inerentes à vida das escolas.

Os mega-agrupamentos de Escolas – aulas longe do centro de decisão.

O Ministério da Educação e Ciência aproveitou a confusão Relvas, o diz que disse e não disse que pediu desculpas de uma coisa que afinal não tinha feito e tal…

E… Pimba! Eis os novos Mega-agrupamentos.

São muitas as questões em torno dos MEGA – AGRUPAMENTOS, mas para os menos entendidos nestas coisas da educação e das escolas públicas, importa explicar que estamos a falar sobre a gestão das escolas, isto é, dos antigos, muito antigos Reitores, agora Directores, que pelo meio foram Conselhos Executivos ou Directivos. Mas, fosse qual fosse o modelo, em cada escola “grande”, tipo “Preparatória ou Secundária” havia um. [Read more…]

A tua cara não me é estranha: Nuno Crato interpreta Isabel Alçada

Nuno Crato está pronto a participar no programa “A tua cara não me é estranha” e mostra-se cada vez mais apto a fazer uma imitação perfeita de Isabel Alçada, ficando, apenas, a faltar-lhe um vídeo idiota no início do ano lectivo.

Tal como Isabel Alçada, Nuno Crato prossegue o projecto de destruição do sistema educativo português, iniciado por Maria de Lurdes Rodrigues. Crato, no entanto, preferiu o estilo delicodoce de Isabel Alçada, optando, inclusivamente, por fazer declarações que, devido à quantidade de omissões, não são mais do que suaves mentiras sorridentes; à semelhança da anterior responsável pela pasta.

A propósito do disparate dos mega-agrupamentos vem dizer que são fruto “de um amplo consenso” e que “os agrupamentos agora criados têm uma dimensão equilibrada e racional, e têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis”.

Para quem quiser saber mais sobre as razões que transformam a opção pelos mega-agrupamentos um crime, pode fazer uma pesquisa pelo google. Pode também relembrar as palavras de Nuno Crato, quando desempenhava o papel de comentador sensato.

Novos Mega – Agrupamentos

Eis a lista. O MEC divulgou uma nova lista a 1 de junho de 2012.

Em comunicado o MEC divulgou hoje um pacote de fusões verdadeiramente espantoso. Para memória futura deixo o texto enviado à Comunicação Social e que mostra a falta de qualidade desta gente: [Read more…]

Uma escola com 9000 alunos em Mafra

As sucessivas derrotas dos partidos da austeridade franco-alemã têm provocado o pânico entre as hostes político-jornalísticas dos vários centrões instalados numa Europa ocupada por um exército de burocratas que defende interesses privados à custa da vida dos cidadãos. Agita-se o fantasma dos extremismos e dos radicalismos, misturando, no mesmo saco, os que se opõem ao roubo que Merkel considera necessário e os que sonham com imigrantes em campos de concentração.

A propósito de radicalismos e de extremismos, gostaria de propor a leitura do texto que está na primeira página de hoje do Diário de Notícias. O título é “Ministério preprara agrupamento com nove mil alunos”: [Read more…]

Julho de 2010: Nuno Crato critica os mega-agrupamentos

Vale a pena ver com atenção os dois vídeos que se seguem, com a participação de Maria do Rosário Gama no programa “Plano Inclinado”, em que um dos comentadores residentes era Nuno Crato. Ouça-se, com muita atenção, o modo como Nuno Crato mostra uma indignação solidária contra o disparate dos mega-agrupamentos, o mesmo disparate para o qual, menos de dois anos depois, contribui, como ministro. Enfim, cratinices. [Read more…]

Reforma administrativa: um único concelho no país

Estado eucalipto-centralizado
(Clicar para ampliar)

O Aventar soube que o próximo passo da reforma administrativa será a fusão de todos os municípios num único. Para que não haja críticas de favorecimento a Lisboa, a sede do futuro município português em Vila de Rei, centro geográfico de Portugal. Assim, e de acordo com as palavras de Álvaro Santos Pereira, “o centro do país ficará mesmo no centro de Portugal.”

É certo que todas estas alterações obrigarão à construção de um vasto conjunto de edifícios, mas a poupança gerada pela diminuição dos gastos com pessoal compensará largamente o investimento a ser realizado. Será, ainda, construído um aeroporto ao lado do marco geodésico a 10 km de Vila de Rei, que será dotada daquele que passará a ser o único hospital do país. No que respeito à Educação, será também em Vila de Rei a sede do Hipermegateragrupamento da Escola EB1,2,3 com Secundário Portugal.

Assim, haverá três juntas de freguesia: Vila Real, Vila de Rei e Vila Real de Santo António. Para evitar gastos supérfluos, o Presidente da Câmara de Vila de Rei será também Presidente da Junta e será, por inerência, Presidente da República. O cargo de Primeiro-Ministro será extinto e Vítor Gaspar passará a acumular a Pasta das Finanças com a da Economia e a da Agricultura. Santana Lopes já declarou que será candidato a qualquer um dos cargos que sobra.

A Causa Monárquica rejubilou com a escolha de povoações cujo nome está relacionado com a realeza e vê aqui um sinal de que a monarquia estará prestes a regressar. Dom Duarte Nuno já declarou que aceita Santana Lopes como Presidente da Junta.

F de Fundir?

O conjunto de mentes brilhantes que está no governo segue dois grandes princípios: leviandade e falta de respeito pelos cidadãos.

Por vezes, nota-se mais a leviandade, que leva Passos Coelho a anunciar uma linha férrea que tem o objectivo de ligar Portugal a França, mas não tem continuação em Espanha; noutras ocasiões, é mais visível a falta de respeito pelos cidadãos, que faz com que o governo vá baixar os subsídios por doença.

Mas é na obsessão pelas fusões que se vêem ambas as atitudes de mão dada. Na reforma administrativa e na Educação, contra a autonomia e o bom senso, o Governo irá fundir freguesias e escolas, segurando a troica acima da água e afogando o país, uma espécie de Camões ao contrário.

Estudos, opiniões, pareceres, análises ou sensibilidade são palavras inúteis. O país bem pode reclamar, implorar, apelar à razão. O Governo, impelido pela tara, sem nada debaixo da gabardina aberta, só sabe gritar: “O que eu quero é fundir!”

O Estado não deve impedir o fosfenismo, mas pode impor os mega-agrupamentos?

Aguarda-se, a todo o momento, a reacção virulenta de José Manuel Fernandes e dos insurgentes contra mais esta imposição dos burocratas centralistas e estatais.

A escola quer-se como a sardinha

Partindo de um texto de José Matias Alves, descobri dois sites (este e este), onde se afirma que, no que se refere a escolas, o tamanho é importante: as mais pequenas são melhores. A Ministra da Educação, uma verdadeira avançada mental, deve ter lido estudos diferentes. É pena que não os divulgue. Aqui fica uma citação que não consiste, propriamente, numa defesa dos mega-agrupamentos:

The Chicago Public Schools is committed to creating and sustaining small schools as a district-wide school improvement strategy. There is almost 40 years of existing research and literature on small schools which indicates that students in small schools have higher attendance and graduation rates, fewer drop-outs, equal or better levels of academic achievement (standardized test scores, course failure rates, grade point averages), higher levels of extra-curricular participation and parent involvement, and fewer incidences of discipline and violence. The summary of research below includes data and information from this body of research, highlighting several studies for each type of measure. These studies include results from research conducted in Chicago, as well as nationally. For detailed information on these studies, please refer to the list of references included at the end of the summary.

As futuras mega-mega-escolas

film strip - mega escolas

A notícia: «Ao contrário de Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas», no Público

imagem de fundo baseada neste lote: Lego advertising

O Pai da Nação acordou

Ao fim de quatro anos amantizado com o lurdesrodriguismo, o Pai da Nação, Albino Almeida, acordou. Terá finalmente percebido que o único objectivo das políticas educativas de José Sócrates passam, no final de contas, pela poupança de dinheiro. Eles não querem saber de mais nada.
Foi o caso dos Mega-Agrupamentos que o fez acordar de uma longa letargia, algo que nem o encerramento indiscriminado de escolas conseguira. Denuncia até pressões de organismos regionais para que não levante grandes ondas.
Antes tarde que nunca, dir-se-á, e é bem verdade. Sempre é um apoio para tentar travar mais este disparate do Governo.
E Isabel Alçada, por onde anda?

Os Mega-AGrupamentos: Assim compreende-se

Mega-Agrupamentos, Mega-Desvantagens

Esta política de se juntarem várias escolas em rede levanta vários problemas e evidentes desvantagens. Por serem estabelecimentos de ensino, não o sistema em si mesmo, que é muito utilizado há muito nas organizações, como é o caso recente dos Centros Hospitalares que congregam em rede vários Centros de saúde e alguns hospitais. A ideia básica, é poupar nos custos administrativos e centralizar as compras e serviços financeiros. E, também, complementar a oferta que, pelos custos e pela elevada especialização, não podem estar dispersos (no caso dos hospitais este argumento é evidente).
 
Mas nas escolas há logo o caso de há bem pouco tempo um sistema novo ter sido implementado. A instabilidade não é boa conselheira para ninguém. Depois há os custos de transporte para professores e alunos, perde-se proximidade e em crianças e jovens essa proximidade é muito importante. As escolas estavam a fortalecer a sua autonomia, que eu considero o factor fundamental para o sucesso da escola, e isso pode perder-se com estes agrupamentos, que podem despertar apetites de controlo político.
 
Sempre que aparece um novo secretário de estado muda-se tudo, todos têm a solução no bolso, ninguem aproveita o que de bom vem de trás. A autonomia das escolas devia ser a prioridade das prioridades, por ser um factor determinante na preparação dos alunos e nos resultados e só depois pensar em “economias” . Acredita-se que um agrupamento com maiores capacidade de meios e um maior número de alunos possa oferecer uma maior qualidade pedagógica mas contraria políticas de coesão. Para além do esvaziamento acelerado dos locais mais pequenos. Corre-se o risco de o gigantismo promover a exclusão e que afaste a escola das famílias. 
 
Há quem acredite que com os mega agrupamentos se melhora substancialmente o nível pedagógico e que a convivência abra novos horizontes!
 
É um assunto a gerir com pinças por ser virgem, mas a questão que deixo é se este caminho seria percorrido se outras fossem as condições financeiras do país! Há tanto por onde cortar desleixos e desperdícios que me incomoda que seja nas escolas que o “economicismo” dê o pontapé de saída!

O gadgetismo

POR SANTANA CASTILHO

A dúvida assalta-me a cada nova acometida: a sucessão das etapas desagregadoras da educação nacional foi planeada à distância? Olho para os protagonistas e logo rejeito. Mesmo para urdir estrategicamente a maldade mais odiosa é necessária uma inteligência que não possuem. Actuam à bolina e move-os um só desígnio: embaratecer o custo do trabalho honesto de muitos para enriquecer uns tantos, protegidos pela “burka” da legalidade podre que corrói o país. Anima-os uma cultura: o “gadgetismo” bacoco. Suporta-os o sonambulismo cívico da nação.

Aos Magalhães, aos quadros interactivos e a toda a corte de “gadgets” electrónicos, enganosos salvadores da ignorância que floresce, acrescentam-se agora os “gadgets” pedagógicos e organizacionais do momento: a “learning street” e os megas – agrupamentos de escolas.

Sob os auspícios da Parque Oculta, dizem-me que José Trocado executa o comando de José Trocas-Te: um mega agrupamento de escolas por concelho. Exagero ou não, tanto faz. [Read more…]

Os Mega-Mega-Mega-Mega-Mega-Agrupamentos

É a nova aposta do Ministério da Educação para reduzir as despesas no sector: vários Agrupamentos sob a liderança da mesma Direcção.
Será, por exemplo, o caso da escola onde lecciono, que se irá juntar a uma outra da mesma freguesia. Paulo Guinote já o disse, os Directores vão ter de aceitar.
Dizem-me que irá aumentar o número de alunos por turma, o que significa menos professores. Tudo o que é contratado ou destacado, está-se mesmo a ver, vai borda fora. Que é o meu caso, que sou efectivo na Escola Secundária de Cinfães e estava perto de casa por falta de vaga em Cinfães. Se para o ano houver vaga, lá vou eu de novo com as malas, 17 anos depois de ter começado a carreira. Com uma filha que ainda não tem dois anos e outra recém-nascida, vai ser bonito… É a patranha da estabilidade que o Governo andou a vender nos últimos anos.
Ou seja, o que interessa é poupar a todo o custo: ou se fecha as escolas com poucos alunos, ou se une as que têm muitos.
Para já, são conservadores. Lá chegará o tempo em que juntarão vários Mega-Agrupamentos num só, denominado Mega-Mega Agrupamento. Todos os Agrupamentos de um concelho, por exemplo.
E depois, vários Mega-Mega Agrupamentos poderão ficar unidos num só, o novo Mega-Mega-Mega Agrupamento. Todos os Mega-Mega Agrupamentos de um distrito, por exemplo.
E mais tarde, poderão juntar vários Mega-Mega-Mega Agrupamentos num só, os Mega-Mega-Mega-Mega Agrupamentos. Todos os Mega-Mega-Mega Agrupamentos de uma Região, por exemplo.
E por fim, a cereja no topo do bolo, unirão os 5 Mega-Mega-Mega-Mega Agrupamentos num só, os Mega-Mega-Mega-Mega-Mega Agrupamentos.
Ah, pois, isso já existe. O seu nome é Ministério da Educação e a burocrata de serviço chama-se Isabel Alçada.