Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene

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João Pinto e Jorge Gabriel candidatos do PSD a freguesias do Porto. Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene.

As freguesias que são extintas

Cavaco Silva assinou, hoje, a morte de mais de mil freguesias.

A lista completa pode ser consultada por todos e mostra, de forma muito clara, que este não era o caminho.

O problema de Portugal, das suas finanças e da sua economia, não está nas freguesias e estes cortes são trocos …

A força dos doozers

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Considerando o projecto de lei relativo à reforma do mapa administrativo do território uma arma de “extermínio dos órgãos mais próximos das populações”, o PCP vai apresentar na próxima sexta-feira dia 21 de Dezembro mais de 700 propostas de alteração ao projecto da maioria de direita ultra-liberal que preconiza a extinção e fusão de freguesias. Exigem os comunistas que cada proposta de alteração apresentada pelo PCP seja votada uma a uma, garantindo assim que, perante cada uma das extinções propostas, cada deputado dê a cara pelo seu voto de acordo ou desacordo, impedindo que possam votar anonimamente em favor da extinção das freguesias dos círculos concelhios que representam. O anúncio foi feito vários dias antes do fim do prazo para a apresentação de propostas de alteração ao projecto de lei relativo à reforma em questão, demonstrando o PCP a habitual capacidade de trabalho dos comunistas portugueses. [Read more…]

Boa malha

PCP leva 700 propostas de alteração contra a fusão de freguesias

Há freguesias e freguesias

Desta vez o Aventar vai mesmo fazer serviço público!

freguesias

Freguesias como Bendada ou Gême têm um nome bem interessante, mas há outras localidades com nomes bem originais como Lisboa, Paranhos, Maia ou até mesmo Vila do Conde. Nomes estranhos, pois claro.

Pelo que se pode ir vendo há nomes muito mais comuns como Coito da Enchacana, Paneleiro de Baixo ou Picha.

Confesso que comecei o post pensando que poderia provocar um sorriso num ou noutro leitor do Aventar – via mail, uma mensagem chegava dando nota do crime que seria a morte destas freguesias às mãos de um qualquer burocrata.

Acontece que me dei ao trabalho de verificar quantos destes nomes eram de facto referências a freguesias e a surpresa não foi assim tão grande – a esmagadora maioria dos nomes que fazem parte da lista não são nomes de freguesias.

Fico mais sossegado em saber que o Vale da Rata se vai manter.

A lista das 1165 freguesias que vão ser extintas

Poderia ser um novo livro de anedotas do Sala.

F de Fundir?

O conjunto de mentes brilhantes que está no governo segue dois grandes princípios: leviandade e falta de respeito pelos cidadãos.

Por vezes, nota-se mais a leviandade, que leva Passos Coelho a anunciar uma linha férrea que tem o objectivo de ligar Portugal a França, mas não tem continuação em Espanha; noutras ocasiões, é mais visível a falta de respeito pelos cidadãos, que faz com que o governo vá baixar os subsídios por doença.

Mas é na obsessão pelas fusões que se vêem ambas as atitudes de mão dada. Na reforma administrativa e na Educação, contra a autonomia e o bom senso, o Governo irá fundir freguesias e escolas, segurando a troica acima da água e afogando o país, uma espécie de Camões ao contrário.

Estudos, opiniões, pareceres, análises ou sensibilidade são palavras inúteis. O país bem pode reclamar, implorar, apelar à razão. O Governo, impelido pela tara, sem nada debaixo da gabardina aberta, só sabe gritar: “O que eu quero é fundir!”

Extinção de freguesias

O que a fusão de freguesias pode causar aos Trabalhadores da Administração Local?

Acordem: o memorando e as autarquias

3.43. Reorganizar a administração do governo local. Existem actualmente cerca de 308 municípios e 4.259 freguesias. Em julho de 2012, o governo vai desenvolver um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de tais entidades. O Governo vai implementar esse plano com base em acordo com o pessoal da CE e do FMI. Estas mudanças, que entrarão em vigor no início do próximo ciclo eleitoral local, vão melhorar o serviço, aumentar a eficiência e reduzir custos. Memorando da Troika

Não diria que temos freguesias e concelhos a mais ou a menos: afirmo que o nosso mapa administrativo é do séc. XIX, nada tem que ver com a realidade geográfica actual, e ainda por cima foi desenhado em grande parte às ordens da engenharia eleitoral da época.

Assim de repente e onde vivo, em Coimbra, várias freguesias não têm pés nem cabeça, deviam ser agrupadas, e uma ou outra por sua vez divididas.

Também a correr, no Baixo-Mondego, os concelhos de Soure e Montemor-o-Velho têm fronteiras completamente absurdas, fazendo com que ao caminhar pela margem esquerda saltitemos de um para o outro, sem que tal faça o mínimo sentido.

Estaria então de acordo com esta parte do acordo. E estou, desde que a reorganização administrativa seja feita com consulta às populações, incluindo referendos, única forma de se contornarem bairrismos exacerbados, motivo principal porque nenhum governo teve testículos para se meter nisto.

Agora a minha bola de cristal assegura-me que nada será feito, ou melhor, decorativamente se-lo-á onde encontrarem autarcas sem capacidade negocial. A prova é esta:

O presidente do governo regional disse hoje não ver “razão para reduzir os municípios e freguesias da Madeira”. Ao recusar a medida integrada no acordo com a troika, Alberto João Jardim advertiu que a divisão administrativa “é uma competência da assembleia legislativa regional”. Público

Estamos conversados.