Futebol e racismo

Não gosto de insultar ninguém, evito chamar nomes, odeio qualquer laivo de racismo, irrita-me a xenofobia e abomino o machismo quotidiano que leva a que a violência possa ser considerada um animal doméstico. No entanto, não me coíbo de contar anedotas sobre qualquer tema escabroso, como não deixo de me rir com piadas de mau gosto, talvez porque, inconscientemente, veja nisso um escape para a estupidez, uma catarse, um modo de deitar fora aquilo a que os videntes das manhãs televisivas chamam más vibrações.

Sempre que vou ao futebol, mantenho uma contenção verbal que deriva mais da cobardia do que da vontade idiota de insultar os adversários, mas sei que não há que esperar o mesmo das multidões que frequentam os estádios. É por isso que não perco tempo a pensar nos cânticos que os adeptos dirigem aos clubes adversários e é também por isso que encaro com bonomia o “fiiiiiiilhooooooo da puta” com que os guarda-redes são presenteados quando executam um pontapé de baliza.

O mundo do politicamente correcto tomou-se de ódios por algumas expressões insultuosas, deixando outras intactas. No mundo do futebol, não é importante que se chame nomes às mães dos adversários ou que se ponha em dúvida a orientação sexual dos desportistas ou que a honestidade dos árbitros seja sempre considerada inexistente. O único insulto que é, agora, considerado, grave é aquele que está contido em expressões racistas, o que me parece redutor.

Assim, relativamente a este assunto, na ordem do dia devido ao processo de que poderá ser alvo o Futebol Clube do Porto, defendo que só fará sentido castigar jogadores e clubes por todo e qualquer insulto, o que poderia tornar uma ida ao futebol muito menos cómica, ainda que extremamente correcta. Muito a propósito, subscrevo este texto. Também a propósito, reveja-se o maravilhoso sketch dos Gato Fedorento. [Read more…]

Primeira página de "A Bola": lamentável

Já ouvi pessoas cultas e razoáveis defenderem as ideias mais estapafúrdias em nome dos respectivos clubes e já ouvi as mesmas pessoas defenderem a ideia que a paixão clubística permite que se defendam as ideias mais estapafúrdias. Aliás, Portugal, nos mais variados campos, incluindo a política, funciona com base na paixão clubística: os nossos são bons, os outros são maus.

Não há ninguém que, verdadeiramente, saiba perder, porque ninguém quer saber fazer tal coisa. No entanto, não aceito que tenha de me portar como um troglodita só porque perco. Mais: acredito que, após milhares de anos de evolução, tenho a obrigação de tentar ser tanto mais humano quanto mais vontade tenha de ser um animal, como sucede no momento das derrotas. Após milhares de anos de evolução, devo ser o menos pitecantropo e o mais pedagógico possível.

Assim, considero sempre ridícula qualquer desvalorização de uma vitória futebolística, sobretudo quando se trata de competições de regularidade, como é o caso de um campeonato. Na época passada, o título de campeão ficaria muito bem entregue ao Braga, como ficou ao Benfica. Este ano, vai ganhar a equipa mais regular, o Futebol Clube do Porto.

Em Braga, o Javi foi bem expulso, o Roberto foi mal batido, o Benfica perdeu bem. Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira ficam mal na fotografia, como é, infelizmente, costume nos treinadores e dirigentes que não estão em primeiro lugar, sempre prontos a atribuir derrotas a árbitros, a túneis ou a cabazes de fruta.

De treinadores e dirigentes espero, sinceramente, pouca elevação. De um jornal como A Bola, uma instituição do jornalismo, talvez ainda esperasse alguma pedagogia. Infelizmente, a primeira página de ontem é absolutamente lamentável de tão incendiária e tendenciosa que é.

FUTaventar: BENFICA procura o futuro

O Benfica está a mostrar que está diferente. Está nos primeiros lugares do campeonato depois de ter feito uma exibição esmagadora contra o Porto.
Tem jogadores falados para outros grandes (menores que o Benfica, pois claro, que é o MAIOR clube do mundo) clubes da Europa – Di Maria, Javi Garcia, David Luis.

Real quer David Luis

Mas, meteu os pés ao caminho e foi ao Brasil procurar gente que possa ajudar a construir o Benfica do futuro próximo. Se por um lado são jogadores que a curto prazo podem ser alternativas aos craques do 11 inicial, por outro são miúdos com enorme potencial que tendo um bom período de adaptação ao futebol europeu podem vir a ser um caso sério: Kardec, Airton, Éder Luís.

FUTaventar – S.L. Benfica ganhou à Naval

Desta vez não houve goleada, mas houve TUDO o que é necessário para ser campeão!

O melhor jogo do BENFICA este ano!

Javi Garcia

 

 

Um golo do jogador que, na minha opinião, está a fazer a diferença este ano!

Ao fim de quatro meses de trabalho, creio que há duas marcas na dinâmica de jogo do Benfica: a pressão alta e a forma como os avançados – Di Maria, Aimar e Saviola – imprimem velocidade ao jogo ofensivo.

E, para que estas duas coisas aconteçam é preciso que o Benfica tenha bola… Aí entra o Javi Garcia! Sorrio quando me lembro do que se disse e escreveu quando se percebeu que o Benfica tinha desistido do Reyes para ficar com este "novo Balboa".

 

Mas quanto ao jogo de hoje,

Que sofrimento!