Leituras matinais

Exactamente: 2017 = 2002.

Tiroteio em Paris

Informações actualizadas, no Libé.

Jornalismo, socialismo, capitalismo [França]

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O jornal francês Libération também procura o modelo de negócio do jornalismo do futuro, se possível sem ter de abrir um restaurante ao lado da redacção. Entretanto, o director nomeado pelos novos accionistas (mas os assalariados poderão recusá-lo com mais de 66% de votos contra) aposta tudo no digital, na redução de jornalistas e em mais trabalho para os que ficam. «Para combater o liberalismo», afirmou ontem perante a redacção inteira reunida e «fazer do Libération o jornal de todas as esquerdas» (à imagem do que François Hollande também dizia, na campanha eleitoral para a presidência que ganhou, e a que aliás o Libération prestou vergonhosa vassalagem). Sente-se a desconfiança dos jornalistas no olhar da maioria, cheira-se o medo: o medo de ir parar ao matadouro de fazer desempregados, em muitos casos para o resto da vida.

E nada de tudo o mais que disse Laurent Joffrin (para quem esta nomeação poderá constituir um regresso ao jornal onde se fez jornalista e cuja redacção já dirigiu) parece minimamente relevante, apesar de sê-lo: o combate pela recuperação da credibilidade do jornalismo, numa sociedade que, tal como a nossa, o vê com os maus olhos de quem o sabe minado por toda a sorte de compromissos anti-jornalísticos: com os poderes políticos e financeiros, com os interesses de classes particulares, com a mediocridade que incessantemente vemos espelhada num jornalismo preguiçoso e indigno de sociedades supostamente civilizadas e democráticas. [Read more…]