Micius, o gato de Schrödinger

Segundo a Academia Chinesa de Ciências, um satélite de comunicação quântica, concebido e fabricado na China e lançado para o Espaço no passado mês de Agosto, entrou ontem oficialmente em funcionamento, depois de quatro meses de testes em órbita.

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Physis

 

imagem©Bruno Santos

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O conceito que temos de Natureza não foi sempre o mesmo. Ele tem variado ao longo dos tempos e dos lugares, espelhando essa variação não só a diversidade de culturas e de civilizações que foram progredindo sobre o nosso planeta, mas também as transformações que se foram operando sobre o próprio Pensamento humano, no processo evolutivo da sua experiência no mundo.

Há vários momentos da História da humanidade que marcam linhas de charneira na passagem entre diferentes conceitos de Natureza, a começar pela descoberta e posterior domínio do Fogo, que veio a transformar radicalmente a nossa relação com a matéria, prosseguindo no aparecimento da agricultura, no consequente declínio dos povos nómadas e na afirmação do sedentarismo enquanto manifestação primeira do impulso civilizador do Homem e do exercício de um poder, ou, pelo menos, da ilusão dele, sobre os restantes reinos da Natureza.

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Os malandros dos neutrinos

Por causa dos malandros de uns neutrinos que, assim parece, andam mais depressa do que a luz e que já parecem os moços do IC19 que andam mais depressa na curva do Palácio de Queluz do que o seu veloz pensamento lhes permite, está a comunidade científica pasma. Sumidades nacionais e até, veja-se, mundiais, mal conseguem conter o espanto, que se traduz pelo suposto ruir dos pilares da física. Quando Einstein veio com a sua teoria da relatividade, deve ser sido assim algo que essa comunidade terá dito por causa das leis de Newton. E, afinal, a teoria da relatividade apenas expandiu a anterior. Quiçá se agora não se passará o mesmo?

Mas a comunidade científica, nacional ou não, não teria ficado assim tão surpresa se tivesse escutado João Magueijo. Recordo o que aqui se escreveu há uns tempos, que reutilizar também é preciso 🙂

Sábado

Hoje é sábado. Poderia ser outro dia se a luz viajasse com velocidade diferente. Que até viaja, já que nos tempos do Big Bang  a constante c era, afinal, uma variável.  E numa redoma de vidro, por não ser o vácuo, também a luz demora mais tempo a ir de um ponto a outro.

Portugal, dizem, está 25 anos atrasado relativamente à Europa. Parece que o tempo corre aqui a outro ritmo. Poderá assim ser por a luz no nosso rectângulo viajar a uma velocidade menor. O que faz sentido se atendermos a essa campânula vítrea que parece isolar os nossos governos do país que os rodeia.

Sobre a teoria da velocidade variável da luz e sobre João Magueijo, um dos seus autores, é de ouvir o programa Pessoal e Transmissível de 25 de Setembro de 2007