CRESAP – uma “fraude” do governo Passos / Portas


Ontem numa entrevista do Doutor Joao Bilhim, presidente da CRESAP, ao Jornal da Tarde da RTP, ficamos a saber que as nomeações para altos dirigentes da função pública nem sempre foram transparentes nos últimos quatro anos. Estas afirmações são muito graves porque vêm exactamente do homem que liderou, nos últimos 4 anos, a comissão de recrutamento para a administração pública.

Na mesma entrevista o Doutor João Bilhim disse mesmo que, muitas vezes, ficou incomodado com as escolhas feitas pelo Governo.

E o que fez nesses momentos João Bilhim para travar os ” abusos ” do governo de coligação PSD e CDS liderado por Pedro Passos Coelho? Afinal para que servia a CRESAP?

Perante estas gravíssimas afirmações públicas entendo que o Dr. João Bilhim deverá ser chamado, com a máxima brevidade, à Assembleia da República para elencar as nomeações que o deixaram incomodado, de forma a serem auditadas todas as nomeações feitas pelo anterior governo, e nos casos que tenham sido violadas as respectivas regras deverão ser, de imediato, exonerados todas e todos os nomeados para os altos cargos da administração pública.

É público que sou militante do PSD há quase 25 anos mas depois de ter ouvido ontem as declarações do Doutor João Bilhim tenho a obrigação moral e ética de denunciar esta postura do anterior governo liderado pelo meu partido.

Subsídio-nomeados pelo governo

O ministro Álvaro Santos Pereira, ao anunciar as alterações ao Código Laboral, entre o café e o pastel de nata, declarou:

Não é suposto o Estado criar emprego mas sim condições para que as empresas o possam fazer.

Trata-se de mais uma denúncia contra o “monstro”. Rebelam-se contra o Estado, o Senhor Ministro Álvaro – oh Crespo, não lhe chamei apenas Álvaro – e mais um rol de outros ministros, secretários e subsecretários de estado, deputados e gestores públicos, ex e actuais, afinados pelo diapasão de sonoridades do actual governo.

Há, de facto, uma caterva de gente, sobretudo do PSD e do CDS, a condenar sistemática e contundentemente o Estado, a despeito de, anos a fio, trem vivido sob o tecto confortável e generoso desse mesmo Estado – do poder central ao local, a lista de quem, de pelintra a remediado, beneficiou da protecção e se catapultou para um estatuto socioeconómico de casta é imensa.

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