A cultura também se exporta

Em meados de Julho passado, foi levada a cena na Casa do Vinhal, em Vila Nova de Famalicão, uma peça de teatro dedicada a José de Azevedo e Menezes, ilustre famalicense cuja vida e obra tive oportunidade de estudar para redigir a dramaturgia.

A peça foi representada pelo grupo de teatro “O Andaime” que é composto por jovens estudantes e dirigido por Fernando Silvestre (direcção, encenação e voz-off), com música duma orquestra da “Arteduca” dirigida por Gil Teixeira,  tendo a produção, no âmbito do projecto “Viver Famalicão”, ficado a cargo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, entidade promotora da iniciativa que, espera-se, irá repetir por outras ilustres casas famalicenses. É, também, por todos os envolvidos, um belo exemplo do que se pode fazer com amor e paixão à arte.

Ora, da peça de teatro, faz parte uma curta-metragem com os personagens José de Azevedo e Menezes, Vicente Pinheiro (da Casa de Pindela) e Bernardino Machado, cuja acção decorre durante as suas juventudes (1868). Foi realizada por Paulo Lima, que este ano foi estudar cinema para Barcelona e cujos trabalhos, como aquele de ora falo e outros (que aqui voltarei para falar), demonstram já o quanto promete. Aqui está ela:

Educação e Mark Twain

“I have never let my schooling interfere with my education”.

(Mark Twain)

Na passada Segunda-feira, dia 19, fui assistir a duas peças de teatro, no âmbito da “2ª Mostra de Teatro Escolar“, em Vila Nova de Famalicão. Estava especialmente motivado (envaidecido, confesso), pois a primeira peça tratava-se de uma adaptação livre do meu livro, pelas mãos de um amigo, o Prof. Fernando Silvestre, que dirige o grupo de teatro “O Andaime”, da escola secundária famalicense Camilo Castelo Branco. E cedo apercebi-me que a grande maioria dos espectadores eram adolescentes, o que fazia todo o sentido, pois tratava-se de teatro escolar.

Da primeira fila, não pude perceber bem o que se passava nas filas mais longínquas, onde se acantonou a maioria da estudantada de várias escolas. Uma vez que a tónica dominante das peças era a comédia, os risos abafavam muita coisa, mas nem tudo, e fui apercebendo-me de alguns estranhos barulhos, num contínuo ruído de fundo que não cessava.

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