Novo Governo: A continuação das políticas

O núcleo duro diz tudo, as políticas deste governo, no essencial, vão continuar.

 

Vêm aí as obras públicas pese a dívida pública ser monstruosa. O déficite está em 6/7% do PIB, e a desorçamentação é uma vergonha, escondendo dívida e déficite nas parcerias público/privadas e nas empresas públicas (só nas empresas de transportes estarão escondidos 20% do PIB de dívida).

 

Campos e Cunha diz que não há um tostão para financiar os megaprojectos, o que não deixando de ser uma evidência, não deixa de assustar.

 

O novo ministro das Obras Públicas é um declarado adepto do investimento público, não se sabe é, se o é, nas condições actuais, mas palpita-me que se não fosse, não seria nomeado.

 

As novas caras, não têm peso político próprio nem têm experiência política relevante, pelo que tudo indica que Sócrates vai estar ainda mais presente. Um governo de rédea curta, com uma grande componente política e comunicacional, navegando à vista, com os dois olhos na opinião pública e nas sondagens.

 

Se lhe derem condições, sondagens favoráveis e um pretexto político, Sócrates  vai forçar Cavaco a marcar eleições antes do fim do mandato.

 

A vida não estará fácil para nenhum de nós, já estamos a empobrecer e vamos continuar.

As mesmas políticas vão dar o mesmo resultado!