Hýbris

11169831_817197281706994_8302521124358949631_n
Já os velhos Gregos – os antigos – apontavam e denunciavam, com a noção de “húbris”, a confiança desmedida, a insolência, a arrogância incontrolada. É a fase em que está a elite financeira e a burguesia mais enriquecida com a situação a que chegamos. Assim, depois de parasitar e espremer a economia e o trabalho, depois de, através do delírio ou fraude financista, ter exaurido os recursos que eram, ou deviam ser, de todos, chegamos à fase dos brinquedos e dos símbolos do poder desmedido aos pés do qual ajoelham os governantes que, em hora maldita, foram eleitos. Isto é, já não se trata de uma apropriação privada dos principais meios de produção de um controlo racional, se bem que perverso, das alavancas fundamentais da esfera económica. Agora, chega a hora do capricho, da exibição arrogante, da insolência, numa palavra, da “húbris”. Já não se visa só a apropriação privada, mas a apropriação pessoal e, no cúmulo, o cercear aos outros o acesso aos bens que, por agora, são de todos. [Read more…]

Frente a frente

11154747_815662955193760_2091889353380005794_oTragam-me aqui os gajos que querem privatizar o Oceanário; quero debater um assunto com eles!…

Continua chamando-me assim cherne

chernia-01Durão Barroso foi, como se sabe, um dos primeiros atletas a trocar um dos três grandes cargos portugueses por um dos maiores clubes mundiais. Pouco antes disso, a sua mulher, recorrendo à obra de Alexandre O’Neill, tinha ajudado o país a arranjar uma alcunha para o próprio marido e Durão passou a ser conhecido por cherne.

Graças às suas qualidades de velocista, Barroso detém o recorde do percurso mais rápido entre Lisboa e Bruxelas. Não fosse já ter sido alcunhado e poderia ter ficado conhecido como “carapau de corrida”, mantendo a referência piscícola e relevando a virtude atlética.

Ora, o cherne foi, esta semana, condecorado por um cavaco, que é, como se sabe, um marisco, facto que ajudou a manter um ambiente de fábula marítima. Marítima, pelos espécimes em causa; fábula, porque só no mundo da fantasia é que é possível acreditar no palavreado absurdo de cada uma das personagens. [Read more…]