
TEXTO DE FRANCISCO LEITE MONTEIRO
Em apontamento da correspondente na Madeira, o DN de 28 refere a reivindicação, pelo Presidente do Governo Regional, da entrega da velha Fortaleza, hoje Palácio de São Lourenço, à região, um diferendo que, inexplicavelmente, se arrasta há largos anos, tema sobre o qual – desde pelo menos 2001 – tenho abordado, em particular na imprensa regional madeirense. O atraso do governo central em reconhecer que à Madeira cabe decidir sobre o património regional que, obviamente, continuará parte do património nacional, é uma abstrusidade, como é também, fazer depender a decisão dos militares, espécie de bode expiatório, na velha perspectiva de que com a tropa ninguém se mete, passando como tal o novo ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, a ser o “mau da fita”.
Os tempos hoje são outros e, como já escrevi, não pode tolerar-se que em pleno século XXI, se continue a impedir a criação de um espaço histórico-cultural, incluindo os Museus da História e das Actividades Económicas da Madeira, bem como um “Centro Cultural” e também a sala de visitas e de convívio das gentes da Madeira e de quantos a visitam e revisitam, nesse padrão memorável que é São Lourenço onde, “dentro das suas muralhas se conserva, material e espiritualmente, a continuidade da sua História”. Publicado também no «Diário de Notícias»






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