Eu também vou pedir a fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado

Provedor de Justiça pede fiscalização sucessiva do Orçamento de Estado ao Tribunal Constitucional

Preços de bens e serviços vão aumentar após privatizações

Durante anos, a ofensiva ideológica neo-liberal foi passando a sua cartilha baseada em algumas “verdades” salvadoras. Repetiu-se até à exaustão que o estado era o papão e os privados, coitados, as vítimas. Entre os argumentos mais usados, havia dois que fluíam sempre na boca  dos novos evangelizadores:

– O estado faz mal, os privados fazem melhor.

– A presença do estado no mercado impede a concorrência e a livre concorrência faz baixar os preços.

Apesar dos factos desmentirem estas “verdades”, apesar de nunca termos visto uma descida sustentada dos preços após uma privatização, estes argumentos, de tão repetidos, passaram para o senso comum. O Provedor de Justiça vem agora dizer que teme uma subida de custos para o consumidor nos serviços públicos que vão ser privatizados e frisou que

a privatização de serviços como os CTT, EDP, Águas de Portugal e empresas de transporte vai reflectir-se num aumento dos preços

Da próxima vez que falar num estado-papão e em privados-santinhos, pense duas vezes antes de dizer asneiras e ampliar uma mentira que não passa a verdade só porque é dita por gente aparentemente séria. Como o meu avô me ensinou, o estado somos nós. Quando algo que é nosso passa para a posse de outrém, quem perde somos nós.

Sem Provedor de Justiça há 16 meses!

O mandato do Provedor de Justiça Nascimento Rodrigues terminou em Julho de 2008. Há 16 meses!

Um ano e quatro meses depois, o cargo continua sem titular, por mais promessas que os Partidos tenham feito para resolver a situação. É uma situação vergonhosa.

Nos últimos meses, têm-se avolumado as situações em que era obrigatória a intervenção de um Provedor de Justiça. Mas não existe e não se sabe quando voltará a existir.

Mas não vos preocupeis, amigos leitores. Também não temos Presidente da República há vários anos e ainda não fomos à falência.