Rádio Universidade de Coimbra

grelha RUC

Mãe, há só duas. E uma delas é também filha. Foi durante muito tempo namorada, chama-se RUC e faz hoje 30. Como se dão os parabéns ao objecto etéreo do nosso amor sem cair na lamechice?

Soltem as guitarras, rasguem os tambores, o José Braga foi ouvir música para o inferno

Um dos homens mais cultos com quem me cruzei na vida. Da Cultura Clássica à música dos territórios mais inóspitos, o José Braga espalhava a sua biblioteca e sobretudo uma discoteca que ninguém mais tem pelos encontros por mais fugazes que fossem. Estivesse estacionado na velha discoteca Almedina, ou no meio da rua, se há gajo com quem sempre aprendi alguma coisa porque incapaz de se ficar por um olá e segurando-nos sempre na cereja das palavras, nunca se conseguia ter pressa quando se encontrava o Dr. No da Rádio Livre Internacional, ou o homem que na RUC bateu todos os recordes sem ir para o Guiness, o melhor de todos nós. Em Lisboa terias sido outra coisa, em Coimbra foste sempre nosso. Até já Zé, fica esta dos Auktion, o último grupo que me deste a saborear quando ainda andavas com paciência para o facebook. Guarda uma garrafa de Jack Daniels aí em baixo, hei-de ir virá-la contigo, mas foda-se, tu que sempre foste um homem sem pressas podias ter esperado um bocadinho.

Actualização: há coisas do homem-rádio aqui: Ruínas Circulares

Todos os que se passam, passam na RUC

Ela não se vende às editoras, passa os discos que os que a fazem querem, e querem porque gostam.

Ela não faz fretes informativos, faz informação local, é uma escola de jornalismo de onde já saíram grandes jornalistas.

Ela é a rádio, talvez a única herdeira do espírito das rádios livres dos anos 80, domesticadas pela legalização que fez de quase todas barrigas de aluguer de empresas de comunicação nacional.

A minha Rádio Universidade de Coimbra faz hoje 26 anos. Parabéns aos que a fazem, parabéns aos que a fizeram. Sempre no ar.