Os ricos que paguem a crise e os números das receitas fiscais

Declaração de (des) interesse: não sou rico nem aufiro rendimentos enquadráveis nos escalões mais altos de rendimentos.

O Estado necessita de receitas e numa altura de crise aumentam as vozes a pedir para se tributar os ricos; eles devem contribuir mais para o “equilíbrio” das contas públicas. Na ânsia de se procurar aumentar a base tributável, e por consequência o valor arrecadado em impostos, novas formas de tributação são constantemente imaginadas pelos criativos do costume. Desde o aumento das taxas mais altas do IRS à taxação das grandes fortunas, todas as ideias que sejam populares são bem-vindas para os tais criativos. Era bom que as pessoas estudassem os dossiês antes de proporem quaisquer medidas. Não é necessário procurar muito para se concluir que as pessoas que pagam impostos em Portugal já são muito penalizadas. É errada a ideia de que os ricos não pagam impostos.

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Mais Receitas Fiscais em Janeiro

O governo anda como um cuco. Já só falta aos senhores Ministros e ao ainda nosso Primeiro, darem pulinhos de contentes. Conseguiram arrecadar mais 350 milhões de euros em receitas fiscais em Janeiro, comparativamente com o mesmo mês do ano de 2010.
O senhor Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais apresentou  estes dados como um sinal do bom desempenho do governo, dizendo aos mercados ‘Vêem como somos bons?’, a ver se eles compram a notícia.
Esqueceu-se no entanto de falar da despesa, que ainda não está contabilizada, mas que não deverá descer.
A evolução do défice público, que o governo pretende fazer chegar aos 4,6% este ano, irá ser conseguida, se o for, à custa do aumento de impostos (IRS, IRC e IVA) e não da redução da despesa, e os ‘mercados’ estão atentos, mesmo que o governo faça de conta que estão todos distraídos e não vêm o que se passa cá no País.
Tudo isto não passa de paleio para consumo interno!