Pedro Passos Coelho e o síndrome de Estocolmo

Refém

As lideranças do PSD e do CDS-PP, com o apoio das suas tropas estacionadas na comunicação social, vêm insistindo na narrativa de um governo refém dos partidos com quem firmou o acordo pós-eleitoral. Em declarações recentes, em que acusou o governo de ser “comandado” pelo Bloco de Esquerda, Pedro Passos Coelho afirmou

Há uma coisa que impressiona – não é o Partido Socialista, que escolheu um candidato a primeiro-ministro derrotado, estar à frente de um Governo; é que um partido, que é o Bloco de Esquerda, que tem 10% de resultado, esteja a comandar o Governo em Portugal.

(…) se a moda pega noutros países europeus (…) Não é aquele (regime) em que eu quero viver e democrático é que ele não é.

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O velho regime vai ter que esperar

Got

Adoro ver os ressabiados a estrebuchar nos seus blogues e jornais financiados pelas elites. Eles precisam – é também para isso que lhes pagam – a todo o custo, que o acordo à esquerda se desfaça, nem que isso custe o aprofundar da ruína pelo qual os seus caciques tanto lutaram durante mais de quatro anos. Afinal de contas, só assim poderão voltar a sonhar com as suas avenças e luvas, com os seus tachos em ministérios e secretarias de Estado e com as suas viagens em comitivas governamentais, aproveitando os recursos do Estado para potenciar os seus negócios enquanto se indignam em longas crónicas contra a heresia da intervenção estatal. Não são hipócritas. É apenas malta que acredita na exploração da maioria por uma minoria privilegiada, pela qual tantos ânus lamberam e continuam a lamber. [Read more…]