Da pouca vergonha

Shame.

Via Uma Página Numa Rede Social

E quer esta senhora ser presidente da CM de Lisboa

A vida política portuguesa é insólita. Volta e meia temos um destes episódios, bizarros, que nem a maquilhagem mais espessa consegue dissimular, mas aos quais grande parte dos portugueses assistem, impávidos, como se nada fosse. Temos esta senhora, Dra. Assunção Cristas, que lidera um partido, o CDS-PP, que apesar de pequeno, tem enorme influência na banca, nos grandes escritórios de advogados e nas grandes empresas, e que dá uma entrevista ao Público onde confessa, sem grandes rodeios, que estava muito descansada de férias e recebeu um pedido urgente da ministra das Finanças. Era preciso aprovar um decreto-lei, que a senhora Cristas desconhecia por completo, e que assinou de cruz, como se nada fosse. [Read more…]

PSD em alerta: CDS entra na corrida pelo grande prémio Parvoíce do Mês

As votações estão abertas, caro leitor. Vote já na sua parvoíce favorita:

  1. A teoria da conspiração de Paula Teixeira da Cruz
  2. O tiro de caçadeira de canos serrados que Duarte Marques deu no próprio pé
  3. A negligência financeira de Assunção Cristas

Vote já e habilite-se a ganhar uma embalagem de radicalismo do amor. Limitado ao stock existente.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Alucinações colectivas à direita

Não é que surpreenda, ou não tivesse Paulo Núncio um historial de desvios estalinistas. Agora sabemos também que o ex-secretário de Estado do governo Passos/Portas esteve envolvido em negócios com Hugo Chávez, esse perigoso comunista, através do escritório Garrigues, onde entre 2008 e 2010 integrou a equipa que prestava serviço à petrolífera estatal venezuelana, a PDVSA, que, meses depois, já com Núncio na pasta dos Assuntos Fiscais, retirou do país cerca de 80% dos polémicos 10 mil milhões de euros, com a ajuda do BES, que curiosamente foram parar ao offshore do Panamá. Os tais 10 mil milhões que levaram Núncio a mentir descaradamente ao país. E para que não restem dúvidas quanto à imparcialidade desta informação, a notícia chega-nos do Observador. [Read more…]

Camilo Lourenço não está sozinho. Não falta quem faça figura de parvo nas redes sociais

cl

A montagem é da Uma Página Numa Rede Social mas a figura de parvo ficou a cargo de Camilo Lourenço, que recorreu a uma “notícia” do “jornal” Observador para fazer valer o seu ponto de vista: que o Diabo anda mesmo aí. O problema é que a “notícia” é de Janeiro de 2016. E o pobre Camilo, coitado, cercado de indicadores positivos e sem saber bem para onde se virar, agarrou-se à primeira coisa que lhe apareceu à mão. Tantos meses de profecias apocalípticas para isto. É o rigor em todo o seu esplendor. [Read more…]

Donald “the fraud” Trump

dt

Se ele o diz, quem sou eu para duvidar?

Montagem via Uma Página Numa Rede Social

Muito obrigado, Pedro Passos Coelho

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Imagem via Uma Página Numa Rede Social

A revolta instalou-se porque o PSD se prepara para chumbar a descida da TSU, como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN). Honestamente, não percebo o frenesim. Mas alguém esperava que este PSD, dominado pela liderança mais radical de que há memória, fizesse o frete ao governo minoritário de António Costa? Francamente. [Read more…]

Informação de qualidade

cm

Correio da Manha, what else?

via Uma Página Numa Rede Social

A imprensa portuguesa ao serviço da Geringonça

media

Nesse antro de esquerdalhos que é a imprensa portuguesa, o grupo Imprensa, propriedade do fundador do PSD, Pinto Balsemão, é quem mais ordena. Como afirmam, e bem, os indignados à direita, meios como a SIC, o Expresso ou a Visão estão obviamente ao serviço da agenda dos partidos de esquerda, conferindo-lhes maior tempo de antena, nas peças noticiosas como no comentário político, e defendendo as suas posições, ao mesmo tempo que atacam, sem dó nem piedade, tudo o que mexe à direita. [Read more…]

Gozar Portugal a sério

gozo

Primeiro pensei que fosse uma brincadeira da Uma Página Numa Rede Social. Um gráfico destes só podia ser gozo. Depois li o texto até ao fim e descobri que este gráfico não só existia como até figurava no Documento de Estratégia Orçamental do governo PSD/CDS-PP. Entre um delírio destes e a previsão de colocar Portugal entre as 10 economias mais competitivas do mundo, venha o Diabo – ele bem avisou que o gajo ia andar aí – e escolha.

#gozarPortugalaserio

Tragédia na Comporta

upnrs

O drama, a tragédia, o horror. O fantasma estalinista que paira sobre o paraíso à beira-mar plantado. Os amanhãs soviéticos que cantam. O pânico, o sobressalto. A inquietação. A Venezuela ao virar da esquina. O gulag que nos engolirá a todos. A temível Geringonça. O mundo cruel. O apocalipse.

Profetas da desgraça, uni-vos!

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Como uma tola em cima da ponte

ACristas

Convenhamos que, gostemos ou não do indivíduo, suceder a Paulo Portas-Engil no CDS-PP não será pêra doce. Até porque, por mais desprezível e reles que o possamos achar, Paulo Portas não é burro nenhum. Não é o típico produto martelado de uma jota, ainda que por lá tenha andado. Não é um dos tais quadros muito muito medíocres de que falava noutros tempos. Não, Portas é um tipo inteligente, sagaz. Não é qualquer palerma que tem habilidade suficiente para chegar a vice-primeiro-ministro com 650 mil votos.

Já Assunção Cristas é uma sombra mal-amanhada da sombra de Portas. Repete os mesmos chavões, usa os mesmos soundbites, mete frequentemente os pés pelas mãos, prima por um discurso no mínimo infantil e é muito, muito chata. O oposto de Portas, que nunca despiu a pele de entertainer. Uma tola em cima da ponte que não sabe o que quer ou para onde vai. [Read more…]

Sobre a febre dos pokémons

Pikachu
Uma Página Numa Rede Social

Perspectiva: é comum vermos malta a publicar histórias acerca do quão agradável foi a sua infância e adolescência. Com inspiradas doses de romantismo e nostalgia, recordam a época em que brincavam na rua, caíam do baloiço, esfolavam os joelhos, cobriam-se de espinhos e arranhadelas, quando iam buscar a bola que caíra no meio do mato, e não eram menos felizes por isso. Pelo contrário, essas pequenas mazelas acabaram por enriquecer-lhes a juventude.

Passaram 20 ou 30 anos. O Muro de Berlim caiu, as Torres Gémeas foram destruídas, o Iraque foi invadido, a TVI pôs um troglodita a dar pontapés na cara a uma rapariga em directo, o Facebook pôs estranhos de todo o mundo em amena cavaqueira, como se todos fôssemos amigos há anos, e o Passos Coelho juntou-se ao Paulo Portas, para baixarem o salário aos portugueses – ou, como eles lhe chamam, tornar os portugueses “mais competitivos” – e para venderem o maior número de empresas públicas no mais curto espaço de tempo possível.
Sim, passou depressa.
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Renegociações danosas à moda do Pàf

UPNRS

 

Durante a governação de Passos & Portas, Sérgio Monteiro, o ex-Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, foi o responsável pela política de privatizações do Governo de Direita. Nessa época, Passos Coelho apresentou a renegociação de nove parcerias público-privadas rodoviárias como um dos casos de sucesso do famoso “corte nas gorduras do Estado”. A renegociação da concessão da A23 foi exibida como um exemplo de boa gestão pública, com Passos Coelho e Sérgio Monteiro a alegaram que o Estado pouparia 32,2% da verba gasta nessa PPP, o que representaria um valor bruto de 588 milhões de euros.

Agora, através do Jornal de Notícias, descobre-se que essa renegociação implicou a entrega de 717 milhões de euros das receitas das portagens à Scutvias, a concessionária privada que explora a autoestrada da Beira Interior. Ou seja, com esta renegociação, o Estado teve uma perda líquida de, pelo menos, 129 milhões de euros.

Segundo o artigo do JN, as receitas das portagens foram ainda subavaliadas e a poupança para o Estado foi empolada, o que significa que a perda real para o erário público poderá ser ainda muito superior – o JN refere que a perda final poderá chegar aos 300 milhões de euros. Isto vindo do Governo da malta que é regularmente promovida na comunicação social como grandes peritos em negócios.

Irónico, não é?

via Uma Página Numa Rede Social

O esgoto jornalístico e a hipocrisia do velho regime

OP

A “liberdade de expressão e de imprensa”, na concepção da Direita e dos jornais que apoiam as causas de Direita, funciona assim:
– Se vários jornais, incluindo jornais de referência, como o Público, mentem nos artigos, manipulam os números nos artigos, ou usam subterfúgios semânticos desonestos nos artigos para corroborar a tese que eles próprios subscrevem, trata-se de um saudável exercício de liberdade de expressão e de imprensa.

– Se cidadãos, com ou sem filiação política, exigem a correcção dos erros e mentiras dos artigos e reivindicam a objectividade e isenção que deontologicamente deveriam pautar a actividade jornalística, já não se trata de liberdade de expressão e de imprensa, já passa para o campo dos safados da Esquerda que, alegadamente, lidam mal com a liberdade de imprensa.

É curioso, mas, objectivamente, chegámos mesmo ao distópico e paradoxal momento da história em que exigir rigor e isenção jornalística é classificado como censura e opressão aos jornais.
Vivemos num momento em que a desinformação do esgoto jornalístico, que é o Correio da Manhã, consegue ser o projecto jornalístico com maior exposição do país e em que o folhetim da extrema-Direita, o Observador, habitualmente troca de directores, jornalistas e opinadores com estações públicas e privadas de notícias. E, no entanto, se alguém de Esquerda ousa questionar esta esmagadora predominância da Direita na comunicação social, os spin doctors do costume invertem o problema e dizem que a Esquerda tem um problema com a liberdade de expressão e de imprensa. E há malta que cai mesmo nesta nova caça às bruxas, numa espécie de Macartismo renascido.
Irónico, não é?

Irónico e simples de perceber, não é?

Via Uma Página Numa Rede Social.

Pedro Passos Coelho e o síndrome de Estocolmo

Refém

As lideranças do PSD e do CDS-PP, com o apoio das suas tropas estacionadas na comunicação social, vêm insistindo na narrativa de um governo refém dos partidos com quem firmou o acordo pós-eleitoral. Em declarações recentes, em que acusou o governo de ser “comandado” pelo Bloco de Esquerda, Pedro Passos Coelho afirmou

Há uma coisa que impressiona – não é o Partido Socialista, que escolheu um candidato a primeiro-ministro derrotado, estar à frente de um Governo; é que um partido, que é o Bloco de Esquerda, que tem 10% de resultado, esteja a comandar o Governo em Portugal.

(…) se a moda pega noutros países europeus (…) Não é aquele (regime) em que eu quero viver e democrático é que ele não é.

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Uma palmadinha na mão de Ricardo Salgado

RSCC

Ver Ricardo Salgado a ser condenado pelo Banco de Portugal a pagar uma multa de 4 milhões de euros, como pena pela venda de papel comercial do GES a clientes do BES, mostra que o ex-Dono Disto Tudo ainda é o Dono de Muita Coisa. Ricardo Salgado chegou a receber “presentes” de 14 milhões de euros, de José Guilherme. Para Salgado, 4 milhões de euros é um valor simbólico, uma mera palmadinha na mão.

A venda de papel comercial do GES, um grupo falido e que nada valia, lesou mais de duas mil pessoas, a quem o ruinoso negócio roubou um total de cerca de 500 milhões de euros. Muitas das pessoas que foram enganadas e levadas a subscrever o negócio perderam as poupanças de toda a sua vida de trabalho. Ver Salgado a livrar-se deste problema, pagando 4 milhões de euros, equivale a dizer que, efectivamente, o crime compensa.

E é nestas alturas que dá jeito ter Carlos Costa como governador da entidade que supervisionava a actividade de Ricardo Salgado e que, agora, livra o ex-banqueiro desta situação com uma multa simbólica. Apesar da sua absoluta inutilidade como regulador da actividade bancária, Carlos Costa foi sempre defendido pelo PSD, que escolheu reconduzir o Governador no cargo, enquanto durou o Governo de Direita. Aliás, não foi por acaso que o jurista que saiu em defesa de Salgado, no caso do “presente” de 14 milhões de euros, foi João Calvão da Silva, o homem que Passos Coelho escolheu para Ministro da Administração Interna, após as Legislativas de 2015.

Entretanto, os lesados do BES poderão vir a perder cerca de metade de todo o dinheiro que perderam com a compra do papel comercial do GES, o que, para muitas famílias, poderá ser ruinoso. Quanto a Ricardo Salgado, apesar da multa simbólica, a defesa do ex-líder do BES já anunciou que irá recorrer da sentença aplicada pelo BdP. Na prática, isto significa que há fortes probabilidades de que a multa de 4 milhões de euros será reduzida para um valor bem inferior.

Dá que pensar, não dá?

Via Uma Página Numa Rede Social

Neoliberalismo no séc. XXI: retrocesso e criminalidade financeira

EUA

Até agora, 32 empresas ligadas a Donald Trump foram identificadas nos Panama Papers. Os documentos revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas mencionam o nome de Trump 3540 vezes. Ironicamente, uma parte significativa dos seus apoiantes diz que votará em Trump alegando que o sistema político está corrompido e que o candidato Republicano trará a mudança.

Via Uma Página Numa Rede Social

Da hipocrisia da direita parlamentar

Hipo

via Uma Página Numa Rede Social

Recortes de uma chacina laboral (2011-2015)

1Maio0

Aparentemente, Pedro Passos Coelho não encontra motivos para celebrar o Dia do Trabalhador. Segundo o ex-primeiro-ministro que espezinhou direitos laborais e que se esforçou arduamente por precarizar e transformar o mercado laboral num oásis de mão-de-obra barata para abutres, a situação do emprego em Portugal é preocupante, isto apesar da tímida redução do desemprego registada em Março que, há uns meses atrás, seria motivo para fogo-de-artifício e bandas a tocar na São Caetano.  [Read more…]

Passos Coelho e os paraísos fiscais

PpC

A imagem já diz tudo mas deixo-vos também estes dois links, só para que não sobrem dúvidas.

Ministério dos Negócios Estrangeiros do Panamá: Portugal ya no considera a Panamá como un paraíso fiscal.

Geringonça: The Massamá Papers

Imagem: Uma Página Numa Rede Social, sempre em cima do acontecimento.

Boa noite.

O circo fundamentalista na Câmara dos Deputados do Brasil

Mfeliciano

A montagem em cima não foi feita hoje. É de Março de 2013. Esta selecção de grandes tiradas do deputado e antigo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados do Brasil é apenas uma pequena amostra das barbaridades regurgitadas por este anormal. Aconselho a leitura integral da publicação da Uma Página Numa Rede Social. É surreal e quase que parece mentira, só que não é. É antes a merda que se segue em Brasília. Fundamentalismo primário, preconceito e descriminação. E pelos vistos em nome de Deus.

Congresso do PSD: Maria Luís Albuquerque e o elogio da mentira

MLA

O Congresso Nacional do PSD começa no dia das mentiras. Imenso poderia ser dito acerca da inepta capacidade de planeamento de Passos & Companhia, mas, aqui, a piada faz-se sozinha. [via Uma Página Numa Rede Social]

A fotomontagem acima e a fina ironia que resulta do congresso do PSD ter começado precisamente a 1 de Abril dispensam desenvolvimentos adicionais. Da avalanche de mentiras da campanha de 2011 ao conjunto de aldrabices que marcaram o episódio do regime de exclusividade de Passos Coelho, a fuga a verdade na corte do líder do PSD é sintomática e a mentira aparentemente premiada. Só vota neles quem quer.

Sem contraditório: a TVI24 ao serviço da direita liberal

Medo TV

via Uma Página Numa Rede Social: [Read more…]

Da manipulação da opinião pública

UPNRS

E era isto. Boa noite!

via Uma Página Numa Rede Social

A falsa dicotomia de António Saraiva

UPNRS

Sobre a entrevista da António Saraiva à Diário Económico, deixo-vos com esta reflexão encontrada n’Uma Página Numa Rede Social:

Mais vale ter trabalho precário do que desemprego”, diz António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa – uma espécie de sindicato dos patrões -, hoje, ao Diário Económico.
Todo um programa nesta frase, sem a mínima inocência. Fica bem patente a intenção de aproveitar a miséria dos trabalhadores, a tentativa de nivelar por baixo, a exploração desavergonhada da precariedade.
É um dos mantras do modelo de sociedade darwiniana que a Direita defende, onde impera a lei do mais forte, onde é cada qual por si, e que resulta num punhado de multimilionários a sujeitar milhões de trabalhadores às regras que só beneficiam a minoria, numa óbvia subversão do valor mais elementar das sociedades democráticas modernas: a defesa do bem comum.
Pela mesma lógica, mais vale trabalhar por comida do que não trabalhar. Ou trabalhar apenas para melhorar o currículo.
E, enquanto a Direita aplaude, o país acaba com um mar de pessoas que trabalham várias horas acima da média europeia, ganhando menos de metade da média europeia. Essa foi, aliás, a tendência a que o mercado de trabalho português assistiu nos últimos anos.
A falácia argumentativa de António Saraiva chama-se “falsa dicotomia”, e consiste em apresentar um problema com o errado pressuposto de que ele só tem uma de duas soluções – neste caso, a precariedade ou o desemprego.
Não, estas não são as duas únicas soluções para o problema do desemprego. A verdadeira questão, social e intelectualmente honesta, passa por determinar se mais vale ter um trabalho condignamente pago ou estar desempregado. E reparem como António Saraiva descarta, logo à partida, a hipótese do trabalho condignamente pago.
Essa desconsideração pelo salário digno é tão reveladora do que o presidente da CIP realmente pretende, não é?

Fotomontagem extraviada de Uma Página Numa Rede Social

Uma curta reflexão sobre as pensões

UPNRS

O governo PSD/CDS-PP fez opções políticas que tiveram impacto significativo sobre as pensões dos portugueses que, na maioria dos casos, descontaram uma vida inteira para verem ser-lhes retirado o que era seu por direito. O PS, em campanha, prometeu mais do que agora está a dar, é certo, mas entre um aumento de meia-dúzia de tostões e o corte de 600 milhões de euros que o anterior governo se preparava para aplicar, quer-me parecer que a maioria dos portugueses preferirá a primeira opção. E não deixa de ser curioso que aqueles que ontem procuravam aumentar ainda mais os cortes sobre as pensões venham agora falar em justiça social e hipocrisia. Que grande lata!

Fotomontagem via Uma Página Numa Rede Social

Regulador chumba negociata de Passos Coelho

PPC ANAC

É caso para dizer que o tiro lhes saiu pela culatra. O governo PSD/CDS-PP nomeou os mãos-largas que promoveram aumentos na ordem dos 150% na direcção da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) mas a entidade acabou por não optar pelo colaboracionismo que eventualmente seria de esperar. Isto porque a ANAC emitiu um parecer negativo relativamente à operação de privatização da TAP, feita em cima do joelho durante a curta vigência do governo de gestão de Pedro Passos Coelho. Vai daí impôs um conjunto de medidas cautelares que colocam limitações à actual gestão, até que o novo processo de venda do actual governo esteja concluída. [Read more…]

#ConselhosdoPassos chegam à imprensa nacional

CdP

Parece que os conselhos de Pedro Passos Coelho também têm espaço na comunicação social portuguesa. Só é pena terem chegado tão tarde. E apesar de não despertarem tanto interesse e paixões arrebatadoras na nossa imprensa como os conselhos do seu sucessor, a verdade é chegaram à TSF, ao DN e ao jornal I. Nada mau! Parabéns à malta da Uma Página Numa Rede Social que não anda cá há dois dias nem foi parida num qualquer gabinete de assessores boys para servir estratégias eleitoralistas. E se dúvidas restassem, a argumentação das pessoas por trás deste projecto é esclarecedora: [Read more…]

Miguel Relvas e o Banco Efisa: the plot thickens

Relvas

O PS apresentou um requerimento para chamar Miguel Relvas e a ex-secretária de Estado do Tesouro Isabel Castelo Branco ao Parlamento, de modo a obter esclarecimentos sobre o caso da venda do banco Efisa. Relvas será ouvido na qualidade de accionista da sociedade que adquiriu o banco ao passo que Isabel Castelo Branco será questionada sobre a recapitalização do banco com 90 milhões de euros que autorizou. Os socialistas ponderam, inclusive, a possibilidade de chamar também Pedro Passos Coelho.

A história do Banco Efisa cheira mal. Cheira mal pelo timing pré-eleitoral, cheira mal pelo preço a que foi vendido, uns módicos 38 milhões de euros, apesar da recapitalização, e cheira mal porque o historial de Relvas e Passos Coelho não inspira confiança. Terá sido esta a forma encontrada por Passos Coelho para agradecer os favores do passado? O Organismo Europeu de Luta Antifraude andava em cima deles. Será que os amigos de Bruxelas arquivaram a coisa?

Fotomontagem gentilmente cedida por Uma Página Numa Rede Social