A blogosfera anda atenta às presidenciais. Em destaque os vários textos, até agora 23, do Pedro Correia no Delito de Opinião e no Albergue Espanhol. Sem esquecer o Sapo com um espaço dedicado ao tema ou o blog Presidenciais 2011.
O Portugal dos Pequeninos está mesmo muito militante e o Vias de Facto não perde um minuto para colocar o dedo na ferida. No Cachimbo o PPM deixa o aviso para o principal adversário de Cavaco Silva e no Blasfémias o Pedro fala na falta de alegria da campanha. Já o Carlos, no 31 da Armada, relembra algo que alguns querem “esconder”. Por sua vez, FJV, escreve sobre o medo e ESTE post de AAA no Insurgente é claro candidato ao prémio de “melhor post Presidenciais 2011”! [Read more…]
Destra sinistra, revista de blogues
Sinistra destra, 7.02.10
redescoberta da pólvora
Basicamente, a ideia é reduzir o Governo. Indica-se um funcionário da Agência de rating para Primeiro-Ministro. Coloca-se um funcionário do Banco Central Europeu nas Finanças.
Na prática, a soberania e o poder de decisão do Estado não ficam afectados.
João Correia, A Minha Gazeta
já uma vez lhe disse para ter cuidado com as bebidas destiladas, mas como se vê não me ligou nenhuma
Pergunte-se ao Mundo: quantos gostariam de viver num país onde 9 em 10 trabalhadores estão empregados, vivem em algomerados servidos por água, electricidade, gás, redes viárias, redes de transportes públicos, medicina, escolas, polícia, bombeiros, diversão, cultura, desporto e podem escolher livremente os seus governantes? Depois, é só pesar a resposta para nos descobrirmos num clima de altíssimo sucesso económico.
Valupi, aspirina b
salários
Se há perigo de inflação, é preciso conter os salários.
Se há perigo de deflação, é preciso conter os salários.
Se a crise é económica, é preciso conter os salários.
Se a crise é financeira, é preciso conter os salários.
Se não estamos em crise, é preciso aproveitar para melhorar a competitividade – e portanto conter os salários.
Se o défice das contas do Estado está alto, é preciso conter os salários.
José Luiz Sarmento, As Minhas Leituras
todos preferimos, sobretudo os que não a lemos
Logo de seguida li um livro da Ana Teresa Pereira. Pensava que existia apenas uma Mafalda Ivo Cruz na literatura portuguesa. Afinal há duas. E calo-me, estrangulo os dedinhos, por consideração a quem aprecia escritores que gostam de descrever ambientes atafulhados de aprumo intelectual, onde se fode ao som das variações goldberg. Criada nos arrabaldes, reconheço, sou uma pobre criatura iletrada, boçal e suburbana. Os escritores assim dão-me náuseas. Prefiro, de longe, a MRP (nunca lhe li nenhum livro, mas prefiro.)
Ana Cássia Ribeiro, Ana de Amesterdam
o tempo mudou
Até agora, algumas corporações e muitos políticos tentavam esconder-nos as patifarias que cometiam. Hoje em dia devem perseguir comportamentos exemplares ou, em alternativa, enfrentar a ira da opinião pública. Eu sei que isto torna o mundo menos interessante, mas não há remédio. Nem exércitos de constitucionalistas, nem jornais a soldo, nem uma corte de aduladores conseguem tornar invisível o que todos conhecemos.
Luís M. Jorge, A Vida Breve
humor querido
O Paulo Querido não precisa de computador para tweetar. Ele fala directamente com o router.
anónimo que pelo estilo até acho que sei quem é mas não acuso e desminto que seja alguém do Aventar, mas que era uma grande aquisição era, Paulo Querido Facts
classe
Hoje, disse-lhe, “senhor Simões, careço de imaginação para vender mais línques no meu blogue. Os meus leitores são pessoas de classe. Não apreciam”.
Isabela Figueiredo, Novo Mundo
Sinistra destra: os blogues que eu leio são melhores que os teus 26.1.10
a privatização do emprego público
O poder de compra dos funcionários públicos caiu 6% entre 2000 e 2009. As despesas com pessoal da administração pública diminuíram 11,1% em termos nominais e para os dez primeiros meses de 2009, em relação ao mesmo período de 2007. As despesas com a aquisição de serviços a privados por parte da administração pública central, entretanto, aumentaram 11,6% no mesmo período. O que antes era feito pela administração passa a ser feito, cada vez mais, por privados pagos pelos contribuintes.
João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas
gripe
Agora, gripe tornou-se uma palavra de mau gosto, que se pronuncia como pedofilia, pobreza ou desemprego. Os doentes dizem, baixinho, que estão constipados. As zaragatoas, as máscaras e as batas adormecem nos depósitos. Regressámos à nossa ingenuidade infecciológica pré-pandémica. Tussa lá à vontade para cima de mim, sopre na sopa da menina, dê-lhe beijinhos na mão e na boca do seu amor também.
Luís Januário, A Natureza do Mal
moscas
Esse médico do hospital contou-me que uma vez lhe entrou uma mosca no ouvido e para a espantar teve de ouvir música muito alto. E não era qualquer tipo de música, tinham de ser canções com muitas baterias e congas, porque se fosse música clássica a mosca ia buscar a família para ir viver com ela. O médico depois contou que a mosca acabou por sair e com ela veio um caroço de azeitona que lhe tinha ficado do final de um jantar de turma da faculdade. Mas eu isso acho que já ele a inventar.
Jorge Daniel Internet
Sinistra Destra, os blogues que eu leio são melhores que os teus
A Voz da Experiência
(…) Não tenho nada a dizer sobre o casamento homossexual, porque já está tudo discutido.
Pois se a única vez que me casei foi com um gay…
E quase no tempo do Conta-me como foi.
Com heterossexuais é que não penso casar-me.
Rosa Oliveira, Um Blog Chamado Blog
Assim começa um enxerto de porrada
Todos os dias aprendo coisas novas. Hoje foi o dia de saber que Afonso de Albuquerque morreu há 494 anos. E como soube eu isto? Por alguém que o assinalou, aqui. Uma efeméride? Um pretexto para uma reflexão sobre o personagem, sobre a época, sobre o papel de Portugal no mundo, sobre o que nos une e nos separa da Europa e da Ásia de há 500 anos? Bom, se quiserem chamar-lhe isso. Para mim, tratou-se apenas de ir ao armário tirar uma velharia, dar-lhe polimento e cantar o hino, tudo em sentido, com uma lágrima de emoção patriótica e o coração a bater de fervor por esses tempos em que Portugal foi grande, oh tão grande, e depois desinchou, mirrou e murchou até chegarmos à apagada e vil tristeza, sigh! dos nossos dias. (…)
Paulo Pinto para o 31 do Reumático
Não invocar gregos em vão
Tiago Moreira de Sá, no blog bafiento-cool 31 da Armada, resolveu citar Aristóteles a propósito do chamado «casamento gay»: «A maior das desigualdades é tratar de modo igual o que é diferente», respigou ele do filósofo. Só faltou mesmo explicar que, no diz respeito às práticas homossexuais, os «homens livres» da Grécia eram uns javardolas sem grandes problemas de consciência; e que o casamento como hoje o conhecemos é coisa que sofreu imensas variações ao longo da história.
Miguel Cardina na Minoria Relativa
Cães fechados nos apartamentos
(…) E percebi a tortura dos cães fechados nos apartamentos, fieis a uma noção alienígena de higiene, educados em absurdas exigências de esfíncteres. Os cães prisioneiros domesticos, dilatando as bexigas ao ritmo de 1-3 cc/kg/ hora, 10 a 30 ml cada hora para este cão médio que agora mija à minha frente, este animal antropocêntrico, pré Copérnico, que dormiu à beira da rotura vesical, como acontece todas as noites em que o rapaz emborca cervejas nas discotecas da cidade e se enchem de mijo, de ureia, um sozinho no apartamento, o outro sozinho na noite , à espera do dia, do rapaz, do cão, da rua, do terreiro.
Luís Januário, A Natureza do Mal






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